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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
			</publisher>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>APRESENTAÇÃO</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: TESSITURA DE UM
					DOSSIÊ</article-title>
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			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6075-5187</contrib-id>
					<name>
						<surname>Leiro</surname>
						<given-names>Augusto Cesar Rios</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"/>
					<bio>
						<p>Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia. Pós-Doutorado na
							Universidade de Lisboa. Professor Pleno do Departamento de Educação II
							da Universidade do Estado da Bahia e Professor Titular da Faculdade de
							Educação da Universidade Federal da Bahia. Docente Permanente do
							Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (UNEB) e do
							Programa de Pós-Graduação em Educação (UFBA). Líder dos Grupos de
							Pesquisa FECOM/UNEB e MEL/UFBA. E-mails: <email>aleiro@uneb.br</email>;
								<email>cesarrleiro@gmail.com</email></p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-7627-2115</contrib-id>
					<name>
						<surname>Fantin</surname>
						<given-names>Monica</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
					<bio>
						<p>Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina.
							Pós-Doutorado na Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano/Itália e
							na Universidad Lleida/Espanha. Professora Titular do Centro de Educação
							da Universidade Federal de Santa Catarina. Docente permanente do
							Programa de Pós-graduação em Educação, Linha de Pesquisa Educação e
							Comunicação da UFSC. Líder do Grupo de Pesquisa Núcleo Infância,
							Comunicação, Cultura e Arte. E-mail:
								<email>monica.fantin@ufsc.br</email></p>
					</bio>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Universidade do Estado da Bahia</institution>
				<institution content-type="original">Universidade do Estado da Bahia, Universidade
					Federal da Bahia</institution>
			</aff>
			<aff id="aff3">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa
					Catarina</institution>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa
					Catarina</institution>
			</aff>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>01</day>
				<month>05</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Mar</season>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>73</issue>
			<fpage>13</fpage>
			<lpage>18</lpage>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
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	<body>
		<p>Diante<xref ref-type="fn" rid="fn3">1</xref> de um contexto de tantas tensões e de um
			mundo em conflito, decorrentes de desigualdades sociais, econômicas e culturais, a
			reflexão sobre as condições necessárias para desenvolver e fortalecer novos olhares
			sobre processos educativos/formativos que promovam a dignidade humana ‘glocal’ nos põe
			inquietantes questões acerca da Internacionalização da Educação. Num mundo cada vez mais
			(multi)polarizado, as dúvidas sobre os direitos humanos e os sistemas democráticos
			evidenciam a urgência de repensar o sentido da educação em tempos de grandes
			transformações/transições, suas fragilidades, forças e potências.</p>
		<p>Nesse sentido, o dossiê em tela reúne artigos interessados em refletir e ampliar o
			substantivo debate sobre a Internacionalização da Educação na ambiência da Educação
			Básica e Superior, em diferentes contextos e a partir de distintas experiências e
			perspectivas investigativas. A proposta inicial, pensada desde 2021, tornou-se realidade
			e chega, pelas páginas da prestigiada <italic>Revista da FAEEBA - Educação e
				Contemporaneidade</italic>, da Uneb, às leitoras e aos leitores daqui, dali e de lá,
			oferecendo uma coletânea altamente qualificada e marcada pelo aprofundamento do
			macrocampo que entrecruza Educação e Internacionalização.</p>
		<p>Dada a relevância político-acadêmica do tema no tenso contexto mundial contemporâneo, o
			Dossiê reúne textos que elegem a Internacionalização da Educação como um conceito-chave
			em tempos de encruzilhadas civilizatórias e de constantes transformações.</p>
		<p>Como conceito e agenda estratégica, a internacionalização é um fenômeno relativamente
			novo, amplo e variado. Embora esteja fortemente relacionada à Internacionalização da
			Educação Superior, abarca uma combinação dinâmica de motivações políticas, econômicas,
			socioculturais e acadêmicas, além de diferentes sujeitos sociais.</p>
		<p>Diante da polissemia e das múltiplas interpretações conceituais que envolvem os níveis
			institucional, setorial e nacional, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Knight (2020, p.
				532)</xref> define <bold>internacionalização</bold> como “[...] processo de
			integração das dimensões internacionais, interculturais e globais no propósito, nas
			funções primárias (ensino/aprendizagem, investigação e serviço à sociedade) e na
			prestação a nível institucional e de sistema”.</p>
		<p>Desse processo catalisador de relações entre nações, pessoas, culturas, instituições e
			sistemas, <xref ref-type="bibr" rid="B2">Knight (2014)</xref> desdobra seu entendimento
			de <bold>internacionalização da Educação Superior</bold>, a saber: “[...] o processo de
			integrar uma dimensão internacional, intercultural e global aos objetivos, ao
			ensino/aprendizagem, à investigação e às funções e serviços de uma universidade ou
			sistema de educação superior”. (tradução nossa).</p>
		<p>Da diversidade e pluralidade de conceitos, termos, definições e interpretações a respeito
			da <bold>Internacionalização da Educação</bold>, destacamos a importância de entender o
			sentido de processo e a complexidade que envolve a multidimensionalidade e a
			efervescência acadêmica e intercultural.</p>
		<p>As escritas sobre Internacionalização da Educação aqui sistematizadas são historicamente
			situadas no espaço-tempo social que estamos vivendo e propõem uma reflexão vivaz,
			ancorada na conjuntura (inter)nacional. E as questões que inquietaram e inspiraram o
			tema da presente edição, intitulada <italic>Internacionalização da Educação</italic>,
