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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
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		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi"
				>10.21879/faeeba2358-0194.2023.v33.n73.p304-319</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
				</subj-group>
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			<title-group>
				<article-title>ANÁLISE DE PESQUISAS ACERCA DO ENSINO DE MATEMÁTICA PARA ESTUDANTES
					SURDOS/AS INCLUSOS/AS</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>ANALYSIS OF RESEARCH ABOUT MATH TEACHING FOR INCLUSIVE DEAF
						STUDENTS</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>ANÁLISIS DE LA INVESTIGACIÓN SOBRE LA ENSEÑANZA DE LAS MATEMÁTICAS
						PARA ESTUDIANTES SORDOS INCLUSIVOS</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-5517-1734</contrib-id>
					<name>
						<surname>Silva</surname>
						<given-names>José Affonso Tavares</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
					<bio>
						<p>Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Federal de
							Sergipe - UFS. Graduação em Pedagogia pela Faculdade São Vicente de Pão
							de Açúcar - FASVIPA. Integrante do Núcleo de Estudo, Extensão e Pesquisa
							em Inclusão Educacional da Pessoa com Deficiência e Tecnologia
							Assistiva. NCPPEM/CNPq/UFS.Email:
								<email>affonso_tavares92@hotmail.com</email></p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4976-893X</contrib-id>
					<name>
						<surname>Souza</surname>
						<given-names>Denize da Silva</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
					<bio>
						<p>Doutora em Educação Matemática pela Universidade Anhanguera de São Paulo.
							Professora da Universidade Federal de SergipeMembro dos Grupos de
							Pesquisa: Educon/CNPq/UFS, NÚPITA/CNPq/UFS, Neuro-Math/CNq/IFS. Líder do
							grupo de pesquisa NCPPEM/CNPq/UFS.E-mail:
								<email>denize.souza@hotmail.com</email></p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4551-0146</contrib-id>
					<name>
						<surname>Lima</surname>
						<given-names>Maria Batista</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"/>
					<bio>
						<p>Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de
							Janeiro (PUC-Rio).Professora Associada da Universidade Federal de
							Sergipe do Departamento de Educação do Campus Itabaiana-DEDI e Programa
							de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática-PPGECIMA). Membro do
							Grupo de Estudos e Pesquisas Identidades e Alteridades: Desigualdades e
							Diferenças na Educação (GEPIADDE) e do Núcleo de Estudos
							Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI).E-mail:
								<email>mabalima.ufs@gmail.com</email></p>
					</bio>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Sergipe</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
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			</aff>
			<aff id="aff3">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Sergipe</institution>
			</aff>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>01</day>
				<month>05</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Mar</season>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>73</issue>
			<fpage>304</fpage>
			<lpage>319</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>24</day>
					<month>05</month>
					<year>2020</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>21</day>
					<month>09</month>
					<year>2023</year>
				</date>
			</history>
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				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O presente artigo tem como objetivo principal analisar as produções acadêmicas
					sobre o ensino de Matemática para estudantes surdos/as na base de dados de
					dissertações e teses de Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do
					Pará, da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade Anhanguera de São
					Paulo. Assim, parte-se de uma pesquisa bibliográfica, do tipo meta-análise. Para
					coletar os dados, foram pesquisadas as seguintes palavras-chave no título das
					pesquisas acadêmicas: matemática, surdo, ensino, Libras. Em vista disso, os
					resultados encontrados evidenciam diferentes enfoques que vão desde prática
					docente, conteúdos matemáticos e tecnologia. Além disso, ficaram evidentes dois
					desafios que os/as estudantes surdos/as enfrentam no ensino e aprendizagem de
					Matemática: a interpretação de enunciados matemáticos e a ausência de sinais
					específicos da área da Matemática.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article has as main objective: to analyze the academic productions on the
					teaching of Mathematics for deaf students in the database of dissertations and
					theses of Graduate Programs of the Federal University of Pará, Federal
					University of São Carlos and Universidade Anhanguera of São Paulo. Thus, it is
					based on a bibliographic research, of the meta-analysis type. To collect the
					data, the following keywords were searched in the title of academic research:
					mathematics, deaf, teaching, Libras. In view of this, the results found show
					different approaches ranging from teaching practice, mathematical content to
					technology. In addition, two challenges that deaf students face in teaching
					mathematics learning became evident: the interpretation of mathematical
					statements and the absence of specific signs in the area of m athematics.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>Este artículo tiene como objetivo principal: analizar las producciones académicas
					sobre la enseñanza de las matemáticas para estudiantes sordos en la base de
					datos de disertaciones y tesis de programas de posgrado en la Universidad
					Federal de Pará, la Universidad Federal de São Carlos y la Universidade
					Anhanguera de São Paulo. Por lo tanto, se basa en una investigación
					bibliográfica, del tipo de metanálisis. Para recopilar los datos, se buscaron
					las siguientes palabras clave en el título de la investigación académica:
					matemáticas, sordos, enseñanza, Libras. En vista de esto, los resultados
					encontrados muestran diferentes enfoques que van desde la práctica docente, el
					contenido matemático hasta la tecnología. Además, se hicieron evidentes dos
					desafíos que enfrentan los estudiantes sordos en la enseñanza del aprendizaje de
					las matemáticas: la interpretación de enunciados matemáticos y la ausencia de
					signos específicos en el área de las matemáticas.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Ensino de Matemática</kwd>
				<kwd>Inclusão</kwd>
				<kwd>Estudantes surdos e surdas</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Mathematics Teaching</kwd>
				<kwd>Inclusion</kwd>
				<kwd>Deaf and deaf students</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras-clave:</title>
				<kwd>Enseñanza de la Matemática</kwd>
				<kwd>Inclusión</kwd>
				<kwd>Estudiantes sordos y sordas</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 Introdução<sup><xref ref-type="fn" rid="fn4">1</xref></sup></title>
			<p>Cada aluno/a tem um momento, um jeito e um modo de aprender peculiar (<xref
					ref-type="bibr" rid="B28">Silva; Amaral, 2011</xref>). O/A professor/a
				preocupado/a com as especificidades dos/as alunos/as procura diferentes maneiras de
				ensinar determinados conteúdos, contribuindo, assim, para a aprendizagem deles/as.
				Nesse ponto, quando se fala em relação às pessoas com deficiência, o/a profissional
				tende a repensar seu fazer pedagógico com um olhar mais inclusivo.</p>
			<p>No campo acadêmico, as pesquisas que discutem a inclusão de pessoas com deficiência
				no ensino regular têm ganhado proporções significativas em âmbito nacional,
				principalmente aquelas que auxiliam a prática do/a professor/a, ou seja, que
				discutem sobre como ensinar. Nesse contexto, pensar o ensino de Matemática na
				perspectiva inclusiva é refletir sobre a sala de aula como um espaço privilegiado de
				diferentes formas de perceber, entender e interpretar os conhecimentos matemáticos e
				sua relação com o meio social do/a aluno/a.</p>
			<p>A Educação Matemática consolidou-se no Brasil por volta dos anos 1980, partindo da
				perspectiva de que ensinar não é somente ter saberes inerentes aos conhecimentos
				matemáticos e às experiências do fazer pedagógico, mas, sim, compreender todo o
				processo que permeia o ensino e aprendizagem, ou seja, o contexto da identidade
				docente, quem são os alunos e as alunas, o que eles/as anseiam, além de outros
				complexos saberes que lapidam o/a profissional em sua prática diária (<xref
					ref-type="bibr" rid="B11">Fiorentini; Lorenzato, 2009</xref>).</p>
			<p>Perante o exposto, o/a estudante surdo e surda incluso/a, juntamente com os/as
				colegas ouvintes, aqueles/as que ouvem, necessita de um ensino diferenciado, em que
				a Matemática seja ensinada por meio de recursos visuais e com uso da Língua
				Brasileira de Sinais (Libras), pois esses/as estudantes possuem uma modalidade de
				comunicação distinta da do/a seu/sua professor/a. Assim, percebe-se a importância de
				pesquisas preocupadas em compreender o processo de inclusão envolvendo o ensino
				dessa disciplina.</p>
			<p>O conceito inicial de inclusão, o qual é discutido neste artigo, baseia-se no que
				explana a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação
				Inclusiva, que coloca a inclusão como um paradigma educacional que se fundamenta na
				concepção de direitos humanos (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 2008</xref>).
