Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe É uma Revista que apresenta uma perspectiva interdisciplinar, buscando diálogo com a literatura, a arqueologia, as variadas linguagens imagéticas e sonoras (cinema, fotografia, iconografia, música) e tecnologias de informação e comunicação na pesquisa e no ensino. pt-BR revista.nhipe.uneb@gmail.com (Márcia Cristina Lacerda Ribeiro) cpd@uneb.br (Gerência de Informática) sex, 31 dez 2021 00:00:00 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Dossiê: Leituras de Àfrica epistemologias, ancestralidades, corporiedade e processos educativos em tempos pandêmicos https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13413 <p>Dossiê: Leituras de Àfrica epistemologias, ancestralidades, corporiedade e processos educativos em tempos pandemêmicos</p> Antonieta Miguel, Marise Santana , Ricardo Tupiniquim Ramos Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13413 CAROLINA DE JESUS, INTELECTUAL ORGÂNICA E PRETA https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13423 <p>No trabalho intelectual de Carolina Maria de Jesus em Quarto de despejo (1960) e em Diário de Bitita (1986) a escritora constrói uma teia discursiva pensando às questões de gênero e raça. Quarto de despejo, obra que registar o cotidiano de uma favela paulista na década de cinquenta, é a obra mais conhecida de Carolina de Jesus. Já Diário de Bitita é uma narrativa póstuma que registra o cotidiano de Carolina de Jesus e de outras mulheres negras no início do século XX. Nas obras, através dos relatos em três momentos distintos da personagem-protagonista, considerei que a autora agencia um espaço de reflexão para que sejam reveladas as opressões de gênero e raça em seus contextos, produzindo um conhecimento a partir de seu lugar de fala. Ao longo desse estudo, observei que foram construídas algumas pistas que indicam para a/o leitora/o como foi construído o percurso intelectual da escritora, rompendo com um modelo hegemônico quanto à definição do que é ser um/uma intelectual em sociedade, sendo a escritora uma mulher negra e com pouca escolaridade. Por meio de um discurso considerado transgressor, defendi que ela constrói conhecimento sobre a realidade das mulheres negras, assim como consegue promover rasuras na história considerada oficial, assumindo uma postura conforme defendem Said (2005) e Hooks (1995) a respeito do trabalho de um intelectual.</p> Érica de Souza Oliveira Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13423 LÍNGUAS CLÁSSICAS: É POSSÍVEL AFIRMAR SUA EXISTÊNCIA NO BRASIL? https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13424 <p>Embora usado até na nomenclatura de habilitações de cursos de graduação em Letras e de Departamentos de universidades que os mantêm, “línguas clássicas” é termo não definido mesmo em dicionários técnicos da área, cujos profissionais o utilizam de forma até intuitiva. Com base nisso, inicialmente, propõe-se uma&nbsp; aproximação desse conceito a partir dos traços geralmente atribuídos a línguas e literaturas assim consideradas pela academia, em seguida identificadas nos sites das universidades acima referidas e caracterizadas a partir de informações disponíveis na literatura especializa sobre elas e seus usos. Por fim, a partir de dois usos específicos dessas línguas, discutiremos a possibilidade da existência de congêneres suas no Brasil, tanto nativas quanto africanas nativizadas, abrindo, assim, novas perspectivas para sua valorização e de suas cultuas e para a pesquisa na área.</p> Ricardo Tupiniquim Ramos Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13424 DA REPRESENTAÇÃO À AUTOREPRESENTAÇÃO DE CORPOS CIGANOS NA LITERATURA https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13425 <p><strong>&nbsp;</strong>Este artigo se propõe a refletir acerca do livro “<em>El aliento negro de los romaníes</em>”, de Jorge Nedich (2005), com o objetivo de mostrar que os <em>romà </em>podem e devem representar-se. A inquietação que levou a esta produção foi o desejo de contribuir para retirá-los do constante lugar de invisibilidade. Os autores que contribuíram e deram suporte teórico para realização deste estudo foram Fonseca (1996); Bernd (1994); Silva (2018) e Sória (2015). A metodologia utilizada foi de caráter qualitativo e bibliográfico. Os resultados mostram que embora a narrativa de Nedich não ofereça uma representação perfeitamente delineada do que é ser <em>romà </em>nos dias de hoje, contribui significativamente no tocante à visibilidade do povo e propõe uma alternativa identitária em um espaço múltiplo e em construção permanente.