			ganharam ainda mais potência nos últimos anos.</p>
		<p>Entre tantos desafios da educação contemporânea em geral e dos processos de
			Internacionalização da Educação em particular, é fundamental pensar nas implicações
			políticas e pedagógicas destes movimentos interculturais por meio da produção e
			socialização de conhecimentos, de modo a refletir acerca de parcerias, acordos de
			cooperação e redes de pesquisas, a fim de melhor compreender as redes de
			internacionalização e superar as diversas formas de exclusão.</p>
		<p>Nesse contexto, em que a cooperação urge e se afirma como condição atual e civilizada
			para melhor compreender a educação no mundo, há que tensionar os interesses
			institucionais, locais, regionais, nacionais e internacionais, seus distintos níveis
			(acadêmico, econômico, político, social, coletivos e individuais), tipos de sujeitos e
			seus papéis, bem como suas indicações para políticas públicas e suas regulamentações nas
			diferentes formas de internacionalização da educação. Formas e possibilidades que, por
			vezes, revelam-se dificuldades, tanto em relação ao trânsito físico entre fronteiras,
			culturas e línguas quanto em relação aos fundamentos éticos, estéticos, epistemológicos
			e políticos.</p>
		<p>Se, por um lado, as possibilidades da Internacionalização da Educação como mobilidade
			acadêmica (‘em casa’, no exterior ou ‘transfronteiras’), experiências entre cursos,
			pesquisas, universidades e países têm sido fortemente afetadas pela recente pandemia de
			Covid-19, por outro lado, observamos a potência de trocas distintas e inovadoras, que
			possibilitam outras formas e dialogias. Experiências de universidades abertas,
				<italic>webinar, lives</italic>, cursos <italic>online</italic> gratuitos e muitas
			outras iniciativas acabam por construir uma certa ‘solidariedade digital’, consolidando
			outras práticas de cooperação.</p>
		<p>Em tempos extraordinários de pós-pandemia, sabemos que nenhum país poderá sentirse
			verdadeiramente seguro diante da difusão de possíveis novas ondas de contágio e suas
			variantes. Mesmo na emergência em curso, certos apelos de solidariedade dificilmente
			prevalecem sobre interesses nacionais. Ainda que a cooperação global não seja sinônimo
			de altruísmo, como ficam os interesses internacionais ou as diferentes formas de
			Internacionalização da Educação?</p>
		<p>Em decorrência da situação de emergência sanitária global que temos vivido desde 2020,
			diversos países têm repensado o sentido das mobilidades e o trânsito entre fronteiras,
			até mesmo impedindo certos deslocamentos, que aos poucos vão sendo retomados por meio de
			dispositivos como o passaporte vacinal. No contexto mundial, as marcas da incerteza e da
			instabilidade política, econômica e social agravam-se ainda mais, comprometendo certas
			possibilidades de mobilidade.</p>
		<p>Nesse quadro, ao levar em consideração que a Educação Básica e e o Ensino Superior têm
			mudado suas políticas e currículos nos últimos anos, juntamente com o contexto das novas
			realidades, conflitos e restrições geopolíticas, deparamo-nos com o desafio de entender
			a internacionalização do processo de ensino-aprendizagem, do currículo e das
			competências interculturais e globais dos alunos, enfatiza <xref ref-type="bibr"
				rid="B3">Knight (2020)</xref>. Do mesmo modo, também temos observados mudanças nos
			enfoques das mobilidades acadêmicas (de estudantes, programas e prestadores), nas
			possibilidades de <italic>campi</italic> de filiais internacionais, acordos de franquias
			universitárias, universidades e programas conjuntos de cursos (graduação e
			pósgraduação), estágios, aulas virtuais e Cursos <italic>Online</italic> Abertos e
			Massivos (<italic>Massive Open Online Courses</italic> - MOOC), entre outros, que
			evidenciam os benefícios da mobilidade estudantil.</p>
		<p>No entanto, tais possibilidades vêm se complexificando cada vez mais no atual cenário da
			história, marcado por grandes turbulências, com fronteiras que se fecham por motivos
			geopolíticos ou sanitários, por catástrofes, guerras e conflitos, que fazem as tensões
			interculturais, o racismo e os conflitos religiosos aumentarem a cada dia. E tal cenário
			requer outras formas de cooperação acadêmica internacional, além das mobilidades, como
			frisa <xref ref-type="bibr" rid="B3">Knight (2020)</xref>. Por isso, a autora reafirma a
			importância de entender a “internacionalização como um processo de mudança” e,
			consequentemente, uma forma de transformar o ensino para melhor, com maior acesso,
			colaboração internacional nas investigações que dizem respeito aos desafios globais e
			locais, e outros projetos de formação que possam preparar as próximas gerações para
			exercer seu papel como cidadãs e cidadãos do mundo.</p>
		<p>Na perspectiva de reafirmar a internacionalização como um processo de mudança, a proposta
			deste dossiê é refletir/discutir as diferentes realidades que envolvem a
			Internacionalização da Educação, as redes internacionais de pesquisadores e a
			efetividade dos intercâmbios acadêmicos, durante e depois da pandemia/do contexto de
			emergência. Afinal, somos sujeitos de um momento histórico que pode significar um
			divisor de águas em nossas vidas, comprometendo ou fortalecendo o processo de
			Internacionalização da Educação na contemporaneidade.</p>
		<p>Os marcos e as perspectivas teóricas da internacionalização discutidos no dossiê
			transitam por diversos temas: o papel dos organismos internacionais e da gestão setorial
			(Educação Básica e Superior) como possibilidade de debate; as redes internacionais de
			conhecimento, ensino e pesquisa e os acordos de cooperação internacional; pressupostos
			epistemológicos, metodologias/abordagens e práticas diversas (desenvolvimento
			científico, artístico e cultural entre cursos, universidades, comunidades e países);
			estudos sobre o processos de internacionalização na perspectiva histórica dos organismos
			nacionais e internacionais; sujeitos e contextos na Internacionalização da Educação
			(pedagogias, cultura escolar, territórios de identidade); internacionalização,
			diversidades e exclusão (diálogos com migrantes, refugiados, povos originários e
			afro-indígenas e olhares [de]coloniais); bem como internacionalização, redes,
