Inteligência Artificial, Políticas Curriculares e Colonialidade Digital em ABYA YALA
DOI:
https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n80.p160-179Palavras-chave:
Política curricular, Cultura digital, Inteligência Artificial, ColonialismoResumo
O artigo investiga como os discursos sobre Cultura Digital e Inteligência Artificial (IA) vêm sendo mobilizados em políticas curriculares de Abya Yala. O objetivo é examinar criticamente documentos de OEI; ProFuturo (2023; 2025), a partir de uma pesquisa documental que utiliza da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) como técnica de análise. Os fundamentos teóricos baseiam-se na interface entre Colonialidade Digital, conforme Kwet (2019) e Mello (2022); Política Curricular a partir de Ball (1994) e Cultura Digital segundo Ferreira (2020) e Santaella (2003), aplicada ao âmbito educacional. Conclui-se que, embora os relatórios defendam a IA como ferramenta de inovação e inclusão, eles reforçam a dependência tecnológica e a centralidade de corporações privadas internacionais na definição curricular, evidenciando riscos de aprofundamento das desigualdades. Nota-se a urgência de políticas curriculares críticas e decoloniais, capazes de assegurar autonomia pedagógica e justiça social na região.
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Atualizado em 15/07/2017

