A Preparação do Conto e do Contador de Histórias
DOI:
https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2022.v31.n68.p34-47Palavras-chave:
O Conto. O Contador de Histórias. Memória afetiva. Modos de narrar. Preparação.Resumo
O estudo aqui apresentado defende a ideia de que existe um portador de memórias em cada pessoa, que pode se revelar e se constituir em contador ou contadora de histórias, se dessa forma se descobrir. Tomando a Faculdade de Educação da [UNIVERSIDADE] como lócus da investigação, de inspiração etnográfica, e estudantes de Pedagogia como sujeitos da pesquisa, o estudo desenvolveu-se seguindo uma combinação de procedimentos e dispositivos de produção e coleta de dados e informações, o que compreendeu uma necessária pesquisa bibliográfica e a criação e implementação de uma oficina de contação de histórias para os sujeitos da pesquisa com realização de um grupo focal ao final das atividades. A discussão aqui posta é resultado do percurso de contação e escuta de muitas histórias que nasceu a partir da questão norteadora desse estudo: Que caminhos podem ser percorridos para a formação de sujeitos contadores de histórias? Tal questão foi respondida ou, por vezes, desdobrada em muitas outras. As reflexões que o estudo produziu a partir da interação com os jovens estudantes, autorizam as autoras a reafirmar: o contador de histórias aprende a contar a partir da rememoração das suas histórias fundantes – memória afetiva –, e é contando, muitas e muitas vezes, que ele se forma na arte de contar.
Downloads
Referências
BENJAMIN, Walter. O narrador. In: ______ (Ed.). Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. Tradução Sérgio P. Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BUSATTO, Cléo. Contar e encantar. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
CARAM, Cecília Andrès. MATOS, Gislayne Avelar de. Caderno de Textos. Convivendo com Arte: Ateliers e eventos de contos. Belo Horizonte: Frente e Verso, s.d.
CASCUDO, Luís da Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 13. ed. São Paulo: Global, 2004.
CHEVRIER, Jacques. L'arbre à palavres. Essai sur les contes et récits traditionnels d'Afrique noire. Paris, Hatier, 1985 in MATOS, Gislayne Avelar , SORSY, Inno. O ofício do contador de histórias. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
COELHO, Betty. Contar historias: uma arte sem idade. São Paulo: Editora Àtica, 1999.
FERNANDES, Frederico Augusto Garcia. A voz e o sentido: poesia oral em sincronia. São Paulo: Ed. UNESP, 2007.
LIMA, Luiz Costa. Introdução: o leitor demanda (d)a literatura. In: ________ (Coord.). A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
CHEVRIER, Jacques. L'arbre à palavres. Essai sur les contes et récits traditionnels d'Afrique noire. Paris, Hatier, 1985 in MATOS, Gislayne Avelar , SORSY, Inno. O ofício do contador de histórias. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
LISPECTOR, C. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998
MATOS, Gislayne Avelar. A palavra do contador de histórias: sua dimensão educativa na contemporaneidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
______; SORSY, Inno. O ofício do contador de histórias. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1984.
ROCHA, Vivian Munhoz. Aprender pela arte a arte de narrar: educação estética e artística na formação de contadores de histórias. 2010. 200 f. Tese (Doutorado em Artes) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: EDUC, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Luciene Souza Santos, Mary de Andrade Arapiraca, Luciane Maria Ávila Carvalho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
O encaminhamento dos textos para a revista implica a autorização para a publicação.
A aceitação para a publicação implica na cessão de direitos de primeira publicação para a revista.
Os direitos autorais permanecem com os autores.
Após a primeira publicação, os autores têm autorização para a divulgação do trabalho por outros meios (ex.: repositório institucional ou capítulo de livro), desde que citada a fonte completa.
Os autores dos textos assumem que são autores de todo o conteúdo fornecido na submissão e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.
Atualizado em 15/07/2017

