Teorizando os kuirlombismos e a liberação negra na diáspora

Artivistas negros brasileiros desafiam a colonialidade do afeto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/pdi.v14n2.p189

Palavras-chave:

Artivismo negro. Colonialidade do afeto. Kuírlombismo. Libertação negra. Solidão.

Resumo

Este ensaio analisa o papel do artivismo negro brasileiro na desestabilização da colonialidade do afeto e na luta por libertação negra na diáspora. A partir da performance de artivistas dissidentes sexuais e de gênero, como Shankar, o texto explora como a colonialidade do afeto molda os registros emocionais normativos e a percepção dos corpos negros na sociedade brasileira. Com base em teorias da crítica feminista negra, dos estudos queer negros e dos estudos decoloniais, argumenta-se que o artivismo atua como uma intervenção epistemológica e política, desafiando os paradigmas eurocêntricos que naturalizam a branquitude como estrutura afetiva dominante. O conceito de "kuírlombismo" é apresentado como uma forma de resistência afrodiaspórica, ressignificando o quilombismo para incluir subjetividades dissidentes. O ensaio também discute como a solidão emerge como um registro afetivo central para a experiência das feminilidades negras dissidentes no Brasil. Por meio da análise de performances, literatura e artes visuais, o texto demonstra como os artivistas desafiam a hegemonia racial e de gênero, promovendo formas alternativas de subjetividade e comunidade.

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Biografia do Autor

Tanya L. Saunders, Universidad de Maryland - Baltimore/EUA

Drx. Tanya L. Saunders é umx sociólogx e profesorx de estudos culturais que está interessadx nas maneiras pelas quais a diáspora africana nas Américas usa as artes como uma ferramenta para a mudança social, especificamente por meio da descolonização de sistemas de pensamento e conhecimento nas Américas.

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Publicado

2025-03-08

Como Citar

SAUNDERS, T. L. Teorizando os kuirlombismos e a liberação negra na diáspora: Artivistas negros brasileiros desafiam a colonialidade do afeto. Pontos de Interrogação – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Laboratório de Edição Fábrica de Letras - UNEB, v. 14, n. 2, p. 189–223, 2025. DOI: 10.30620/pdi.v14n2.p189. Disponível em: https://revistas.uneb.br/pontosdeint/article/view/v14n2p189. Acesso em: 8 maio. 2026.