<strong>&nbsp;</strong></p> Lorena Oliveira Tavares Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13425 RECONHECIMENTO E CERTIFICAÇÃO DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS: POSSIBILIDADES E CONTRIBUIÇÕES DA ARQUEOLOGIA https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13426 <p>Este trabalho discute possibilidades de atuação dos/as profissionais da arqueologia junto às comunidades quilombolas e a importância da certificação e reconhecimento delas junto à Fundação Cultural Palmares para a conquista de direitos e serviços essenciais. Para tanto, foram consideradas as ideias dos teóricos que versam sobre a temática, assim como outros autores pertencentes às demais teorias arqueológicas, tendo como exemplo a comunidade Santiago do Iguape, reconhecida desde o ano de 2006 e que, desde então, tem logrado diversas conquistas no campo das políticas públicas e, consequentemente, na qualidade de vida da população.</p> Jaqueline Santana Nascimento, Louise Prado Alfonso Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13426 INVISIBILIZAÇÃO E ESTEREOTIPIA: REPRESENTAÇÕES DOS POVOS INDÍGENAS NO LIVRO DIDÁTICO E NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13437 <p>Desde o “descobrimento”, a representação usual dos povos indígenas brasileiros é como de sujeitos incapazes de ação e iniciativa e a de suas sociedades como presas ao passado e imunes ao dinamismo. Entretanto, como qualquer povo, cultura ou sociedade, o(a)s indígenas estão sujeitos a transformações. As mudanças ocorrem devido a perdas de recursos que garantem a sobrevivência, à evolução das práticas cotidianas e à constante luta pela sobrevivência. Desde a Constituição de 1988, os povos indígenas têm a garantia de inúmeros direitos – sobretudo à terra –; a efetivação desses direitos tem marcado sua luta no contexto atual social. A garantia da inclusão da diversidade cultural indígena no âmbito escolar e seu reconhecimento são fatores base para ressignificação da vida do indígena. Na escola, a visão conservadora existente reflete acerca dos povos indígenas apenas na data comemorativa do Dia do Índio, de maneira vaga e descontextualizada. A despeito da diversidade linguística e cultural existente no Brasil, decorrente da existência desses povos, tanto as etapas da formação docente como as propostas curriculares e materiais didáticos os têm invisibilizado ao longo dos anos. A despeito da Lei 11.645/2008 determinar a inserção de história e culturas indígenas nos cursos de formação docente e na Educação Básica, o quadro atual ainda indica a ausência dessa temática no currículo dos cursos de Licenciatura em História – do que decorre uma desinformação e um despreparo geral do(a)s docentes dessa disciplina para seu trabalho naquele nível de ensino – bem como nos livros didáticos nele utilizados.</p> Valdeiza Teixeira Castro, Luciana Oliveira Correia Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13437 NOTAS SOBRE BRANQUITUDE, PRIVILÉGIOS E NEGAÇÃO DO RACISMO https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13428 <p>Este texto objetiva trazer reflexões sobre a branquitude brasileira, enquanto um espaço de poder, a partir das publicações dentro dos Estudos Críticos da Branquitude. Entende-se a branquitude como a pertença étnico-racial das pessoas brancas e um local de privilégios simbólicos e materiais. Pensando em uma hierarquia social, ela seria o topo e tem o poder de nomear o outro e, ao mesmo tempo, eximir-se da racialização. Assim, compreende-se que a branquitude vai além dos traços físicos: trata-se de um local de poder. Realizou-se uma revisão bibliográfica para a construção teórica a partir de Maria Aparecida Silva Bento, Lia Vainer Schucman, Lourenço Cardoso, Liv Sovik e Robin Diangelo, estadunidense que traz o conceito de fragilidade branca, tão importante para compreender alguns comportamentos das pessoas brancas. Os resultados evidenciam que ainda existe a falta de racialização do grupo branco, que percebem os seus privilégios e, ao mesmo tempo, procuram formas de mantê-los, buscando, inclusive, negar a sua brancura, no intuito de se desresponsabilizar na luta antirracista.