				Além disso, pontua, como expõe <xref ref-type="bibr" rid="B14">Mantoan
				(2003)</xref>, um novo paradigma que visa ultrapassar aquele considerado antigo,
				burocrático, o qual não considera as diferentes culturas, os saberes, as formas de
				aprender e de se comunicar. Ou seja, oportuniza um olhar para o outro nas
				capacidades do ser humano, acreditando que todos e todas podem se desenvolver,
				respeitando as suas singularidades.</p>
			<p>Diante disso, um dos fatores que motivaram a pesquisar sobre a temática em questão
				surgiu no momento em que o pesquisador adentrou o Programa de Pós-Graduação em
				Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de Sergipe (PPGECIMA/UFS) no
				ano de 2017, bem como em discussões realizadas no Núcleo Colaborativo de Práticas e
				Pesquisas em Educação Matemática (NCPPEM/UFS/CNPq<sup><xref ref-type="fn" rid="fn5"
						>2</xref></sup>). As discussões iniciais em torno de disciplinas desse
				programa e no grupo de pesquisa fizeram emergir indagações no que se refere ao/à
				estudante surdo/a, entre elas se destaca: como se ensina Matemática a pessoas
				surdas? O processo de ensino e aprendizagem da pessoa surda se dá da mesma forma que
				aquele da pessoa ouvinte? O que se vem pesquisando e discutindo nessa área sobre
				tais questões?</p>
			<p>A partir desses questionamentos, percebese a necessidade de discussões na área, pois
				a Matemática é uma das disciplinas mais importantes para o desenvolvimento do
				sujeito. Nessa conjuntura, definiu-se como problema deste artigo a seguinte questão:
				quais as principais discussões acadêmicas sobre o ensino de Matemática para
				estudantes surdos e surdas?</p>
			<p>Delineou-se como objetivo geral, por sua vez, analisar as produções acadêmicas sobre
				o ensino de Matemática para estudantes surdos e surdas na base de dados de
				dissertações e teses de Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Pará
				(UFPA), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Anhanguera
				de São Paulo (UNIAN-SP). As referidas instituições foram escolhidas por serem
				universidades brasileiras reconhecidas na área de Educação Especial, Inclusão e
				Educação Matemática.</p>
			<p>Este estudo se configura como uma pesquisa bibliográfica, do tipo meta-análise, na
				qual se buscou, na base de dados de dissertações e teses dos Programas de
				Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática e de Educação da UFPA, do
				Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e em Ensino da UNIAN-SP, como
				também do Programa de PósGraduação em Ensino de Ciências e Matemática da UFSCar,
				sobre o ensino de Matemática para estudantes surdos e surdas.</p>
			<p>O artigo está dividido em três seções e nas considerações finais, sendo que,
				inicialmente, são abordados os aspectos metodológicos da pesquisa, delineando o
				processo de coleta e análise dos dados. Posteriormente, discute-se sobre a
				Matemática na perspectiva inclusiva, com ênfase no que diz respeito ao ensino dessa
				disciplina para estudantes surdos e surdas. Na sequência, expõem-se os resultados da
				análise realizada em pesquisas acadêmicas na base de dados da UFPA, da UNIAN-SP e da
				UFSCar. Finalmente, levantam-se algumas considerações finais sobre o estudo
				realizado.</p>
			<p>Assim sendo, espera-se que este estudo contribua para o conhecimento da Matemática na
				perspectiva inclusiva e das implicações desse ensino para estudantes surdos e surdas
				por parte dos/as profissionais que ensinam essa disciplina, assim como por parte de
				pesquisadores/as ou conhecedores/as da área que anseiam por uma educação para todos
				e todas, sem nenhuma forma de segregação ou exclusão.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>2 Metodologia</title>
			<p>O processo de construção de uma pesquisa perpassa caminhos diversos e desafiadores
				que o/a pesquisador/a percorre até chegar aos resultados pretendidos. A partir desse
				contexto, nesta seção, discutem-se os caminhos metodológicos, expondo, inicialmente,
				o tipo de pesquisa escolhida de acordo com o objetivo principal deste estudo.
				Posteriormente, explana-se o processo de levantamento de dados que foram conseguidos
				em bases de dados de Programas de Pós-Graduação de três universidades
				brasileiras.</p>
			<sec>
				<title>2.1 Discutindo o tipo de pesquisa</title>
				<p>Um dos primeiros passos a serem definidos ao se fazer uma pesquisa quando se sabe
					o que pretende estudar é a escolha do tipo de pesquisa. Essa escolha não se
					torna algo fácil porque é a partir dela que os instrumentos de coleta e análise
					de dados serão definidos para dar início à análise propriamente dita e sua
					discussão. Assim, neste estudo, optou-se por trabalhar com a perspectiva da
					pesquisa bibliográfica, do tipo meta-análise, embasando-se em <xref
						ref-type="bibr" rid="B11">Fiorentini e Lorenzato (2009)</xref>.</p>
				<p>Esses autores explicam que a pesquisa meta-análise “é uma revisão sistemática de
					outras pesquisas, visando realizar uma avaliação crítica delas e/ou produzir
					novos resultados ou sínteses [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Fiorentini;
						Lorenzato, 2009</xref>, p. 103). A partir disso, é possível fazer um
					confronto entre os estudos e construir novos resultados que vão além daqueles já
					enunciados por determinados pesquisadores.</p>
				<p>Nessa conjuntura, a construção da presente pesquisa seguiu três passos principais
					para o levantamento e a análise dos dados: 1. a busca de dissertações e teses no
					banco de dados de Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Pará
					(UFPA), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade
					Anhanguera de São Paulo (UNIAN-SP); 2. a seleção das pesquisas foi realizada
					diante da leitura dos títulos em que fossem encontradas as seguintes
					palavras-chave: ensino de matemática; surdo; Libras; matemática e inclusão; 3.
