AS REDES SOCIAIS E O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

  • LARA LIMA DOS SANTOS
  • DÉBORA DAMASCENO DA SILVA BAVARESCO DE OLIVEIRA
  • ANDREIA DOS SANTOS SOUSA
Palavras-chave: Autismo, Pandemia, Redes sociais, Informação

Resumo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 2014, DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas com tal condição podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Os pacientes com autismo partilham estas dificuldades e a interrupção do tratamento pode afetá-los em intensidades diferentes. Houve a necessidade de interrupção do tratamento presencial, em alguns centros de apoio soteropolitanos, devido às consequências da pandemia causada pela COVID-19. Consideramos este estudo ainda mais relevante pelo contexto pandêmico. Este estudo tem o objetivo de contribuir na sensibilização e informação da sociedade, através de meios digitais, sobre o TEA e também sobre instituições e projetos que continuam buscando a concretização de direitos e a superação de desafios para contribuir na inclusão dos autistas mesmo durante a pandemia.É de extrema necessidade ampliar a conscientização da sociedade sobre a necessidade da concretização de direitos e superação de desafios para que as pessoas com autismo estejam plenamente incluídas em nosso país e que encontrem oportunidades para o seu desenvolvimento, seja na educação, na saúde, no mundo do trabalho e em todas as áreas.E é este o nosso objetivo. Esta pesquisa possui natureza aplicada e a abordagem é qualitativa, como procedimentos metodológicos utilizamos a pesquisa bibliográfica. Este estudo ainda está em andamento, porém já possuímos alguns dados referente às instituições de apoio com atuação em Salvador. Assim destacamos a Associação de Amigos do Autista da Bahia, que foi fundada como ONG em 2003, com a função de dar uma educação melhor para os autistas que muitas vezes não eram incluídos nas escolas ou, mesmo sendo recebidos, não eram acompanhados corretamente. No início o grupo se reunia na Clínica de Estudos e Atendimento Neurológico, mas com o aumento de interessados no projeto foi criada uma Associação que pudesse proporcionar a inclusão dos autistas na sociedade. O nome AMA-BA foi proposto, por ter essa entidade posição de destaque na história com respaldo nacional e internacional na educação de referência para indivíduos com TEA. Também tem o Centro de Referência Estadual para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista que é um dispositivo de integração docente-assistencial, que tem como objetivo proporcionar inovações técnico-pedagógico-assistenciais para o cuidado à pessoa autista e seus cuidadores, no âmbito da Rede de Atenção à Saúde e da Rede de Atenção Psicossocial do estado da Bahia.Antes do lançamento nas redes sociais do perfil proposto, estamos consolidando nossa base teórica e trabalhando no design, cards e vídeos. As instituições continuam com seus projetos de apoio de modo online, sem parar o acompanhamento e a educação de crianças, jovens e adultos autistas, além de oferecerem apoio e palestras aos pais e cuidadores desses indivíduos.

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Publicado
2021-08-30
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Seção
Categoria II: Jovens Pesquisadores do Projeto da Rádio e da Educação Básica