Didática Crítica e Currículo
resistência ao neoliberalismo e à tecnocracia na educação emancipatória
DOI:
https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2025.v34.n77.p51-64Palavras-chave:
Didática Crítica, Educação Emancipatória, Políticas educacionais, NeoliberalismoResumo
Este artigo explora como a didática crítica e dialética pode contribuir para uma educação emancipatória, resistindo às tendências neoliberais e tecnocráticas nas políticas educacionais contemporâneas. A didática é reafirmada como enfoque pedagógico e força de resistência frente a políticas de currículo que atuam como campos de disputa e podem promover o controle ideológico. Assim, ela se torna um instrumento essencial para questionar e transformar narrativas dominantes no espaço educacional. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica com abordagem analítico-descritiva. O estudo revela que reafirmar a didática crítica como uma forma de insurgência contra o neoliberalismo requer políticas curriculares que abordem as causas profundas dos problemas sociais. Dessa forma, a didática crítica emerge como um meio de subverter imposições, contribuindo para a promoção de um currículo que favoreça a formação de cidadãos ativos, capacitados a refletir criticamente sobre as contradições sociais e a transformá-las.
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Atualizado em 15/07/2017

