Doutoras negras nas ciências da natureza brasileiras e colombianas
vozes, tempos e trajetórias acadêmicas
DOI:
https://doi.org/10.30620/pdi.v14n2.p111Palavras-chave:
Gênero. Raça. Racismo.Resumo
A marginalização das mulheres, especialmente as negras, nas ciências da Natureza destaca uma predominância de epistemologia branca e masculina ao longo da história (CHASSOT, 2006). Enfatizando que as desigualdades intensificadas por regimes de escravidão e colonialismo limitam as oportunidades acadêmicas e profissionais dessas mulheres, perpetuando estereótipos e a invisibilização de suas contribuições. (GONZALEZ, 2020; COLLINS, 2018). A interseccionalidade, conforme proposta por Kimberlé Crenshaw, é um conceito central para entender as múltiplas opressões que essas doutoras enfrentam devido à combinação de discriminação de gênero e raça. Perante o exposto, o presente trabalho investiga os desafios vivenciados por doutoras negras nas ciências da natureza no Brasil e na Colômbia, focando nas relações interseccionais que moldam suas experiências. Explorando a interseção entre a presença dessas mulheres nesta área e suas trajetórias acadêmicas. A pesquisa destaca as contribuições e desafios enfrentados por elas no campo cientifico, examinando como suas vozes e experiências são fundamentais para a construção de um ambiente academicista mais diverso e inclusivo. A pesquisa e coleta de dados, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco cientistas (três brasileiras e duas colombianas), visa compreender como a discriminação racial se manifesta em suas realidades. Resultando em uma abordagem que reconhece que as doutoras negras desenvolvem estratégias de resistência diante das opressões, promovendo mudanças nas instituições e defendendo a importância da diversidade nas ciências. Para criar uma academia mais inclusiva, são necessárias políticas de ação afirmativa, redes de apoio e maior sensibilização sobre questões de raça e gênero nas instituições de ensino superior.
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Referências
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