Didática Crítica e Currículo

resistência ao neoliberalismo e à tecnocracia na educação emancipatória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n77.p51-64

Palavras-chave:

Didática Crítica, Educação Emancipatória, Políticas educacionais, Neoliberalismo

Resumo

 Este artigo explora como a didática crítica e dialética pode contribuir para uma educação emancipatória, resistindo às tendências neoliberais e tecnocráticas nas políticas educacionais contemporâneas. A didática é reafirmada como enfoque pedagógico e força de resistência frente a políticas de currículo que atuam como campos de disputa e podem promover o controle ideológico. Assim, ela se torna um instrumento essencial para questionar e transformar narrativas dominantes no espaço educacional. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica com abordagem analítico-descritiva. O estudo revela que reafirmar a didática crítica como uma forma de insurgência contra o neoliberalismo requer políticas curriculares que abordem as causas profundas dos problemas sociais. Dessa forma, a didática crítica emerge como um meio de subverter imposições, contribuindo para a promoção de um currículo que favoreça a formação de cidadãos ativos, capacitados a refletir criticamente sobre as contradições sociais e a transformá-las.

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Biografia do Autor

Maria Aparecida Rodrigues da Fonseca, Universidade Federal de Goiás

Doutoranda e Mestra em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Uni-Evangélica, Metodologia e Pesquisa do Ensino Fundamental e Mídias na Educação, ambas pela Universidade Federal de Goiás/UAB. Possui graduação em Pedagogia (2010) e em Língua Portuguesa (2007). Entre 2013 e 2015, coordenou o Grupo de Pesquisas em Novas Tecnologias Educacionais (GENTE - Anápolis) e participou do Grupo de Estudos em Alfabetização (ALFA - Anápolis). Atua como formadora de professores, com ênfase em Informática, Mídias na Educação, Alfabetização, Letramento e Coordenação Pedagógica. De 2013 a 2015, foi formadora local do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), e, nos anos de 2016, 2017 e 2018, atuou como formadora regional do programa no estado de Goiás. Atualmente, é professora efetiva da Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, onde exerce a função de coordenadora pedagógica. Desde 2014, integra o Grupo de Estudos em Educação a Distância (GEaD) da UFG, projeto reconhecido pela PROEC/UFG como ação de extensão nº FE-186. Membro da Rede de Pesquisa Brasil Internacional "Qualidade e Regulamentação da Educação a Distância Aberta e Flexível no contexto do Brasil e América Latina".

 

 

Marilza Vanessa Rosa Suanno, Universidade Federal de Goiás

Pós-doutorado pela Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Doutora em Educação pela Universidade Católica de Brasília UCB (2015). Doutorado sanduíche realizado na Universidade de Barcelona UB (2011/2012). Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás PUC Goiás (2006) revalidação do Mestrado em Ciências da Educação Superior pela Universidad de La Habana UH (2003). Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Goiás UFG (1994). Professora efetiva da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás UFG. Vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação PPGE/FE/UFG. Líder do DIDAKTIKÉ Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática e Questões Contemporâneas http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/7805627761585698 - DGP/CNPq. Membro da Diretoria do Centro de Estudos e Pesquisas em Didática - CEPED. Vice-presidente da Associação Nacional de Didática e Práticas de Ensino - ANDIPE (2023-). Representante da Região Centro-Oeste da ANDIPE (2021-2022). Membro da Diretoria da Rede Internacional de Escolas Criativas - RIEC (Acordo de Cooperação Internacional com 17 instituições) 2012-atual. Presidente RIEC Brasil (2022-). Membro do Núcleo de Formação de Professores da Faculdade de Educação FE/UFG. Membro da Asociación de Escuelas Creativas ADEC (Barcelona/ES). Membro dos Grupos de Pesquisa: a) Ecologia dos Saberes e Transdisciplinaridade Ecotransd/UCB; b) Rede Internacional Investigando Escolas Criativas e Inovadoras UFT. Atua com as temáticas: Educação, Formação de Professores, Didática, Estágio curricular supervisionado, Complexidade, Transdisciplinaridade.

Daniela da Costa Britto Pereira Lima, Universidade Federal de Goiás

Pós-doutora em Educação pela UFMT (2019). Doutora em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013). Professora Adjunta da Universidade Federal de Goiás. Professora Associada da Universidade Federal de Goiás no Curso de Pedagogia e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE/UFG (2022). Editora Chefe da Revista Em Rede. Membro do conselho editorial da Revista Brasileira de Política e Administração da Educação - RBPAE, membro do Conselho Editorial da Revista Revelli (UEG), da Revista Exitus (UFOPA) e da Revista Série-Estudos da UCDB. Líder do Grupo de Pesquisa em Tecnologias e Educação a Distância (GEaD/UFG/DGP-CNPq). Coordenadora da Rede de Pesquisa EaD - Internacional Com apoio da Unirede (2019-2024).

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Publicado

2025-03-31

Como Citar

FONSECA, M. A. R. da; SUANNO, M. V. R.; LIMA, D. da C. B. P. Didática Crítica e Currículo: resistência ao neoliberalismo e à tecnocracia na educação emancipatória. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 34, n. 77, p. 51–64, 2025. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n77.p51-64. Disponível em: https://revistas.uneb.br/faeeba/article/view/21791. Acesso em: 23 jan. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático 77