					após a reunião das teses e dissertações, organizou-se um quadro com os seguintes
					elementos: autor/a (ano), título (pesquisa), programa, tipo de estudo
					(dissertação ou tese), metodologia, síntese dos resultados e palavras-chave.</p>
				<p>As etapas citadas propuseram um maior entendimento dos passos a serem dados
					posteriormente, uma vez que um planejamento adequado favorece um caminhar
					metodológico mais preciso. A seguir, apresenta-se, de forma detalhada, o
					processo de levantamento de dados.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2.2 Processo de levantamento de dados</title>
				<p>A coleta de dados é o momento em que o/a pesquisador/a se encontra pela primeira
					vez com o campo para colher os dados que serão a base para o seu trabalho. Essa
					etapa não é algo simples como aparenta ser; é necessário ter um planejamento em
					que os objetivos estejam traçados, pois é a partir deles que se pensa a forma de
					coletar determinadas informações. Nesse contexto, tal processo aconteceu na base
					de dados de três universidades brasileiras.</p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Demonstrativo de Programas de Pós-Graduação e respectivas
							universidades</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th style="background-color:#C1D7EC;">Universidade</th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;">Programas de
									Pós-Graduação</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td style="background-color:#E6E7E8;">UFPA</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">- Programa de Pós-Graduação
									em Educação em Ciências e Matemática
									(PPGECM/UFPA)<break/>Programa de Pós-Graduação em Educação
									(PPGED/UFPA) </td>
							</tr>
							<tr>
								<td>UFSCar</td>
								<td>- Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática
									(PPGEdCEM/UFSCar) <break/>Programa de Pós-Graduação em Educação
									Especial (PPGEEs/UFSCar)<break/>Programa de Pós-Graduação em
									Educação (PPGE/UFSCar)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td style="background-color:#E6E7E8;">UNIAN-SP</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">- Programa de Pós-Graduação
									em Educação Matemática (PPEM/UNIAN-SP)<break/>Programa de
									Pós-Graduação em Ensino</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib><bold>Fonte:</bold> Elaborado pelos autores (2020).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>As referidas instituições foram escolhidas por se tratar de universidades
					reconhecidas na área de Educação Especial, Inclusão e Educação Matemática e por
					apresentarem Programas de Pós-Graduação com linhas de pesquisa que se valem de
					estudos acadêmicos voltados às pessoas com deficiência. As pesquisas acadêmicas
					que discutem o ensino dessa disciplina para estudantes surdos e surdas na UFPA
					foram encontradas somente no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e
					Matemática; em relação à UFSCar, foram encontradas no Programa de Pós-Graduação
					em Educação Especial, e, na UNIAN-SP, no Programa de PósGraduação em Educação
					Matemática. Dessa forma, os outros programas, isto é, em que não foi encontrada
					nenhuma pesquisa com foco no ensino de Matemática, não serão discutidos.</p>
				<p>No que concerne aos programas que discutem a temática em questão, eles oferecem
					diferentes linhas de pesquisa nas quais os estudos problematizam, em cada uma
					delas, importantes conhecimentos para o desenvolvimento do sujeito enquanto
					pesquisador/a. Assim sendo, destaca-se a seguir o demonstrativo de tais linhas
					de pesquisa.</p>
				<p>Os Programas de Pós-Graduação da UFPA e da UFSCar, de acordo com o <xref
						ref-type="table" rid="t2">Quadro 2</xref>, ambos possuem quatro linhas de
					pesquisa, porém, na área de Matemática, se destaca a UFPA, uma vez que duas
					linhas (Etnomatemática, Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática, e Percepção
					Matemática, Processos, Raciocínios, Saberes e Valores) do total encontrado
					desenvolvem pesquisas nesse âmbito, ao passo que a UFSCar não demonstra nenhuma
					linha específica na área.</p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Quadro 2</label>
					<caption>
						<title>Demonstrativo de linhas de pesquisa existentes nos programas
							escolhidos para análise</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th colspan="3" style="background-color:#C1D7EC;;">Universidade
									Programa Linhas de pesquisa</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td style="background-color:#E6E7E8;">UFPA</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">Programa de Pós-Graduação em
									<break/>Educação em Ciências e Matemática (PPGCM)</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">Conhecimento Científico e
									Espaços de Diversidade da Educação das Ciências.<break/>Cultura
									e Subjetividade na Educação em Ciências.3) Etnomatemática,
									Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática.<break/>4) Percepção
									Matemática, Processos, Raciocínios, Saberes e Valores</td>
							</tr>
							<tr>
								<td>UFSCar</td>
								<td>Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs)</td>
								<td>1) Aprendizagem e Cognição de Indivíduos com Necessidades
									Especiais de Ensino.<break/>Implementação e Avaliação de
									Programas Alternativos de Ensino Especial.<break/>Práticas
									Educativas e de Prevenção: processos e
									problemas.<break/>Produção Científica e Formação de Recursos
									Humanos em Educação Especial.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#E6E7E8; ">UNIAN-SP</td>
								<td align="center" style="background-color:#E6E7E8;">Programa de
									Pós-Graduação em Educação Matemática (PPEM)</td>
								<td style="background-color:#E6E7E8;">1) Ensino e Aprendizagem de
									Matemática e suas Inovações.<break/>Formação de Professores,
									Currículo e História.<break/>Educação Matemática Inclusiva e
									suas Tecnologias.</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib><bold>Fonte:</bold> Elaborado pelos autores (2020).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<table-wrap id="t3">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Demonstrativo de Programas de Pós-Graduação com foco no ensino de
							Matemática para estudantes surdos/as e seus respectivos anos de
							publicação</title>
					</caption>
					<table>
						<thead>
							<tr>
								<th style="background-color:#C1D7EC;">Programa</th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th colspan="2" style="background-color:#C1D7EC;">Ano</th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#C1D7EC;" valign="top"> </th>
							</tr>
							<tr>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top"> </th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2010</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2011</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2012</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2013</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2014</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2015</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2016</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2017</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2018</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">2019</th>
								<th style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">Total</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td valign="top">UNIAN-SP (PPEM)</td>
								<td>1</td>
								<td>-</td>
								<td>3</td>
								<td>1</td>
								<td>2</td>
								<td>1</td>
								<td>1</td>
								<td>-</td>
								<td>1</td>
								<td>-</td>
								<td>10</td>
							</tr>
							<tr>
								<td style="background-color:#E6E7E8;" valign="top">UFPA (PPGCM)</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">1</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">1</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">2</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">1</td>
								<td style="background-color: #E6E7E8;">-</td>
								<td style="background-color:#E6E7E8;">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td valign="top">UFSCar (PPGEEs)</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>1</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>-</td>
								<td>1</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib><bold>Fonte:</bold> Elaborada pelos autores (2020).</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
