Quando a linguagem se faz gesto

a vitalidade automedial nas narrativas (auto)biográficas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n80.p191-209

Palavras-chave:

Narração, Mediação da Linguagem, Educação.

Resumo

Este artigo discute a vitalidade das práticas auto mediais na articulação entre pesquisas narrativas (auto)biográficas e a teoria histórico-cultural, destacando as potencialidades e desafios dessa aproximação no campo da Educação. As narrativas de vida são compreendidas como material empírico que permite acessar processos de significação e desenvolvimento humano, evidenciando a centralidade dos sujeitos em seus contextos históricos, sociais e culturais. Por meio das práticas auto mediais, a narrativa é pensada como mediadora de sentidos, em que se articulam subjetividade e universalidade, o particular e o coletivo. Conclui-se que a aproximação entre narrativas (auto)biográficas e Teoria Histórico-Cultural, ao valer-se das práticas auto mediais centradas em todas as formas de expressão e linguagem, amplia as possibilidades de compreender os fenômenos educacionais em toda a sua complexidade.



Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Amália Almeida Cunha, Faculdade de Educação- Universidade Federal de Minas Gerais

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993), mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997), doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2003,) doutorado sanduíche em Sociologia - Paris X - Nanterre (2001) e pós-doutorado em Educação pela Unicamp (2018). Atualmente é professora associada na Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisadora do OSFE- Observatório Sociológico Família-Escola e do NUPEDE-Núcleo de Pesquisa em Desigualdades Escolares. Leciona a disciplina sociologia da educação na graduação e e desenvolve pesquisas sobre: Trajetórias escolares, Socialização, Biografias e Histórias de vida como projeto de formação e auto-formação. Dispositivos Pedagógicos de formação: diários, ateliês de projeto, biografias educativas, práticas pedagógicas escolares.

Rosvita Kolb Bernardes, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP - 2011). Licenciada em Desenho e Plástica pelo Centro Universitário Feevale (1979), Especialização em Arte-Educação pela USP (1987). Obteve o título de Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1991). Lecionou Arte no Ensino Fundamental de 1978 a 2013. Foi professora do curso de Estilismo e Moda da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de 1993 a 2005. Lecionou no ensino superior privado em diversas instituições. Entre 2006 e 2016 foi professora do Ensino Superior da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Escola Guignard, onde lecionou para cursos de graduação e pós-graduação. É assessora das proposições curriculares da educação infantil da Prefeitura de Belo Horizonte. Tem experiência na área de ensino de Arte e Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, educação infantil e fundamental, educação estética, narrativas de formação, abordagem autobiográfica, história de vida. Cooperação com a Hochschule fur Musik und Theater Rostock/Alemanha.

Referências

CHEVALIER, Yves. La biographie et son usage en Sociologie. Revue Française de Science Politique, 29e année, n. 1, p. 83-110, 1979. DOI: https://doi.org/10.3406/rfsp.1979.418582

COULON, Alain. A condição de estudante: a entrada na vida universitária. Salvador: EDUFBA, 2008.

DELORY-MOMBERGER, Christine. Abordagens metodológicas na pesquisa biográfica. Revista Brasileira de Educação, v. 17, n. 51, p. 523-536, set./dez. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/5JPSdp5W75LB3cZW9C3Bk9c/?format=pdf&lang=pt. (Acesso em 28 set. 2025.)

DELORY-MOMBERGER, Christine. Formação e socialização: os ateliês biográficos de projeto. Revista Educação e Pesquisa, v. 32, n. 2, p. 359-371, ago. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/GxgXTXCCBkYzdHzbMrbbkpM/?format=html&lang=pt. (Acesso em 28 set. 2025.)

DELORY-MOMBERGER, Christine; ALHEIT, Peter; JOHNSON-MARDONES, Daniel. Pesquisa (auto)biográfica em educação na Europa e na América. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Salvador, v. 3, n. 9, p. 745-748, 2018. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/rbpab/article/view/5592. (Acesso em 28 set. 2025.)

DELORY-MOMBERGER, Christine; BOURGUIGNON, Jean-Claude. Medialidade biográfica, práticas de si e do mundo. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Salvador, v. 8, n. 23, p. 1-9, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2023.v8.n23.e1129. (Acesso em 28 set. 2025.)

JOSSO, Marie-Christine. O corpo biográfico: corpo falado e corpo que fala. Revista Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 37, n. 1, p. 19-31, jan./abr. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/rXZF6DgbGRsjFDTvDFCD5YR/?lang=pt. (Acesso em 28 set. 2025.)

LECHNER, Elsa. Oficinas de trabalho biográfico: pesquisa, pedagogia e ecologia de saberes. Revista Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 37, n. 1, p. 71-85, jan./abr. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/93sjp9kWV84yfxm95pZK8ff/?lang=pt&format=pdf. (Acesso em 28 set. 2025.)

PASSEGGI, Maria da Conceição; SOUZA, Elizeu Clementino de; VICENTINI, Paula Perin. Entre a vida e a formação: pesquisa (auto)biográfica, docência e profissionalização. Educ. em Revista, v. 27, n. 1, p. 329-386, abr. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/hkW4KnyMh7Z4wzmLcnLcPmg/?format=pdf&lang=pt. (Acesso em 28 set. 2025.)

PASSEGGI, Maria da Conceição. Narrar é humano! Autobiografia é um processo civilizatório. In: PASSEGGI, Maria da Conceição; BATISTA DA SILVA, Vivian (Orgs.). Invenções de vidas, compreensão de itinerários e alternativas de formação. São Paulo: Cultura Acadêmica Editora, 2010, p. 103-130.

PINEAU, Gaston. As histórias de vida em formação: gênese de uma corrente de pesquisa-ação-formação existencial. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 32, n. 2, p. 329-343, maio/ago. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/vBbLxwHQHLFnfrS48HYbhxw/?format=pdf&lang=pt. (Acesso em 28 set. 2025.)

RANCIÈRE, Jacques. Ce que “medium” peut vouloir dire: l’exemple de la photographie. Appareil, v. 1, p. 1-10, 2008. DOI: https://doi.org/10.4000/appareil.135

SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. Sobre o poder e a arte da palavra: texto e vida no trabalho com as crianças. Revista Linhas, Florianópolis, v. 23, n. 51, p. 140-159, 2022. DOI: 10.5965/1984723823512022140.

VYGOTSKY, Lev Semionovich. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 160p.

VYGOTSKY, Lev Semionovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 192p.

Downloads

Publicado

2026-03-26

Como Citar

CUNHA, M. A. A.; KOLB BERNARDES, R. Quando a linguagem se faz gesto: a vitalidade automedial nas narrativas (auto)biográficas. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 35, n. 81, p. 191–209, 2026. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n80.p191-209. Disponível em: https://revistas.uneb.br/faeeba/article/view/26021. Acesso em: 13 maio. 2026.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)