			tecnologias e cultura digital (modalidades de ensino remoto, <italic>online</italic> e
			híbrido e práticas inovadoras).</p>
		<p>Desse modo, os textos traduzem e interpretam diferentes realidades, apresentando
			reflexões diversas e experiências significativas, que podem inspirar novos estudos, bem
			como lançar outros olhares sobre alguns desafios no âmbito da Internacionalização da
			Educação, suas práticas e pesquisas. São reflexões que evidenciam a importância de
			investigações interdisciplinares no mundo cambiante da educação contemporânea, no qual
			as diferentes dimensões da educação internacional e intercultural e suas redes (<xref
				ref-type="bibr" rid="B4">Leiro; Fantin; Morosini, 2024</xref>)<xref ref-type="fn"
				rid="fn4">2</xref> podem dar significativa contribuição ao debate.</p>
		<p>Dada a potência e a singularidade dos textos, que podem ser lidos em qualquer sequência,
			ainda assim organizamos o Dossiê buscando articular os temas em diálogo ou
			contraposição.</p>
		<p>Iniciamos com as reflexões da doutora Jane Knight, uma grande referência internacional
			deste campo de estudo e que foi recorrentemente citada na maioria dos textos do presente
			Dossiê, concluindo com a retomada da <italic>Sessão Entrevista</italic>, com Marília
			Morosini, outra referência da área, que empresta seu grande prestígio em uma conversa
			sobre a internacionalização intercultural e em redes, sendo também bastante citada nos
			artigos que compõem o Dossiê.</p>
		<p>Jane Knight aborda o conceito de “diplomacia do conhecimento” no artigo
				<italic>Entendendo e aplicando os elementos-chave da diplomacia do conhecimento: o
				papel da Educação Superior internacional, pesquisa e inovação nas relações
				internacionais</italic>. Sua reflexão sobre a Educação Superior internacional, a
			pesquisa e a inovação (international higher education, research and innovation - IHERI)
			revela a crescente complexidade e interconectividade das relações entre os países,
			chamando atenção para a ausência de pesquisas sobre a intercessão entre tais fenômenos,
			que estão em evolução, e abordando o tema a partir do conceito de “diplomacia do
			conhecimento”, ao invés de <italic>soft power</italic>, para enfatizar a construção de
			relações colaborativas, recíprocas e mutuamente benéficas.</p>
		<p>O texto <italic>A importância das</italic> redes <italic>colaborativas no processo de
				internacionalização da Educação Superior</italic>, de Sirlei de Lourdes Lauxen,
			Jocélia Martins Marcelino e Luisa Cerdeira, analisa a contribuição das redes
			colaborativas, sinalizando que as interações econômicas, políticas, sociais e culturais
			entre diferentes nações propiciam a busca de cooperação acadêmica nas Instituições de
			Ensino Superior (IES), com vistas a favorecer o processo de Internacionalização da
			Educação Superior.</p>
		<p>No artigo <italic>Red Internacional Alfamed como Propuesta EuroAmericana de Educación y
				Comunicación</italic>, Elizabeth Guadalupe Rojas Estrada, Ignácio Aguaded, Paula
			Renés-Arellano e Gabriela Borges apresentam aspectos do trabalho da
			<italic>Red</italic>, que está presente em 19 países, visando promover uma comunidade
			global de investigadores que abordam os desafios emergentes do ecossistema midiático de
			maneira crítica, criativa e ética, enfatizando sua relevância e os benefícios desse tipo
			de estrutura acadêmica a partir do modelo de internacionalização proposto.</p>
		<p>Lucídio Bianchetti e Lara Carlette Thiengo aprofundam a discussão no artigo
				<italic>Pesquisa em educação: do indivíduo ao grupo/rede internacional. Apontamentos
				sobre origens e perspectivas,</italic> a partir da análise da passagem da pesquisa
			individual para a pesquisa de grupos, visando à construção de redes de pesquisa no
			contexto do Programa Institucional de Internacionalização (Capes/PrInt), discorrendo
			também sobre a importância do programa em tela como política expressiva na criação de
			uma cultura de grupo/ rede de pesquisa.</p>
		<p>Bruno Layson Ferreira Leão, Fabiana Araujo Nogueira e Alda Maria Duarte Araújo Castro, no
			artigo <italic>Internacionalização da pós-graduação no Brasil: o programa Capes
				PrInt</italic> (2018-2022), partem de um estudo exploratório sobre o tema e concluem
			destacando que o programa em questão é altamente seletivo e acaba beneficiando os
			programas mais bem-conceituados no sistema de avaliação nacional de pós-graduação do
			país, aumentando as assimetrias regionais.</p>
		<p>O texto <italic>Nem lá, nem cá: na encruzilhada das internacionalizações...</italic>, de
			autoria das pesquisadoras Martha Maria Prata-Linhares, Daniele Campos Botelho e Isadora
			Maria Oliveira Tristão, aborda políticas de internacionalização na formação docente
			vigentes no Brasil a partir de programas de cooperação internacional, indicando a
			necessidade de equilibrar abordagens econômicas e socioculturais e questionando o papel
			dos organismos internacionais e os contrastes das iniciativas de internacionalização em
			países sul-americanos.</p>
		<p>A escrita <italic>Práticas locais de internacionalização: gestão financeira e
				sociopolítica do programa Capes-PrInt</italic>, de Daniela Alves de Alves e Victor
			Mourão, traz uma visão mais afirmativa sobre o programa, asseverando que o Capes-PrInt
			promove uma dinâmica institucional de descentralização da gestão de recursos, juntamente
			com universidades, programas e grupos de pesquisa estabelecidos, em detrimento de outros
			perfis de grupos, cenário em que a internacionalização se mostra um indicador legítimo
			de avaliação da qualidade da produção acadêmica.</p>
		<p><italic>Perspectivas da internacionalização: uma análise a partir dos pressupostos
				epistemológicos</italic>, de autoria de Andrezza Cipriani, Marcia Regina Selpa
			Heinzle e Maria Elizabeth da Costa Gama, é uma escrita que busca analisar parte das
			perspectivas da internacionalização da Educação Superior a partir das “Epistemologias do
			Norte”, com uma perspectiva voltada ao intercâmbio acadêmico, e das “Epistemologias do
			Sul”, que contribuem para uma formação integral, com perspectiva decolonial, sugerindo a
			criação de redes entre os países do Sul Global, com vistas a fortalecer uma
