Refletindo os aspectos interseccionais da Conferência de Durban (2001)
duas décadas de desdobramentos no contexto das relações raciais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.30620/pdi.v14n2.p151Palavras-chave:
Mulheres Negras. Conferência de Durban. Interseccionalidade.Resumo
O Movimento de Mulheres Negras no Brasil desempenhou um papel crucial na preparação e construção da III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada em 2001, na África do Sul. Durante a Conferência, o Estado brasileiro, pressionado pelos movimentos negros, reconheceu o papel central do racismo na perpetuação das desigualdades e comprometeu-se a combatê-lo por meio de ações afirmativas. Após a Conferência, o debate sobre as cotas nas universidades ganhou destaque no país, e a educação, uma reivindicação histórica do Movimento Negro Unificado (MNU), acabou ofuscando o protagonismo das mulheres negras. Este artigo tem como objetivo explorar os aspectos Interseccionais da Conferência de Durban, reposicionando as mulheres negras como protagonistas e examinando seus impactos no Brasil, através de políticas públicas que abordam gênero e raça. Tais políticas são essenciais para a correção das desigualdades estruturais na sociedade. A abordagem feminista negra e o conceito de Interseccionalidade nos permite resgatar e valorizar a luta das ativistas negras brasileiras contra o racismo e o sexismo.
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