				<p>Quanto ao programa da UNIAN-SP, embora existam três linhas de pesquisa que
					abrangem a prática docente, como o ensino e aprendizagem, o currículo e a
					formação de professores/ as que ensinam Matemática, uma delas destaca-se por ter
					como foco a inclusão, a saber, Educação Matemática Inclusiva e suas
					Tecnologias.</p>
				<p>Apesar de serem analisados três programas na Universidade Federal de São Carlos,
					só foi possível encontrar em um deles uma pesquisa (tese de doutorado) com o
					foco pretendido neste estudo. Todavia, como a universidade oferece cursos de
					mestrado e doutorado na área de Educação Especial, as pesquisas podem ter um
					foco geral, porém, sobre ensino de Matemática e alunos/ as surdos/as, não foram
					encontrados estudos. Isso demonstra ser necessário haver uma ênfase maior em
					discussões sobre componentes curriculares da Educação Básica e sua forma de
					ensino de acordo com a especificidade dos/s alunos/as, principalmente a
					Matemática, por fazer parte do cotidiano do sujeito, seja ele surdo/a ou
					não.</p>
				<p>Em linhas gerais, os estudos nas três linhas da UNIAN-SP têm ênfase na prática
					docente, no ensino e aprendizagem, no currículo e na formação de professores/as
					que ensinam Matemática. Essa abordagem refere-se a todo/a e qualquer professor/a
					que ensina o referido componente curricular, não se restringindo apenas ao
					licenciado em Matemática.</p>
				<p>A partir desse contexto, apresenta-se o quantitativo de pesquisas com foco no
					ensino de Matemática para surdos e surdas que foram encontradas na base de dados
					da UFPA, da UFSCar e da UNIAN-SP e seus respectivos anos de publicação.</p>
				<p>A partir disso, considera-se que o número duas universidades, UFPA e UFSCar, não
					foram de pesquisas acadêmicas (2010 a 2019), com expressamente significativos,
					uma vez que se foco naquelas que discutem o ensino de Maesperava um maior número
					de discussões na temática para alunos/as surdos e surdas nas área. Em
					contrapartida, a UNIAN-SP se destacou por trabalhar com dez pesquisas nesse
					campo.</p>
				<p>Dentre as informações apresentadas na tabela anterior, observa-se que foram
					encontradas cinco pesquisas sobre a temática em questão no Programa de
					Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática da UFPA, sendo uma delas do
					ano de 2010, mais uma do ano de 2011, duas de 2015 e uma do ano de 2018. Dos
					anos de 2012 a 2014, bem como dos anos de 2017 e 2019, não foi encontrada
					nenhuma pesquisa acerca da temática em pauta no referido programa. Outro ponto a
					ser destacado é que todas as pesquisas se concretizam em dissertações de
					mestrado, não havendo nenhuma tese de doutorado.</p>
				<p>No que se refere ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da UFSCar, só
					foi encontrada uma pesquisa (tese de doutorado) do ano de 2016. Em relação ao
					Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNIAN-SP, foi encontrado um
					total de 10 pesquisas, sendo uma do ano de 2010, três de 2012, mais uma do ano
					de 2013, duas de 2014, uma dos anos de 2015 e 2016, bem como do ano de 2018. Dos
					anos de 2011, 2017 e 2019 não foi contabilizada nenhuma pesquisa. Salienta-se
					que, do total de trabalhos encontrados nesse programa, somente três se
					concretizam em teses de doutorado (dos anos de 2014, 2015 e 2018), sendo a tese
					publicada em 2015 referente aos estudos sobre surdos/as de Sergipe.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 A Matemática na perspectiva inclusiva: um olhar sobre o/a estudante surdo e
				surda</title>
			<p>O momento de discussão dos resultados em uma pesquisa torna-se o seu ponto crucial,
				pois o/a pesquisador/a, de forma criteriosa, vai elucidando os dados e propondo
				debates com a literatura sobre o que foi levantado. Diante disso, neste momento do
				estudo, discutem-se os resultados encontrados nas pesquisas acadêmicas dos três
				Programas de Pós-Graduação investigados.</p>
			<sec>
				<title>3.1 Um olhar para os resultados</title>
				<p>O processo de inclusão em âmbito escolar constantemente é tema de discussão em
					palestras, eventos acadêmicos e, principalmente, rodas de conversa entre
					professores/as que anseiam por uma educação de qualidade para todos e todas.</p>
				<p>Na busca pelos resultados encontrados, percebeu-se que as pesquisas nos três
					programas investigados discutem a temática sobre o ensino de Matemática para
					estudantes surdos e surdas sob diferentes enfoques, tais como: prática docente e
					seus saberes necessários, questões de identidade matemática e comunicação.</p>
				<p>A partir do <xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>, é possível
					identificar que a maior ênfase nas pesquisas foi em objetos de conhecimento da
					Matemática em oito delas, isto é, 50% do total das pesquisas. Entre os conteúdos
					discutidos, destacam-se: matrizes, expressões algébricas, numerais e frações,
					sendo que esse último (frações) foi encontrado em três das pesquisas levantadas.
					É importante salientar que a UNIAN-SP foi a que se destacou no que concerne à
					discussão com enfoque em conteúdos da área para o ensino de alunos/as surdos e
					surdas, sendo seis pesquisas. A outra que aborda sobre conteúdos matemáticos, a
					fração, foi da UFSCar.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Gráfico 1</label>
						<caption>
							<title>Enfoque das pesquisas (UFPA, UFSCar e UNIAN-SP)</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-73-0304-gf01.tif"/>
						<attrib><bold>Fonte:</bold> Elaborado pelos autores (2020).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Em relação ao número considerável de pesquisas com ênfase em conteúdos
					matemáticos, os autores acreditam ser devido ao projeto de pesquisa Rumo à
					Educação Matemática Inclusiva<sup><xref ref-type="fn" rid="fn6">3</xref></sup>,
					uma vez que a orientadora das dissertações analisadas é a professora Dra. Lulu
					Healy, um dos membros organizadores de tal projeto que trabalha com tal
					perspectiva.</p>
				<p>No enfoque sobre a prática docente, as duas pesquisas representadas foram obtidas
					na base de dados da Universidade Federal do Pará, como também aquela que discute
					sobre a formação de professores/as, com enfoque denominado outros<sup><xref
							ref-type="fn" rid="fn7">4</xref></sup>. A pesquisa que discute sobre
					tecnologia, mais precisamente Educação à Distância, foi encontrada na
					Universidade Anhanguera de São Paulo.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3.2 Reflexões sobre o ensino de Matemática para estudantes surdos e
					surdas</title>
				<p>No que se refere ao ensino de Matemática para estudantes surdos e surdas, as
					pesquisas têm mostrado um avanço significativo em quantidade e qualidade. Entre
					elas, destacam-se os trabalhos de <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves
						(2011)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">Sales (2013)</xref>, Viana
					(2014) e <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alberton (2015)</xref>, além de outras
					publicadas em livros e artigos científicos que se comprometem com o olhar para o
					outro, para aqueles/as que por muito tempo foram proibidos/as de utilizar a sua
					língua natural no ambiente escolar, a Língua de Sinais (LS) (<xref
						ref-type="bibr" rid="B21">Perlin; Strobel, 2008</xref>).</p>
				<p>No estudo realizado por <xref ref-type="bibr" rid="B23">Sales (2013)</xref> sobre
					em que a visualização matemática contribui para a apropriação dos conteúdos por
					alunos/ as surdos/as, o autor identificou que, mesmo tal aluno/a possuindo uma
					modalidade de comunicação visual-espacial (<xref ref-type="bibr" rid="B22"
						>Quadros; Karnopp, 2004</xref>), foi preciso educar o olhar dele/a por meio
					de atividades direcionadas a esse domínio. Além disso, constatou-se também que é
					importante que os conteúdos curriculares sejam ministrados em Libras e que os/as
					profissionais e seus/suas colegas partilhem com ele/a essa língua.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alberton (2015)</xref>, por meio de sua pesquisa,
					analisou os discursos curriculares sobre Educação Matemática para surdos/as e
					como é construído o ensino desse campo do conhecimento para um público com
					singularidades marcantes, tendo destacado que em tais materiais a Libras precisa
					ser apontada como foco central na metodologia, nos recursos e na avaliação a fim
					de que os/as estudantes desenvolvam as habilidades de calcular e contar.</p>