			internacionalização solidária e intercultural e contribuir com um debate plural a esse
			respeito.</p>
		<p>No artigo <italic>Diretrizes para a internacionalização da Educação Superior em tempos
				hodiernos</italic>, Lourdes Evangelina Zilberberg Oviedo, Diego Palmeira Rodrigues e
			Maria de Lourdes Pinto de Almeida analisam as diretrizes para a Internacionalização da
			Educação Superior nos documentos da Conferência Regional de Educação Superior de 2018 e
			da Conferência Mundial de Educação Superior de 2022, nos quais identificam uma dicotomia
			entre uma concepção humanista e solidária da internacionalização e uma visão
			economicista, fundamentada nas ‘regras de mercado’ e nos princípios de desenvolvimento
			sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.</p>
		<p>No artigo <italic>Brasil e Itália: análise dos contributos da Educação Física para a
				formação do professor</italic>, para além das análises documentais, Ari Lazzarotti,
			Luana Zanotto e Attilio Carraro sinalizam outros aspectos da internacionalização, a
			partir de uma experiência de parceria internacional com perspectiva comparada sobre a
			contribuição da Educação Física em dois cursos (brasileiro e italiano) de formação
			docente na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.</p>
		<p>A partir de uma visão crítica sobre a internacionalização dos currículos na Educação
			Básica, o artigo de Juares da Silva Thiesen, <italic>Internacionalização dos currículos
				na Educação Básica: repercussões nas reformas em curso no Brasil</italic>, analisa
			as repercussões dos discursos das organizações, redes e agências internacionais nas
			políticas curriculares no Brasil em geral e, particularmente, nas reformas curriculares
			que envolvem o Ensino Médio.</p>
		<p>Ato contínuo, o artigo <italic>La educación internacional en Argentina: ¿Para qué,
				quiénes y por qué?</italic>, de Liliana Mayer, analisa uma experiência de
			Internacionalização da Educação na Argentina, em escolas de nível secundário
			pertencentes a redes internacionais e escolas binacionais, visando investigar as razões
			de aderência a essas redes e as implicações da participação em diversos programas, suas
			formas de pertencimento, bem como os conhecimentos e as competências valorizadas por
			quem participa das redes e por aqueles que ficam de fora.</p>
		<p>O texto <italic>Internacionalização do currículo: conteúdos para a formação em
				fisioterapia no Brasil e em Portugal</italic>, de Marcia Regina da Silva, Fátima
			Kremer Ferretti, Preciosa Fernandes e Carla Rosane Paz Arruda Teo, analisa os conteúdos
			de cursos de graduação em Fisioterapia na perspectiva da internacionalização do
			currículo, no Brasil e em Portugal, a partir de diretrizes nacionais e internacionais
			para a referida formação em ambos os contextos, evidenciando certa convergência de
			conteúdos e estratégias, o que permite apontar caminhos para a internacionalização do
			currículo.</p>
		<p>Ao abordar o tema do planejamento da Mobilidade Acadêmica Internacional (MAI) num curso
			de Doutorado, no artigo <italic>El proceso de planeación de una movilidad académica
				internacional: factores y actores</italic>, Leslie Adriana Quiroz Schulz e Mónica de
			la Fare consideram os principais fatores e atores deste processo indicando indicando
			quatro dimensões a considerar: financiamento e relevância das agências de fomento;
			orientação de tese, coordenação do Programa de Doutorado e outros atores; experiências
			prévias e o capital de mobilidade dos(as) doutorandos(as); e as decisões-chave dos
			agentes: temporalidade e destino.</p>
		<p>No artigo <italic>As representações sociais sobre “internacionalização” na/da Educação
				Superior: proximidade do objeto e construção social</italic>, Mateus Santos Souza e
			Natanael Reis Bomfim analisam como o pensamento e as representações sociais a respeito
			da internacionalização podem contribuir para o fortalecimento dessa política na Educação
			Superior apontam como tais representações sociais ancoram-se em seus saberes, e na
			mobilidade acadêmica desencadeada pela cooperação e por convênios que contribuem com a
			produção e difusão de conhecimentos.</p>
		<p>Na atual discussão sobre as potencialidades e os desafios das tecnologias na educação, o
			artigo <italic>A pesquisa em educação e TICs na América Latina: temáticas
				transversais</italic>, de Maria Helena Bonilla, Veronica Sofia Ficoseco e Georgina
			Ivet Durán Jiménez, aborda a constituição e a renovação das agendas de pesquisas sobre
			Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como fator de destaque nas
			políticas educativas na América Latina, evidenciando temas comuns, atravessados pelas
			políticas públicas em diversos países latino-americanos, como chaves de compreensão para
			os problemas sociais nos contextos atuais.</p>
		<p>Por fim, neste convite à leitura do Dossiê <italic>Internacionalização da
				Educação</italic>, esperamos que, no diálogo com cada autor(a) ou com cada texto
			seja possível praticar não apenas a intertextualidade, como continuidade da obra, mas
			também viver uma experiência plural e intercultural que possa promover o encontro, mesmo
			pensando e sentindo diferente, tal como sugere ou nos inspira o poeta Fernando Pessoa,
			no <italic>Livro do desassossego</italic>:</p>
		<disp-quote>
			<p>Cada um de nós é vários, é muitos, é uma pluralidade de si mesmo (...) Por isso
				aquele que despreza o ambiente não é o mesmo que dele se alegra ou padece. Na vasta
				colônia do nosso ser há gente de muitas espécies, pensando e sentindo
				diferentemente.</p>
		</disp-quote>
		<p>Agora é com o/a leitor/a. Língua, sujeito e cultura articulados e interessados em novos
			textos e novas sínteses consoantes com o desafio (inter)nacional de justiça social,
			conhecimento crítico e vida digna.</p>
	</body>
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		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>1</label>
				<p>Texto revisado e normalizado por Jonhn Mafra</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>2</label>
				<p>Cf. a <italic>Sessão Entrevista</italic> com Marília Morosini neste Dossiê.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>PESSOA, Fernando. <bold>Livro do desassossego.</bold> 2 ed.
