Oralidade no Currículo

silenciamento feminino problematizado na formação docente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n77.p224-242

Palavras-chave:

Oralidade, Gênero, silenciamento, Formação docente

Resumo

Neste artigo, trazemos reflexões para contribuir com as práticas de oralidade no currículo escolar, buscando nos alinhar a uma concepção de ensino de gêneros orais num viés problematizador. Para tanto, relacionamos o ensino de oralidade ao fenômeno do silenciamento, retomando os objetivos do ensino de Língua Portuguesa na escola básica, para relacioná-lo às questões de gênero e ao silenciamento feminino. Para tanto, buscamos responder quais são os sentidos dados à fala nas práticas de oralidade da educação básica construídos por ingressantes na universidade. Como percurso metodológicos, realizamos, em 2022, uma sessão reflexiva com alunas do 1º período de Pedagogia de uma universidade pública, gravada e transcrita para análise. Os dados evidenciam que a compreensão das alunas sobre as práticas de oralidade na escola se relaciona ao seu silenciamento e à imposição de normas. Como contribuição, mencionamos práticas curriculares em resistência a essas normas.

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Biografia do Autor

Danilo Araujo de Oliveira, Universidade Federal do Maranhão

Professor Adjunto da Universidade Federal do Maranhão. Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe. Membro da Associação Brasileira de Currículo, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Currículos e Culturas (GECC) e do Observatório da Juventude (OJ). Seus principais temas de interesse são: Currículo e suas relações com a cultura, gênero, sexualidade e diferença.

Tânia Guedes Magalhães, Universidade Federal de Juiz de Fora

Professora Associada da Universidade Federal de Juiz de Fora. Doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal Fluminense. Líder do Grupo de Pesquisa Linguagem, Ensino e Práticas Sociais e uma das coordenadoras do Laboratório brasileiro de oralidade, formação e ensino – LABOR. Desenvolve pesquisas nos seguintes temas: Ensino de Língua Portuguesa, Formação de professores e oralidade.  

 

Carolina Giovannetti, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestra e doutoranda em Educação Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. Historiadora e professora de história.  É membra dos seguintes grupos de pesquisa: Centro de Estudos e Pesquisas em História da Educação – GEPHE; Ensino Médio em Pesquisa (EMPesquisa) e Grupo de Estudos e Pesquisas em Currículos e Culturas da FaE/UFMG (GECC). Possui interesse nos seguintes temas e campos do conhecimento: Ensino de História, Currículo de História, História das mulheres, História da Educação, Escrita Feminina Oitocentista e Movimentos Feministas.

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Publicado

2025-03-31

Como Citar

OLIVEIRA, D. A. de; MAGALHÃES, T. G.; GIOVANNETTI, C. Oralidade no Currículo: silenciamento feminino problematizado na formação docente. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 34, n. 77, p. 224–242, 2025. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n77.p224-242. Disponível em: https://revistas.uneb.br/faeeba/article/view/21813. Acesso em: 13 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático 77