&nbsp;</p> Laisla Suelen Miranda Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13428 INTELECTUAIS NEGROS NA REPÚBLICA: ASCENSÃO SOCIAL A PARTIR DA PROFISSÃO DOCENTE (1889 - 1930) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13429 <p>Este artigo analisa a ascensão social do negro a partir da profissão docente na República (1889 - 1930), bem como a trajetória educacional vivenciada pelos professores negros Alfredo José da Silva, Raquel Pereira Andrade e Francisco José de Sant’ Anna que residiram na cidade de Caetité, Tanque Novo e Rio de Contas respectivamente. O estudo voltado para a historiografia da educação do negro é algo muito recente, nesse sentido, a ascensão social de negros a partir da profissão docente se faz de grande relevância para a história do negro, pois permite compreender as táticas (CERTEAU, 2005) utilizadas para burlar as situações de exclusão social num contexto em que o “embranquecimento” caracterizava a política institucional do Estado e a educação constituía um elemento de acesso à cidadania (critério de votação). Como resultado, as investigações apontam para a existência de processos envolvendo escolarização, ascensão social e intelectualidade (SIRINELLI, 2003; VIEIRA, 2008, 2015) do negro no interior da Bahia, em consonância com o contexto nacional de luta dos grupos negros pela escolarização. Enfim, esta pesquisa contribuiu para conhecer a história da educação do negro nos primeiros anos da República, em seus aspectos de exclusão, resistência e inclusão, bem como o exercício de seus direitos. Este estudo utiliza uma metodologia de pesquisa documental, com destaque para as seguintes fontes: fotografias, jornais, revistas de Educação, dentre outros.</p> Graciela Castro de Matos, Antonieta Miguel Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13429 FRANCOLINO NETO: “O ILUSTRE FILHO” E INTELECTUAL NEGRO DO SUL BAIANO https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13430 <p>O artigo propõe apresentar a biografia do professor universitário e intelectual Francolino Neto e discutir sobre sua atuação política e educacional no Sul baiano, apresentando a importância da incorporação da perspectiva racial pela História da Educação. Partiu de uma abordagem qualitativa, foi realizada uma análise do Jornal Itajuípe hoje, publicado em Dezembro de 1984, encontrado no acervo municipal de Itajuípe e de duas fotografias encontradas na Biblioteca da Universidade Estadual de Santa Cruz. O referencial teórico foi construído a partir dos estudos de Barros (2016), Boto (2003-2005), Fonseca (2016), Gomes (2012), Petruccelli (2007), Sirineli (2003).</p> <p>A partir de tais investigações foi possível compreender o professor enquanto um intelectual negro que contribuiu para a inserção de Itajuípe, na historiografia da educação e que sua participação em espaços de relações de poder, foi importante para a problematização da igualdade racial na educação, seja ela na modalidade da educação básica ou superior, não só no tempo em que atuava como docente, mas no percurso histórico e social, refletindo na história do tempo presente.</p> <p>&nbsp;</p> João José dos Santos, Fabrícia dos Santos Dantas Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13430 O REPOSITÓRIO DE CONTEÚDO DIGITAL NAS PESQUISAS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E O DE HISTÓRIA E MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO COMO ACERVO PARA PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13431 <p>Em nossa sociedade atual, as relações dos pesquisadores com os acervos digitais foram ampliadas, e no campo da História da Educação não foi diferente. Os Repositórios Digitais configuram-se como acervos online para pesquisas em diversos campos de interesses, desse modo possibilitando o fácil, amplo e livre acesso a diversos documentos. Posto isto, este artigo apresenta dois Repositórios Digitais, sendo eles: o Repositório Institucional da UFSC – História da Educação Matemática e de História e Memória da Educação (RHISME), que possuem diversas fontes para pesquisas, além de contribuir para a preservação da memória e estudos no campo da História da Educação. Desse modo, buscou-se analisar quais as contribuições que estes repositórios trazem para esse campo de pesquisa. Para a realização do estudo, foi necessário o levantamento destes repositórios através de suas caracterizações, além da análise da usabilidade de alguns acervos que se tornaram fontes para pesquisas.