ESTUDANTES DO CPM DENDEZEIROS EM TEMPOS DE PANDEMIA

  • DOUGLAS SANTOS DA LUZ
  • RODRIGO SANTOS ANDRADE SILVA
  • ANDREIA DOS SANTOS SOUSA
Palavras-chave: Educação, Pandemia, Ensino remoto

Resumo

É indubitável que a pandemia, causada pelo novo coronavírus, refletiu maleficamente na vida dos estudantes, bem como mudou por completo as suas rotinas. Como as escolas foram fechadas, os estudantes tiveram que se adaptar a uma nova realidade, o ensino remoto emergencial, a qual para alguns foi apenas um mero desafio, e para outros, uma objeção impossível de ser superada. Neste trabalho serão retratadas as adversidades que vêm sendo enfrentadas pelos estudantes do 1° ano do Colégio da Polícia Militar da unidade Dendezeiros, localizado em Salvador-Bahia, tal como as consequências inerentes aos esforços que nós viemos desempenhando. Nosso objetivo geral é analisar a realidade vivenciada pelos alunos do 1º ano do ensino médio do CPM no processo de ensino remoto emergencial causado pela pandemia do COVID-19 e os objetivos específicos são elaborar uma base de dados referente ao processo de adaptação do aluno no ensino remoto emergencial e divulgar estes dados afim de chamar a atenção para o tema e promover reflexões sobre as dificuldades e desafios vivenciados pelos estudantes. Esta pesquisa possui natureza básica e a abordagem é a qualitativa. Para compor a metodologia utilizamos alguns procedimentos, como o levantamento de dados que, para serem coletados, foram utilizados questionários aplicados entre os alunos do 1° ano (Ensino Médio), que foram respondidos entre os dias 16 e 26 de abril de 2021. Destes dados, destacamos que 100% dos alunos acham que o ensino remoto é incomparavelmente mais complicado do que presencial. Justifica-se por conta da comunicação por meios virtuais, o espaço não é muito favorável pois há falta de algumas habilidades tecnológicas (tanto de alguns professores quanto de estudantes) e a necessidade de internet estável, são fatores que favorecem essa totalidade; 17,6% dos alunos estão satisfeitos quanto às aulas nesta modalidade remota e 82,4% não. As metodologias adotas pelos professores são diferentes, ou seja, cada qual age de uma forma diferenciada, apesar de todos utilizarem a plataforma do Google Classroom. Graças a essa variação, obtivemos esses dados que, com certeza, se dão pelo modo em que as aulas são ministradas. Desde março de 2020, mês em que a Bahia registrou o primeiro caso de covid-19, as aulas presenciais estão suspensas. De início, acreditava-se numa rápida reabertura, o que aos poucos se tornou inconcebível, retornando as aulas oficialmente na rede pública estadual apenas em março de 2021. A princípio, a saída foi adotar uma modalidade que condissesse com as normas de segurança sanitária, determinadas pela Organização Mundial de Saúde. Porém muitos alunos do CPM não possuem acesso de qualidade à internet, que é a ferramenta básica para o funcionamento do ensino, o que torna o tema escolhido mais relevante para ser discutido. Para sanar os problemas, que se dão pelo próprio contexto, deve haver, por parte dos professores, formas didáticas para a fixação dos assuntos, uma comunicação mais direta e maior cobrança no tocante à entrega/prazo de atividades. Já por parte dos alunos, paciência, esforço, disponibilidade e, acima de tudo, compreensão.

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Publicado
2021-08-30
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Seção
Categoria II: Jovens Pesquisadores do Projeto da Rádio e da Educação Básica