					Jandira/SP: Principis, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PESSOA</surname>
							<given-names>Fernando.</given-names>
						</name>
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					<source>Livro do desassossego</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>Jandira/SP</publisher-loc>
					<publisher-name>Principis</publisher-name>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>KNIGHT, Jane. La internacionalización de la educación. <bold>El
						Buttletí</bold>, Barcelona, n. 75, nov., 2014. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.aqu.cat/elButlleti/butlleti75/articles1_es.html"
						>https://www.aqu.cat/elButlleti/butlleti75/articles1_es.html</ext-link>.
					Acesso em: 22 mar. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>KNIGHT</surname>
							<given-names>Jane.</given-names>
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					<article-title>La internacionalización de la educación</article-title>
					<source>El Buttletí</source>
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					<date-in-citation>Acesso em: 22 mar. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
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			<ref id="B3">
				<mixed-citation>KNIGHT, Jane. Internalization as a process of change: an interview
					with Jane Knight. <bold>ETD - Educação Temática Digital</bold>, Campinas, SP, v.
					22, n. 3, p. 529-537, jul./set., 2020. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529"
						>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529</ext-link>.
					Acesso em: 22 mar. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>KNIGHT</surname>
							<given-names>Jane.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Internalization as a process of change: an interview with Jane
						Knight</article-title>
					<source>ETD - Educação Temática Digital</source>
					<publisher-loc>Campinas, SP</publisher-loc>
					<volume>22</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>529</fpage>
					<lpage>537</lpage>
					<season>jul./set</season>
					<year>2020</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529"
							>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529</ext-link>
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					<date-in-citation>Acesso em: 22 mar. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>LEIRO, Augusto Cesar Rios; FANTIN, Monica; MOROSINI, Marília Costa.
					Internacionalização Intercultural e redes colaboratIvas: entrevista com Marília
					Morosini, uma referência da pesquisa em Internacionalização da Educação no
					Brasil. <bold>Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade.</bold> v. 33, n.
					73, jan./mar., 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LEIRO</surname>
							<given-names>Augusto Cesar Rios</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FANTIN</surname>
							<given-names>Monica</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MOROSINI</surname>
							<given-names>Marília Costa.</given-names>
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					</person-group>
					<article-title>Internacionalização Intercultural e redes colaboratIvas:
						entrevista com Marília Morosini, uma referência da pesquisa em
						Internacionalização da Educação no Brasil</article-title>
					<source>Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade</source>
					<volume>33</volume>
					<issue>73</issue>
					<season>jan./mar</season>
					<year>2024</year>
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	<sub-article article-type="translation" id="s1" xml:lang="en">
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			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>PRESENTATION</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>INTERNATIONALIZATION OF EDUCATION: WEAVING OF A
					DOSSIER</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6075-5187</contrib-id>
					<name>
						<surname>Leiro</surname>
						<given-names>Augusto Cesar Rios</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff5"/>
					<bio>
						<p>Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia. Pós-Doutorado na
							Universidade de Lisboa. Professor Pleno do Departamento de Educação II
							da Universidade do Estado da Bahia e Professor Titular da Faculdade de
							Educação da Universidade Federal da Bahia. Docente Permanente do
							Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (UNEB) e do
							Programa de Pós-Graduação em Educação (UFBA). Líder dos Grupos de
							Pesquisa FECOM/UNEB e MEL/UFBA. E-mails: <email>aleiro@uneb.br</email>;
								<email>cesarrleiro@gmail.com</email></p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-7627-2115</contrib-id>
					<name>
						<surname>Fantin</surname>
						<given-names>Monica</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff6"/>
					<bio>
						<p>Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina.