				<p>Diante dos resultados desses autores, é possível fazer uma relação entre ambos,
					pois a Libras é apresentada como um dos fatores mais importantes para a
					aprendizagem do/a estudante surdo/a, quiçá o mais importante, uma vez que, se
					o/a professor/a que ensina Matemática não tiver conhecimento na LS, fica à mercê
					da interpretação do/a intérprete de Libras, havendo, em alguns casos, a ausência
					de interpretação no ambiente escolar ou quando o/a profissional está presente,
					mas não possui formação específica na área que interpreta.</p>
				<p>Isso também é corroborado por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves (2011)</xref>
					em sua pesquisa. A autora menciona que, quando o/a profissional tem conhecimento
					profundo da língua do sujeito surdo, ele/a pode interpretar e traduzir a
					linguagem matemática para a língua materna do/a estudante. Além disso, é
					necessário também que o/a profissional tenha conhecimento da Matemática aliado a
					metodologias que possam tornar o aprendizado significativo.</p>
				<p>Em contrapartida, <xref ref-type="bibr" rid="B32">Viana e Barreto (2014)</xref>
					afirmam que somente o conhecimento na Língua de Sinais não ocasiona o
					aprendizado da Matemática pelo/a aluno/a surdo/a, assim:</p>
				<disp-quote>
					<p>O discurso de que esse alunado possui dificuldades intrínsecas de
						aprendizagem e de que a proficiência da língua de sinais é a solução única
						para combater o entrave nas mediações didático-pedagógicas leva à impressão
						de que o uso da língua de sinais, por si só, conduz os alunos surdos à
						aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Viana; Barreto, 2014</xref>,
						p. 124).</p>
				</disp-quote>
				<p>A partir das ideias das autoras, compreende-se o quanto o conhecimento na Língua
					de Sinais é imprescindível, porém é preciso haver outros pressupostos aliados à
					prática docente, como afirmou <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves
						(2011)</xref>, para que a aprendizagem aconteça realmente. Assim, levar os/
					as estudantes a pensarem e refletirem sobre os conteúdos estudados e que façam
					sentido não somente no espaço escolar, mas em outras esferas, é uma das formas
					de se obter êxito no processo de ensino e aprendizagem.</p>
				<p>Os pressupostos inicialmente levantados sobre o ensino de Matemática para
					estudantes surdos e surdas revelam que não é tarefa fácil o processo de ensino e
					aprendizagem, pois os desafios da prática docente são inúmeros. Todavia, por
					meio das pesquisas, é possível perceber que o caminho para as soluções e
					respostas às indagações está sendo trilhado, principalmente por aqueles/as que
					conhecem a cultura do sujeito surdo, as suas lutas e conquistas, além das suas
					especificidades para se chegar ao conhecimento matemático.</p>
				<p>De acordo com os resultados encontrados e o número significativo de discussões na
					área, houve a necessidade de criar categorias para uma melhor interpretação dos
					dados. As categorias trazem discussões pertinentes sobre objetos de conhecimento
					matemático, prática docente, saberes e linguagem matemática, bem como a respeito
					de tecnologia e questões sobre bilinguismo.</p>
				<sec>
					<title>3.2.1 Objetos de conhecimento: matrizes, expressões algébricas, numerais,
						geometria e frações</title>
					<p>Uma das preocupações do/a professor/a que ensina Matemática está em relação
						ao que e como ensinar. Ou seja, preocupa-se com objetos de conhecimento os
						quais façam sentido para os/as alunos/as, que eles/as possam utilizá-los, de
						forma reflexiva, não só no espaço escolar, mas também nos diversos âmbitos
						sociais. Nessa primeira categoria, destacam-se os trabalhos de <xref
							ref-type="bibr" rid="B29">Souza (2010)</xref>, <xref ref-type="bibr"
							rid="B26">G. Silva (2012)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B8"
							>Conceição (2012)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Assis
							(2013)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Marcondes (2014)</xref>,
						L. <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva (2014)</xref>, <xref
							ref-type="bibr" rid="B2">Angelotti (2016)</xref> e <xref ref-type="bibr"
							rid="B12">Gonçalves Filho (2018)</xref>. As pesquisas são apresentadas
						de acordo com o ano de publicação.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B29">Souza (2010)</xref>, em seu estudo,
						pesquisou sobre o conteúdo de frações, mais precisamente o papel das
						diferentes representações das frações, digitais ou não, na identificação e
						compreensão daquelas equivalentes com o uso da calculadora
						“MusiCALcolorida”. Diante disso, o autor concluiu que as representações
						visuais contribuíram no desenvolvimento dos modelos matemáticos dos/as
						surdos participantes da pesquisa, principalmente a representação parte-todo
						da fração.</p>
					<p>A partir desse contexto, as representações visuais como meio facilitador no
						ensino e aprendizagem de alunos/as surdos/as contribuem para o seu
						entendimento e desenvolvimento, uma vez que a sua modalidade de comunicação
						(espaço-visual) juntamente com a Matemática, disciplina considerada visual
						por trabalhar com figuras, principalmente na parte de geometria, enriquece
						mais ainda esse processo.</p>
					<p>Nessa perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="B26">G. Silva (2012)</xref>, ao
						pesquisar sobre o ensino de matrizes para alunos/ as cegos/as e surdos/as,
						identificou que a criação de sinais para complementar e entender os
						conteúdos estudados se tornou necessária. A autora criou uma ferramenta, a
						MatrizMat, que contribuiu para o aprendizado do/a estudante surdo/a,
						principalmente por trabalhar com o concreto, destacando que esse material
						auxilia no aprendizado de estudantes surdos e surdas.</p>
					<p>Em relação à criação de sinais para o ensino de Matemática para estudantes
						surdos e surdas, parece ser uma das dificuldades mais gritantes com que
						os/as pesquisadores/as se deparam. Essa questão também é expressa por <xref
							ref-type="bibr" rid="B9">Costa (2015)</xref> e <xref ref-type="bibr"
							rid="B27">I. Silva (2016)</xref> em seus trabalhos, sendo que os
						autores, ainda que com diferentes perspectivas investigativas, se assemelham
						quando enfatizam que a ausência de vocabulário específico da área dificulta
						o entendimento do/a estudante quanto aos conceitos matemáticos.</p>
					<p>Frente a esse contexto, quantos sinais já existem referentes à linguagem
						matemática? Seria possível criar um sinalário específico em Libras para essa
						área? Acredita-se que esse instrumento viabiliza um ensino e aprendizagem
						mais significativo. Todavia, deve-se levar em consideração as variações da
						língua, o que demandaria certo período de tempo para sua criação e
						divulgação (<xref ref-type="bibr" rid="B27">I. Silva, 2016</xref>).</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B8">Conceição (2012)</xref> investigou a
						construção de expressões algébricas por alunos/as surdos/as utilizando como
						método o <italic>Design Experiments</italic>. Em seus resultados, o
						pesquisador percebeu certa dependência do/a professor/a por parte dos/as
						estudantes. Além disso, os diferentes níveis da língua tornaram-se uma
						dificuldade. A maioria dos/as surdos/as, quando adentra a escola, não tem
						conhecimento da sua língua natural (a Libras) por diversos fatores, entre
						eles por serem filhos/as de pais ouvintes e que não utilizam a Língua de
						Sinais como meio de comunicação (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Nader;
							Novaes-Pinto, 2011</xref>). Assim, em uma mesma turma há a possibilidade
						de existirem surdos/as fluentes em Libras, assim como aqueles/as que estão
						em fase de alfabetização ou que ainda sequer conhecem a língua.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B4">Assis (2013)</xref> realizou um estudo sobre
						o conteúdo frações, sendo que em sua pesquisa o foco foi a sinalização
						realizada por participantes surdos/as em relação a problemas que abordam os
						diferentes subconstrutos. Nessa perspectiva, seus resultados evidenciaram
						que, apesar de existirem sinais para fração, partição, em dicionários de
						Libras, eles não exprimem significados matemáticos porque foram utilizados
						em poucos momentos pelos/as participantes. Além disso, evidenciou-se também
