Envelhecer às margens
mulheres negras e os desafios por cuidados em saúde
DOI:
https://doi.org/10.30620/pdi.v14n2.p31Palavras-chave:
Interseccionalidade. Envelhecimento. Cuidados em Saúde.Resumo
O presente estudo explora as múltiplas opressões enfrentadas por mulheres negras idosas e periféricas – aqui denominadas Nanás – no contexto brasileiro, destacando suas vivências de desigualdade e a necessidade de um cuidado em saúde Integral e Interseccional. Utilizando a Interseccionalidade como aporte teórico, o estudo se baseia nas narrativas de vida das Nanás, coletadas por meio de histórias orais, para examinar como as opressões de raça, gênero, idade e classe impactam sua saúde e seu acesso aos cuidados. O envelhecimento dessas mulheres é marcado por precariedade e por processos de vulnerabilização, agravados por Iniquidades estruturais que moldam suas experiências de vida e saúde. O texto discute ainda a necessidade de superação das práticas racistas e excludentes nos serviços de saúde, propondo um cuidado antirracista e equânime para que as Nanás sejam vistas em sua complexidade e singularidade. O estudo busca fazer ressoar as vozes dessas mulheres, desafiando as epistemologias coloniais e propondo novos caminhos para a promoção da equidade em saúde no SUS.
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