							Pós-Doutorado na Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano/Itália e
							na Universidad Lleida/Espanha. Professora Titular do Centro de Educação
							da Universidade Federal de Santa Catarina. Docente permanente do
							Programa de Pós-graduação em Educação, Linha de Pesquisa Educação e
							Comunicação da UFSC. Líder do Grupo de Pesquisa Núcleo Infância,
							Comunicação, Cultura e Arte. E-mail:
								<email>monica.fantin@ufsc.br</email></p>
					</bio>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff5">
				<institution content-type="original">Universidade do Estado da Bahia, Universidade
					Federal da Bahia</institution>
			</aff>
			<aff id="aff6">
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa
					Catarina</institution>
			</aff>
		</front-stub>
		<body>
			<p>When<xref ref-type="fn" rid="fn7">1</xref> faced with tensions in a world in conflict
				due to social, economic, and cultural inequalities, reflecting on the needed
				conditions to develop and strengthen new regards about the educational/formative
				processes that promote glocal dignity leads us to question unsettling issues in the
				internationalization of education. In an increasingly (multi)polarized world, the
				doubts about human rights and the democratic system show the urgency of rethinking
				the meaning of education during major transformations/transitions, as well as its
				frailties, strengths, and power.</p>
			<p>In this sense, this Dossier gathers articles that reflect and widen the substantial
				debate about the internationalization of education in K-12 and higher education in
				different contexts based on several experiences and investigative perspectives. The
				initial proposal, thought of since 2021, became a reality and now reaches readers
				everywhere through the pages of the prestigious <italic>Revista da FAEEBA - Educação
					e Contemporaneidade</italic> from UNEB. It offers a highly qualified selection,
				deepening the macro-field that intercrosses Education and Internationalization.</p>
			<p>Given the theme’s political-academic relevance nowadays and the tense context
				worldwide, this Dossier gathers texts that chose the Internationalization of
				Education as a key concept during a civilization crossroads and constant
				transformations.</p>
			<p>As a concept and a strategic agenda, internationalization is a relatively new, broad,
				and varied phenomenon. Though it is strongly related to the internationalization of
				higher education, it encompasses a dynamic combination of political, economic,
				sociocultural, and academic motivations of different social subjects.</p>
			<p>Considering the polysemy of multiple conceptual interpretations involving the
				institutional, sectorial, and national levels, Knight defines
					<bold>internationalization</bold> as “the process of integrating international,
				intercultural, and global dimensions into the purpose, primary functions
				(teaching/learning, research, and service to society) and delivery at the
				institutional and system-level.” (2020:532)<xref ref-type="fn" rid="fn8"
				>2</xref></p>
			<p>From this catalyzing process of relationships among nations, people, cultures,
				institutions, and systems, Knight unfolds her understanding of the
					<bold>internationalization of higher education</bold> as the “process of
				integrating an international, intercultural, and global dimension to the objects,
				the teaching/learning, the research, and the roles and services to a university or a
				system of higher education.” (2014)<xref ref-type="fn" rid="fn9">3</xref></p>
			<p>Among the diversity and the plurality of concepts, terms, definitions, and
				interpretations about the Internationalization of Education, we highlight the
				importance of understanding the meaning of process and complexity involving academic
				and intercultural multidimensionality and its effervescence.</p>
			<p>The writings about the internationalization of education systematized here are
				historically situated in the social space-time we are experiencing and propose a
				lively reflection anchored in the (inter)national conjecture. The questions that
				triggered and inspired the theme of this issue, “internationalization of education,”
				gained even more steam in the last years.</p>
			<p>Among the many challenges of contemporary education in general and the
				internationalization of education processes in particular, it is essential to
				consider the political and pedagogical implications of these intercultural movements
				producing and socializing knowledge. We should reflect on the partnerships,
				cooperation agreements, and research networks to better understand the
				internationalization networks and overcome the several forms of exclusion.</p>
			<p>In a context where cooperation is urgent and affirms itself as a current and
				civilized condition to understand education in the world better, one must question
				the institutional, local, regional, national, and international interests, their
				different levels (academic, economic, political, social, collective, and
				individual), types of subjects and their roles, as well as their indications for
				public policies and their regulations in the different forms of the
				internationalization of education. Forms and possibilities that are sometimes
				difficult, concerning the physical mobility among borders, cultures, and languages,
				as well as the ethical, aesthetical, epistemological, and political fundaments.</p>
			<p>On the one hand, the recent COVID-19 pandemic has strongly affected the possibilities
				of internationalizing education as academic mobility (“at home,” abroad, or
				“transborder”) and experiences between courses, studies, universities, and
				countries. Conversely, we see the power of different and innovative exchanges that
				allow other shapes and dialogues, for instance, the experiences of open
				universities, <italic>webinars, lives</italic>, free <italic>online</italic>
				courses, and many other initiatives building a “digital solidarity” and
				consolidating other cooperation practices.</p>
			<p>During the extraordinary post-pandemic times, no country could feel genuinely safe
				when faced with the spread of new contamination waves and their variants. Even in
				the ongoing emergency, specific appeals for solidarity hardly prevail over national
				interests, even though global cooperation is not synonymous with altruism; how can
				we perceive the international interests or the different forms of
				internationalization of education?</p>
			<p>As a result of the global sanitary emergency we have been living in since 2020,
				several countries have been rethinking the meaning of mobilities and the transit
				between borders, even halting displacements. However, they gradually return through
				some devices (e.g., vaccine passports). Worldwide, the marks of uncertainty and
				political, economic, and social instability have worsened, compromising mobility
				possibilities.</p>
			<p>In this scenario, when considering that K-12 and Higher education have changed their
				policies and curricula in recent years, together with the context of new realities,
				conflicts, and geopolitical restrictions, we are confronted by the challenge of
				understanding the internationalization of the teaching-learning process, the
				curriculum, and students’ intercultural and global competencies, as <xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Knight (2020)</xref> emphasizes<xref ref-type="fn"
					rid="fn10">4</xref>. Similarly, we have also observed changes in the focus of
				the academic mobilities (by students, programs, and service providers), in the
				possibilities of international branches, agreements of university franchise,
				universities, and joint programs (undergraduate and post-graduate), internships,