						que a abordagem resolução de problemas se torna uma dificuldade para o/a
						estudante surdo/a por ser colocada em Língua Portuguesa.</p>
					<p>É importante salientar que, quando se pensa em Língua Portuguesa (LP) na
						educação de surdos/as partindo da perspectiva bilíngue, essa disciplina, na
						modalidade escrita, é a sua segunda língua (L2). Nesse sentido, a abordagem
						da resolução de problemas torna-se um desafio para tais estudantes por ser
						escrita em LP, necessitando da interpretação de enunciados matemáticos por
						uma língua diferente da sua.</p>
					<p>Por outro lado, será que a resolução de problemas sendo escrita em
							<italic>SignWriting</italic><sup><xref ref-type="fn" rid="fn8"
							>5</xref></sup>, a escrita da sua própria língua (a de sinais), pode
						favorecer um entendimento mais fácil para o/a aluno/a surdo/a? Acredita-se
						que pesquisas nesse campo podem contribuir para o desenvolvimento desses
						sujeitos que encontram barreiras na interpretação de enunciados matemáticos,
						principalmente aqueles trabalhados na resolução de problemas.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B15">Marcondes (2014)</xref>, ao investigar sobre
						os sentidos do zero dados por alunos/as surdos/ as e professores/as de
						Matemática, conseguiu chegar à conclusão de que ambos/as utilizam diferentes
						metáforas no entendimento do número zero, entre elas se destacam: zero como
						nada e ausência. Além disso, a autora coloca o uso do vídeo como uma forma
						de chamar a atenção dos/as estudantes, fazendo relação com o conteúdo
						ministrado. No entanto, levar um vídeo simplesmente para ser assistido não
						se torna relevante, ou seja, é preciso que os/as alunos/as discutam sobre o
						contexto abordado e expliquem o que foi compreendido.</p>
					<p>O planejamento do/a professor/a que ensina Matemática para alunos/as
						surdos/as, nesse sentido, torna-se um dos pontos-chave da sua profissão. Uma
						aula bem preparada com recursos visuais, isto é, imagens, figuras, vídeos,
						fazendo relação com o conteúdo a ser ministrado, proporciona nos/as
						alunos/as o interesse em aprender.</p>
					<p>O conteúdo matemático que se destacou em comparação aos outros entre as
						pesquisas apresentadas foi frações, com 3% do total com esse enfoque. Uma
						delas, a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B25">L. Silva (2014)</xref>,
						teve como intuito adaptar uma teleaula do Programa Telecurso 2000 que aborda
						conceitos de fração para alunos/as surdos/as a fim de viabilizar o acesso
						deles/as a esse meio de ensino à distância. Seus resultados demonstraram que
						a adaptação dos materiais e das aulas é necessária para o entendimento
						pelo/a surdo/a, principalmente devido à questão da língua. Em relação ao
						conteúdo matemático, a pesquisadora enfatiza que, diante da metodologia
						escolhida, foi preciso suprir os conteúdos simplificação e multiplicação de
						frações por causa das normas impostas pelo tempo da teleaula, além de fazer
						com que a aula não ficasse cansativa.</p>
					<p>As adaptações de aulas, instrumentos, metodologias adotadas para o ensino de
						pessoas com deficiência demonstram um olhar inclusivo da parte do/a
						professor/a que ensina Matemática. Dessa forma, o conhecimento de quem é o/a
						aluno/a e quais são suas potencialidades e dificuldades se faz necessário
						principalmente quando o/a estudante é surdo/a, pois se espera que o ensino
						do/a professor/a parta da língua natural daquele/a, a Língua de Sinais, e
						utilize ferramentas que privilegiem a sua modalidade de comunicação (<xref
							ref-type="bibr" rid="B19">Oliveira; Leite, 2011</xref>).</p>
					<p>Na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Angelotti (2016)</xref>, ao
						investigar o aprendizado de frações de três crianças surdas fluentes em
						Libras e três ouvintes sem conhecimento prévio em relação ao conteúdo,
						baseando-se no Paradigma de Equivalência de Estímulos, ficou evidenciado que
						o desempenho dos/as participantes, surdos/as e ouvintes, foi análogo. Além
						disso, em alguns repertórios os procedimentos foram os mesmos.</p>
					<p>É importante salientar, como a própria autora menciona, que alguns
						procedimentos foram parecidos. Porém, para ela, os/as estudantes surdos/as
						necessitam de estímulos diferentes, principalmente visuais, os quais
						demonstram mais resultados significativos do que aqueles postos oralmente
						para os/as alunos/as ouvintes.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B12">Gonçalves Filho (2018)</xref>, em sua
						pesquisa de mestrado, objetivou realizar o registro, no sistema
							<italic>SignWriting</italic>, de sinais-termos da geometria a partir do
						levantamento de sinais encontrados em sites institucionais, multimídias e
						periódicos. De acordo com a metodologia abordada, isto é, a pesquisa
						documental, o autor percebeu que há muitos sinais do objeto de conhecimento
						em destaque, todavia estão espalhados sem um registro único, o que ele
						menciona ser importante para a atuação do/a professor/a que ensina
						Matemática e do/a tradutor/a/intérprete de Libras.</p>
					<p>Diante das análises inicialmente realizadas, percebeu-se enfoque em
						diferentes objetos de conhecimento matemáticos. No entanto, as pesquisas
						demonstram que, para ensinar tais conteúdos para estudantes surdos e surdas,
						o uso de recursos visuais é imprescindível. Outro ponto que emerge nos
						resultados dos estudos é a ausência de um material de apoio, “sinalário”,
						com sinais de termos e conceitos da Matemática, campo esse que os/as
						pesquisadores/as afirmam não ter um quantitativo que favoreça o trabalho
						do/a professor/a, bem como daquele/a que interpreta duas línguas no
						discurso, ou seja, o/a tradutor/a/intérprete de Libras.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.2 Saberes, práticas e linguagem matemática</title>
					<p>Em relação às pesquisas com discussões acerca da prática docente e sobre a
						formação de professores/as que ensinam Matemática para estudantes surdos e
						surdas, foram identificadas na base de dados da Universidade Federal do
						Pará. Tais pesquisas envolvem os saberes necessários aos/às profissionais e
						os desafios diante da prática, principalmente a comunicação. Nesse sentido,
						destacam-se os trabalhos de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Paixão
							(2010)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves (2011)</xref>,
							<xref ref-type="bibr" rid="B3">Araujo (2015)</xref> e <xref
							ref-type="bibr" rid="B9">Costa (2015)</xref>, os quais serão
						apresentados nesta categoria.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B20">Paixão (2010)</xref>, ao pesquisar sobre os
						saberes docentes em ação na prática de professores/ as que ensinam
						Matemática para estudantes surdos/as em uma escola inclusiva, observou que o
						papel reflexivo do/a profissional nesse âmbito contribui para o entendimento
						da diversidade existente em sala, visando reconhecer a identidade
						profissional, como também considerou a falta da Língua de Sinais em
						interface com a linguagem matemática uma das limitações encontradas na
						pesquisa.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves (2011)</xref>, em seu estudo com o
						objetivo principal de analisar situações de ensino de Matemática para
						alunos/as surdos/as com o conteúdo problemas multiplicativos, diante da
						prática de professores/as surdos/as e ouvintes, buscou possíveis indicativos
						de obstáculos metodológicos na comunicação entre esses sujeitos. Em seus
						resultados, expõe que o/a docente transita por três linguagens que precisam
						estar articuladas: a Língua de Sinais (LS), a Linguagem Matemática (LM) e a
						Língua Portuguesa (LP).</p>
					<p>Para a autora, quando o/a profissional não tem certo domínio em uma dessas
						áreas, especificamente a LS e a LM, o seu ensino encontra obstáculos, o que
						acarreta dificuldades para o aprendizado do/a estudante, também porque o
						conteúdo não será ministrado de forma adequada, originando novas lacunas no
						seu processo de aprendizagem.</p>
					<p>Na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Araujo (2015)</xref>, em que o
						pesquisador observou a sua própria prática enquanto professor que ensina
						Matemática para estudantes surdos e surdas em uma escola especializada da
						cidade de Aracaju-SE, ele evidenciou que o ensino ouvintista, aquele