</p> Ana Liziane Araújo da Paz, Maria Inês Sucupira Stamatto , Olívia Morais de Medeiros Neta Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13431 NOTAS SOBRE O ENSINO PRIMÁRIO EM CONCEIÇÃO DO ARROIO NA SE-GUNDA METADE DO SÉCULO XIX: AS MEMÓRIAS DE ANTONIO STENZEL FILHO EM SUA OBRA “A VILA DA SERRA” https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13432 <p>Antônio Stenzel Filho era natural do município de Conceição do Arroio, hoje denominado Osório, localizado no Rio Grande do Sul. O escritor nasceu a 8 de junho de 1862, apenas quatro anos após a emancipação do município em relação a Santo Antonio da Patrulha. Em 1924, o autor publicou um livro de memórias denominado <em>A Vila da Serra (Conceição do Arroio): sua descrição física e histórica. Usos e costumes até 1872. Reminiscências</em>, no qual apresenta lembranças sobre diversos aspectos do município. O objetivo deste trabalho é analisar, com base em tais memórias, o contexto do ensino primário na localidade. Para tanto, além da obra do autor, utilizou-se como fontes de pesquisa os regulamentos que pautavam a instrução pública na província de São Pedro, atual estado do Rio Grande do Sul (tais regulamentos foram compilados por Tambara e Arriada), os censos do período, os quais foram organizados e disponibilizados pela extinta Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e o Álbum do Partido Republicano Castilhista, publicado em 1932. Verificou-se que, conforme presente nas disposições do Regulamento da instrução de 1857, o município contava com uma aula para meninas e uma aula para meninos, além de possíveis aulas privadas. Essas aulas localizavam-se na zona central da cidade e encontravam-se próximas umas as outras. A obra de Stenzel indica que os espaços onde se realizavam provavelmente haviam sido alugados pelo governo da província. Dessa forma, entende-se que ainda que a obra de Stenzel não conte com um capítulo dedicado ao tema educação ou instrução, ao delinear o traçado urbano em sua descrição das ruas, as quais possivelmente receberam a nomenclatura do ano de sua publicação, foram indicados os locais das aulas e casas de professoras e professores.</p> Maria Augusta Martiarena de Oliveira, Valesca Brasil Costa Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13432 O TRABALHO SOBRE AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E EDUCAÇÃO NO DISTRITO DE PASSÉ – CANDEIAS – BA https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13433 <p>Para o <em>Dossiê Leituras de África</em> tivemos o privilégio de conversar com a candeense Marise de Santana, professora aposentada da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), vinculada ao Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu em Relações Étnicas e Contemporaneidade e ao Curso de Pós Graduação em Antropologia com Ênfase em Culturas Afro-brasileiras, do Órgão de Educação e Relações Étnicas (Odeere). Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), atua no Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Desenho, Cultura e Interatividade. Autora de vários estudos sobre formação de professores, educação e culturas afro-brasileiras, Marise desenvolve atividades de extensão universitária no âmbito do Projeto Novembro Negro, no Distrito de Passé. Na entrevista, a professora destaca os principais desafios na sua trajetória como pesquisadora no campo da educação e relações étnico-raciais e aponta caminhos para o fortalecimento dessa política na rede municipal de ensino de Candeias.</p> Silvia Gomes de Santana Velloso , Maihara Raianne Marques Vitória , Jean Mário Araújo Costa Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13433 ORIENTAÇÕES PARA POSSÍVEIS COLABORADORES https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13434 <p>Perspectivas &amp; Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino publica textos científicos, inéditos e originais, em português, espanhol, francês, italiano e inglês nas seguintes modalidades: dossiês temáticos, artigos livres, entrevistas e resenhas.</p> Editorial Revista Copyright (c) https://revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13434