				virtual classes, and MOOCs, among others, which show the benefits of student
				mobility.</p>
			<p>However, such possibilities become even more complex when we are experiencing
				significant turbulences, with frontiers closing due to geopolitical or sanitary
				reasons, catastrophes, wars, and conflicts in which intercultural, racial, and
				religious tensions seem to increase daily. Such a scenario requires other forms of
				international academic cooperation besides mobility, as <xref ref-type="bibr"
					rid="B3">Knight (2020:532)</xref> points out. Therefore, she reaffirms the
				importance of understanding “internationalization as a process of change” and,
				consequently, a way to transform education for the better - with greater access,
				international collaboration in the investigations regarding the global and local
				challenges, and other formation projects that can prepare the next generation to
				become “citizens of the world.”</p>
			<p>By reaffirming internationalization as a process of change, this dossier seeks to
				reflect/ discuss different realities involving the internationalization of
				education, the international networks of researchers, and the effectiveness of
				academic exchanges, during and after the pandemic and the emergency context. After
				all, we are subjects of a historical moment that can mean a game change in our lives
				and leave marks, compromising or strengthening the internationalization process of
				education.</p>
			<p>The theoretical marks and perspectives of internationalization discussed in this
				Dossier move over different themes: the role of International Bodies and the sector
				management (K-12 and Higher Education) as debate possibilities; the international
				networks of knowledge, teaching and researching, and agreements of international
				cooperation; epistemological assumptions, methodologies/approaches, and several
				practices (scientific, artistic, and cultural development between courses,
				universities, communities, and countries); studies on the internationalization
				processes in a historical perspective of national and international bodies; subjects
				and contexts of education internationalization (pedagogies, school culture, identity
				territories); internationalization, diversities, and exclusion (dialogues with
				migrants, refugees, native and African-Indigenous peoples), and decolonial
				perspectives; as well as Internationalization, networks, digital technologies and
				culture (modalities of remote education, online, and hybrid, and innovative
				practices).</p>
			<p>Thus, the texts translate and interpret different realities and contribute with
				diverse reflections and meaningful experiences that can inspire new studies and
				raise other perspectives about some challenges in education internationalization,
				its practices, and studies. Reflections that evidence the importance of
				interdisciplinary investigations in the changing world of contemporary education, in
				which different dimensions of international and intercultural education and their
				networks (Morosini,2024)<xref ref-type="fn" rid="fn11">5</xref> can establish
				meaningful contributions to the debate.</p>
			<p>Given the power and singularity of the texts, which can be read in any order, we
				sought to organize the Dossier by articulating the themes in dialogue or
				contraposition.</p>
			<p>We start with the reflection of Dr. Jane Knight, a great international reference in
				this field of studies, recurrently cited in the texts of this Dossier, and conclude
				with the Interview Session with Marília Morosini - another reference in the area,
				also widely cited in the articles - who favored us with a talk about intercultural
				and network internationalization.</p>
			<p>Jane Knight’s article approaches the concept of “knowledge diplomacy” in
					“<bold>Understanding and Applying the Key Elements of Knowledge Diplomacy: The
					Role of international higher education, research, and Innovation in
					international relations</bold>.” Her reflection about International Higher
				Education, Research, and Innovation reveals the increasing complexity and
				interconnectivity of the relationships between countries, calling attention to the
				lack of studies on the intercession of such evolving phenomena and meeting the theme
				from the concept of knowledge diplomacy instead of <italic>soft power</italic> to
				emphasize the construction of collaborative, reciprocal, and mutually beneficial
				relations.</p>
			<p>The text <bold>“The importance of collaborative networks in the internationalization
					process of higher education”</bold> from Sirlei de Lourdes Lauxen, Jocélia
				Martins Marcelino, and Luisa Cerdeira analyzes the contribution of collaborative
				networks pointing out that the economic, political, social, and cultural
				interactions between different countries allow seeking the academic cooperation in
				Higher Education Institutions (HEI) to favor the internationalization process of
				Higher Education.</p>
			<p>In the article <bold>Alfamed International Network: an Euro-American proposal for
					education and communication,</bold> Elizabeth Guadalupe Rojas Estrada, Ignácio
				Aguaded, Paula Renés-Arellano, and Gabriela Borges present aspects of the Red work
				in 19 countries seeking to promote a global community of researchers that approach
				the emerging challenges of the media ecosystem in a critical, creative, and ethical
				way, emphasizing the relevance and benefits of this type of academic structure based
				on this proposed model of internationalization.</p>
			<p>Lucídio Bianchetti and Lara Carlette Thiengo deepened the discussion in the article
					<bold>Research in Education: From the Individual to the Group and International
					Network. Notes on origins and perspectives,</bold> based on the analysis of the
				transition between individual research to group research, seeking to build research
				networks in the context of the <italic>Programa Institucional de
					Internacionalização</italic> (CAPES/PrInt), highlighting the importance of this
				program as an expressive policy in the creation of a culture of research
				group/system.</p>
			<p>Bruno Layson Ferreira Leão, Fabiana Araujo Nogueira, and Alda Maria Duarte Araújo
				Castro, in the article <bold>Internationalization of postgraduation in Brazil: the
					CAPES PRINT Program (2018-2022),</bold> start from an exploratory study about
				the theme and conclude by highlighting that the program is highly selective and ends
				up benefiting the most well-regarded program in the system of national evaluation of
				the country’s post-graduation, increasing regional asymmetries.</p>
			<p>The text <bold>Neither nothing nor everything: at the internationalizations’
					crossroads</bold>, from the researchers Martha Maria Prata-Linhares, Daniele
				Campos Botelhoa, and Isadora Maria Oliveira Tristão approach internationalization
				policies in teacher education in Brazil from the international cooperation programs
				indicating the need to balance economic and sociocultural approaches and questioning
				the role of international bodies and the contrasts of internationalization
				initiatives in South-American countries.</p>
			<p><bold>Local Practices of internationalization: CAPES-Print Program’s Financial and
					sociopolitical management,</bold> from Daniela Alves de Alves and Victor Mourão,
				brings a more affirmative perspective, considering that the program promotes an
				institutional dynamic of decentralizing the management of resources allied with
				universities, programs, and research groups established in despite of other group
				profiles. Furthermore, it states that internationalization would be a legitimate
				evaluation indicator of quality in academic production.</p>