						preconizado pela Língua Portuguesa para alunos/as ouvintes, não propõe
						resultados satisfatórios para a aprendizagem do/a estudante surdo e
								surda<sup><xref ref-type="fn" rid="fn9">6</xref></sup>. Em vista
						disso, a sua prática foi revista e refletida, o que o autor explana ser
						importante para qualquer profissional.</p>
					<p>Diante disso, pensar a inclusão de alunos/as surdos/as no espaço da sala de
						aula, em que o ensino para o/a ouvinte sobressai, coloca o/a professor/a
						frente às reflexões acerca do seu saber-fazer proveniente da sua formação
						inicial e das experiências profissionais e pessoais (<xref ref-type="bibr"
							rid="B30">Tardif, 2007</xref>). A partir disso, o pesquisador questiona:
						o ensino de Matemática para o/a estudante surdo/a deve ser igual ao do
						modelo para o/a ouvinte? Faz-se necessário se apropriar da cultura do/a
						estudante surdo/a? Nesse sentido, a prática docente reflexiva é o caminho
						para o lapidar profissional - que sempre está em construção.</p>
					<p>A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Costa (2015)</xref> apresenta
						como problemática a forma como o/a aluno/a surdo/a traduz textos em
						Linguagem Matemática para a Língua de Sinais, sendo verificado, em seus
						resultados, que a falta de vocabulário na língua compromete a interpretação,
						além de que os/as estudantes traduziam palavra-palavra, dificultando o
						sentido do texto. Em relação à ausência de sinais, o estudioso menciona a
						possibilidade da construção de um dicionário com vocabulário específico para
						professor/a e alunos/as.</p>
					<p>Diante do exposto, compreende-se que outra dificuldade gritante vivenciada
						entre os/ as pesquisadores/as do ensino de Matemática para estudantes surdos
						e surdas é a interpretação de textos e a compreensão de enunciados
						matemáticos, pois se percebe, de forma clara, tal questão nas pesquisas
						analisadas.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.3 Tecnologia</title>
					<p>A pesquisa com enfoque em tecnologia, mais precisamente educação à distância,
						só foi encontrada na base de dados da UFPA. O seu autor, <xref
							ref-type="bibr" rid="B6">Bezerra (2012)</xref>, estudou os fatores que
						influenciaram na interação e comunicação entre surdos/as envolvidos na
						resolução de problemas, utilizando como ferramenta o fórum de discussão do
								AVA<sup><xref ref-type="fn" rid="fn10">7</xref></sup> Moodle. Diante
						disso, os resultados mostraram que as intervenções de alguns/mas
						participantes foram isoladas, sem a preocupação de interagir com o grupo.
						Além disso, o autor menciona o que um ano depois <xref ref-type="bibr"
							rid="B4">Assis (2013)</xref> vem afirmar: que a interpretação de texto,
						no caso da plataforma, torna-se uma dificuldade para o/a estudante surdo/a
						devido à escrita da Língua Portuguesa.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2.4 Outros</title>
					<p>Na presente categoria, encontram-se duas pesquisas localizadas na base de
						dados da Universidade Federal do Pará e uma da Universidade Anhanguera.
							<xref ref-type="bibr" rid="B33">Wanzeler (2015)</xref> buscou discutir,
						a partir de um levantamento de pesquisas, relações inerentes à Matemática e
						à educação de surdos/as na perspectiva da cidadania e do bilinguismo. Entre
						seus resultados, o autor destaca que os/as pesquisadores/as anseiam por uma
						educação de qualidade para tais estudantes. Além do mais, percebeu a
						necessidade de utilizar de forma coerente a Língua de Sinais e a Língua
						Portuguesa no ensino e aprendizagem de Matemática, destacando o despreparo
						de certos/as profissionais nesse ensino.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B16">Mendes (2016)</xref> enfatiza em sua
						pesquisa que os/as surdos/as (participantes do seu estudo), alguns
						formados/as em Matemática e outros/as que ainda estão estudando, têm uma
						identidade matemática construída através da vivência pessoal e/ou acadêmica
						por meio de artefatos visuais e lúdicos vivenciados em seu percurso
						educativo. Em corroboração a certos aspectos expostos por <xref
							ref-type="bibr" rid="B33">Wanzeler (2015)</xref>, o autor destaca que
						os/as surdos/as conseguiram ultrapassar os obstáculos mesmo com o despreparo
						dos/as profissionais, seja na Língua de Sinais, seja na forma de ensino.</p>
					<p>Nesse sentido, é possível perceber que a persistência e a luta constantes
						dos/as surdos e surdas<sup><xref ref-type="fn" rid="fn11">8</xref></sup>
						para ultrapassar os obstáculos do dia a dia são visíveis. Os obstáculos são
						diários porque, apesar de existirem diversos direitos postos legalmente,
						tais sujeitos ainda não têm acesso a bancos, hospitais, escolas em que
						possam se comunicar espontaneamente, sem haver barreiras - especialmente
						comunicacionais.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B5">Assis (2018)</xref> realizou uma pesquisa que
						buscava compreender a participação e a importância dos gestos no discurso
						matemático de surdos/as com Ensino Médio completo que utilizavam a Libras
						como meio de comunicação. Em seus resultados, o autor expõe que tais gestos
						são semelhantes ao que era esperado por autores/as que ele seguiu em sua
						pesquisa e que, além disso, se mostraram relevantes nos discursos
						apresentados na questão da Matemática.</p>
					<p>Diante do exposto, as pesquisas discutidas neste trabalho apontam um olhar
						com diversos enfoques para o ensino e aprendizagem de Matemática para
						estudantes surdos e surdas. Salienta-se que, apesar de serem analisados
						bancos de dados de somente três universidades brasileiras, o debate
						levantado carrega uma forte contribuição para a área da Matemática
						Inclusiva, com foco no ensino de estudantes surdos e surdas.</p>
				</sec>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>4 Considerações finais</title>
			<p>O presente artigo apresentou uma análise de pesquisas sobre o ensino de Matemática
				para estudantes surdos e surdas. A questão que norteou tal estudo foi esta: quais as
				principais discussões acadêmicas sobre o ensino de Matemática para estudantes surdos
				e surdas? As pesquisas levantadas e discutidas foram encontradas na base de dados de
				três universidades, a saber: Universidade Federal do Pará, Universidade Federal de
				São Carlos e Universidade Anhanguera de São Paulo.</p>
			<p>Em meio à análise realizada, foram encontrados diferentes enfoques, entre eles se
				destacam: conteúdos matemáticos como frações e expressão algébrica; a prática
				docente e os saberes necessários para esse ensino; tecnologia, e o enfoque
				denominado outros, cujas questões focam no bilinguismo, na identidade surda e na
				Matemática.</p>
			<p>Acredita-se ser importante destacar a ênfase dada aos objetos de conhecimento nas
				oito pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNIAN-SP com
				esse enfoque, correspondendo a 50% do total identificado. A partir disso,
				compreende-se que os/as pesquisadores/as estão preocupados/as em refletir sobre o
				que e como ensinar Matemática para um público com singularidades marcantes. Cabe
				destacar que essa disciplina é uma das mais importantes para o desenvolvimento do
				sujeito em todos os aspectos de sua vida.</p>
			<p>Além disso, salienta-se também dois pontos que chamaram a atenção dos/as
				pesquisadores/as no momento da discussão dos resultados. Uma boa parte das pesquisas
				enfatiza a abordagem resolução de problemas e a ausência de sinais específicos para
				o ensino de Matemática, dificuldades constantes dos/ as estudantes surdos e surdas
				no processo de ensino e aprendizagem dessa disciplina.</p>
			<p>Diante desse contexto, tais questões impulsionam a realização de pesquisas futuras
				que trabalhem com os aspectos mencionados, especificamente a resolução de problemas,
				observando sua relação com a segunda língua da pessoa surda, ou seja, a Língua
				Portuguesa na modalidade escrita. Assim, pensa-se que a escrita de sinais, o sistema
					<italic>SignWriting</italic>, pode favorecer um entendimento mais compreensível
				sobre enunciados de conceitos matemáticos ou a criação de narrativas a partir do
				entendimento dos/as surdos sobre tais conceitos.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>1</label>
				<p>Este texto foi revisado pelo professor Dr. Éverton de Jesus Santos. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>2</label>
				<p>Esse núcleo se constitui como grupo de estudos de pesquisa e formação de
					professores, no qual há uma preocupação sobre a formação inicial de professores
					de Matemática e suas implicações na prática docente no contexto da inclusão,
					sendo coordenado pela professora Dra. Denize da Silva Souza.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>3</label>
				<p>O projeto Rumo à Educação Matemática Inclusiva, do Programa de Pós-Graduação em
					Educação Matemática da UNIAN-SP, reúne pesquisadores/as, professores/as e
					alunos/as no desenvolvimento de cenários inclusivos para a aprendizagem
					matemática. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>4</label>
				<p>Denominou-se enfoque “outros” por discutir diversas questões, entre elas:
					bilinguismo, identidade matemática e cidadania.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>5</label>
				<p>O <italic>SignWriting</italic> é um sistema de escrita para escrever línguas de
					sinais criado em 1974. O sistema foi criado pela bailarina norte-americana
					Valerie Sutton, estudiosa da dança que desejava registrar os passos realizados
					pelos seus/suas alunos/as surdos/as. Diante disso, encontrou, por meio da
					criação desse sistema de escrita, uma possibilidade de alcançar tal registro
						(<xref ref-type="bibr" rid="B13">Maia; Lima; Costa, 2017</xref>). </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>6</label>
				<p>É importante salientar que há surdos e surdas que não são usuários/as da Libras e
					fazem opção por outras formas de comunicação e acessibilidade, como expõem <xref
						ref-type="bibr" rid="B31">Torres, Mazzoni e Melo (2007)</xref> em seu texto
					“Nem toda pessoa cega lê em Braille nem toda pessoa surda se comunica em língua
					de sinais”. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>7</label>
				<p>AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>8</label>
				<p>Salienta-se que essa luta não é apenas de surdos e surdas, mas de todos/os os/as
					estudantes que apresentam diferenças socialmente negadas, sobretudo aqueles/as
					que manifestam Necessidades Educacionais Específicas (NEE) e dependem da
					acessibilidade para terem uma formação digna (<xref ref-type="bibr" rid="B24"
						>Santos; Ogasawara, 2021</xref>).</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALBERTON, Bruna Fagundes Antunes. <bold>Discursos curriculares sobre
						educação matemática para surdos</bold>. 2015. Dissertação (Mestrado em
					Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRS, Porto Alegre-RS,
					2015.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALBERTON</surname>
							<given-names>Bruna Fagundes Antunes.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Discursos curriculares sobre educação matemática para surdos</source>
					<year>2015</year>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRS</publisher-name>
					<publisher-loc>Porto Alegre-RS</publisher-loc>
					<comment>2015</comment>
				</element-citation>
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						crianças surdas e ouvintes por meio do Paradigma de Equivalência de
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					Especial) - Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, São Carlos-SP,
					2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ANGELOTTI</surname>
							<given-names>Vanessa Cristina.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Ensino informatizado de frações a crianças surdas e ouvintes por meio do
						Paradigma de Equivalência de Estímulos</source>
					<year>2016</year>
					<comment>Dissertação (Dissertação de Mestrado em Educação Especial)</comment>
					<publisher-name>Universidade Federal de São Carlos, UFSCar</publisher-name>
					<publisher-loc>São Carlos-SP</publisher-loc>
					<comment>2016</comment>
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ARAUJO</surname>
							<given-names>Ênio Gomes.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source><bold>Ensino de matemática em Libras:</bold> reflexões sobre minha
						experiência numa escola especializada</source>
					<year>2015</year>
					<comment>Tese (Doutorado em Educação Matemática)</comment>
					<publisher-name>Universidade Anhanguera de São Paulo, UNIAN-SP</publisher-name>
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					<comment>2015</comment>
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ASSIS</surname>
							<given-names>Cláudio de.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Explorando a ideia do número racional na sua representação fracionária
						em libras</source>
					<year>2013</year>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Educação Matemática)</comment>
					<publisher-name>Universidade Anhanguera de São Paulo, UNIAN-SP</publisher-name>
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					<comment>2013</comment>
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ASSIS</surname>
							<given-names>Cláudio de.</given-names>
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					<source>Relevância dos gestos no discurso matemático do sujeito surdo</source>
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					<comment>Tese (Doutorado em Educação Matemática)</comment>
					<publisher-name>Universidade Anhanguera de São Paulo, UNIAN-SP</publisher-name>
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							<surname>BEZERRA</surname>
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						valores culturais e suas identidades matemáticas</source>
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				<mixed-citation>NADER, Júlia Maria Vieira; NOVAES-PINTO, Rosana do Carmo. Aquisição
					tardia de linguagem e desenvolvimento cognitivo do surdo. <bold>Estudos
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					2011.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>NEVES, Maria Janete Bastos das. <bold>A comunicação em matemática na
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					- Universidade Federal do Pará, UFPA, Belém-PA, 2011.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>OLIVEIRA, Marileide Antunes de; LEITE, Lúcia Pereira. Educação
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						brasileira</bold>: estudos linguísticos. Porto Alegre-RS: ArtMed,
					2004.</mixed-citation>
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					em Educação Matemática) - Universidade Estadual Paulista, UNESP, Rio Claro-SP,
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					inclusiva na contemporaneidade à luz da teoria crítica da sociedade.
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					(Mestrado em Educação Matemática) - Universidade Anhanguera de São Paulo,
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				<mixed-citation>SILVA, Gerciane Gercina da. <bold>O ensino de matrizes</bold>: um
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				<mixed-citation>SILVA, Iramí Bila da. <bold>Libras como interface no ensino de
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				<mixed-citation>SILVA, Tania Cristina; AMARAL, Carmem Lúcia Costa. Jogos e avaliação
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					Matemática) - Universidade Anhanguera de São Paulo, UNIAN-SP, São Paulo,
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				<mixed-citation>TARDIF, Maurice. <bold>Saberes docentes e formação
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					Guedes de. Nem toda pessoa cega lê em Braille nem toda pessoa surda se comunica
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					<source>Educação e Pesquisa</source>
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				<mixed-citation>VIANA, Flávia Roldan; BARRETO, Marcília Chagas. <bold>O ensino de
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					discentes. Curitiba-PR: CRV, 2014.</mixed-citation>
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					<source><bold>O ensino de matemática para alunos com surdez</bold>: desafios
						docentes, aprendizagens discentes</source>
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				<mixed-citation>WANZELER, Edson Pinheiro. <bold>Surdez, bilinguismo, e educação
						matemática</bold>: um (novo?) objeto de pesquisa na educação de surdos.
					2015. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) -
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					<source><bold>Surdez, bilinguismo, e educação matemática</bold>: um (novo?)
						objeto de pesquisa na educação de surdos</source>
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					<publisher-name>Universidade Federal do Pará, UFPA</publisher-name>
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