			<p><bold>Perspectives on internationalization: an analysis based on epistemological
					assumptions,</bold> signed by Andrezza Cipriani, M. Regina Selpa Heinzle, and
				Maria Elizabeth da Costa Gama aims to analyze part of the internationalization
				perspectives in Higher Education from the “North Epistemologies” assumptions, in a
				perspective towards the academic exchange and the “South Epistemologies” which would
				contribute for a integral formation with a decolonial perspective, suggesting the
				creation of networks between the countries of the global South seeking to strengthen
				a solidary and intercultural internationalization and relatively contribute with a
				plural debate about the topic.</p>
			<p>In the article <bold>Guidelines for Internalization of Higher Education in
					Contemporary Times,</bold> Lourdes Evangelina Zilberberg Oviedo, Diego Palmeira
				Rodrigues, and Maria de Lourdes Pinto de Almeida analyze the guidelines for the
				internationalization of Higher Education in the documents of the 2018 Regional
				Conference on Higher Education and the 2022 World Higher Education Conference. They
				observe a dichotomy between a humanist and solidary conception of
				internationalization and an economic perspective grounded in the “market rules” and
				the principle of sustainable development of the Agenda 2030 of the United
				Nations.</p>
			<p>In the article <bold>Brazil and Italy: analysis of the contributions of physical
					education in teacher education for preschool and elementary school</bold>,
				bByond the documental analysis, Ari Lazzarotti, Luana Zanotto, and Attilio Carraro
				signalize other internationalization aspects from an experience of an international
				partnership with a compared perspective about the contribution of Physical Education
				in two courses (Brazilian and Italian) of teacher education in Childhood Education
				and Elementary schools.</p>
			<p>From a critical view of the internationalization of curricula in K-12 education, the
				article from Juares da Silva Thiesen, <bold>Internationalization of curricula in
					basic education: repercussions on the ongoing reforms in Brazil</bold>, analyzes
				the repercussions of discourses in the organizations, networks, and international
				agencies in the curriculum policies in Brazil in general and, in particular, the
				curriculum reforms involving High School.</p>
			<p>The article entitled <bold>InternationaL education in Argentina: What for, for Whom
					and Why?, from</bold> Liliana Mayer, analyzes an international experience of
				education in Argentina with secondary schools from international and binational
				schools seeking to investigate the reasons to participate in these networks and the
				implications of the participation in programs, forms of belonging, and the knowledge
				and competencies valued by those participating in the networks and those that do
				not.</p>
			<p>The text <bold>Internationalization of the curriculum: contents for physiotherapy
					training in Brazil and Portugal</bold> from Marcia Regina da Silva, Fátima
				Kremer Ferretti, Preciosa Fernandes, and Carla Rosane Paz Arruda Teo, analyzes the
				contents of undergraduate Physical Therapy courses in Brazil and Portugal under the
				perspective of curriculum internationalization, based on national and international
				guidelines for this training in both contexts, pointing out a convergence on the
				content and strategies that point out pathways for the curriculum
				internationalization.</p>
			<p>By approaching the theme of planning International Academic Mobility (IAM) in a Ph.D.
				program, the article <bold>The planning process of international academic mobility:
					Factors and actors,</bold> Leslie Adriana Quiroz Schulz, Mónica de la Fare
				considers the main factors and actors of this process. The results indicate the
				importance of four dimensions: funding and relevance of funding agencies; thesis
				advisory and coordination of the Ph.D. Program and other actors; previous
				experiences and Ph.D. candidates’ mobility capital; and the agents’ critical
				decisions: time and destination. In the article <bold>Social Representations about
					“internationalization” in Higher Education: proximity to the object and social
					construction,</bold> Mateus Santos Souza and Natanael Reis Bomfim analyze how
				the thought and social representations about internationalization can contribute to
				strengthening this policy in Higher Education and point out how these social
				representations ground themselves in different types of knowledge and in the
				academic mobility triggered by cooperation and agreements, which contribute to
				knowledge production and dissemination.</p>
			<p>In the current discussion about the potentialities and challenges of education
				technologies, the article <bold>Research in Education and ICT in Latin America:
					cross-cutting themes,</bold> from Maria Helena Bonilla, Veronica Sofia Ficoseco,
				and Georgina Ivet Durán Jiménez, approaches the establishment and renovation of
				research agendas about Education and Information and Communication Technologies
				(ICT) as a prominent factor in education policies in Latin America, highlighting
				common themes crossed by public policies in several Latin-American countries as keys
				to understand social problems in current contexts.</p>
			<p>Finally, we hope that the reading and dialogue with each author and text of the
				Dossier Internationalization of Education can allow not only the intertextuality and
				the continuity of the work but also a plural and intercultural experience that can
				promote encounters, even when thinking and feeling differently, as the poet suggests
				or inspires us:</p>
			<p><italic>Each of us is several, is many, is a profusion of selves (…) In the vast
					colony of our being there are many species of people who think and feel in
					different ways.</italic> (Fernando Pessoa, The Book of Disquiet)</p>
			<p>Now it’s up to the reader. Language, subject and culture articulated and interested
				in new texts and new syntheses in line with the (inter)national challenge of social
				justice, critical knowledge and dignified life.</p>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn7">
					<label>1</label>
					<p>Translation by Viviane Ramos</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn8">
					<label>2</label>
					<p>Internalization as a process of change: an interview with Jane Knight. In
						Souza, C.S.S; Abba, M.J.; Streck, D.R. <bold>ETD</bold>, Campinas, SP v.22
						n.3 p. 529-537 jul./set. 2020 Available at: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529"
							>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529</ext-link>.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn9">
					<label>3</label>
					<p>In Knight, J. <bold>La internacionalización de la educación (2014).</bold>
						<italic>2014).</italic> Available at: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.aqu.cat/elButlleti/butlleti75/articles1_es.html"
							>https://www.aqu.cat/elButlleti/butlleti75/articles1_es.html</ext-link></p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn10">
					<label>4</label>
					<p>Internalization as a process of change: an interview with Jane Knight. In
						Souza, C.S.S; Abba, M.J.; Streck, D.R. <bold>ETD</bold>, Campinas, SP v.22
						n.3 p. 529-537 jul./set. 2020. Available at: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529"
							>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1676-25922020000300529</ext-link>.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn11">
					<label>5</label>
					<p>See the Session Interview with Marília Morosini in this Dossier.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>
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