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				<journal-title>Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</journal-title>
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					<subject>Editorial</subject>
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						<surname>Nonato</surname>
						<given-names>Emanuel do Rosário Santos</given-names>
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				<year>2024</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
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		<p>A produção científica em Educação no Brasil encontra espaço propício e qualificado para
			sua difusão no vasto e complexo ecossistema de periódicos científicos nacionais,
			construído com grande esforço ao longo dos anos pela comunidade científica da Área de
			Educação. Com razão, orgulhamo-nos de possuir um parque editorial científico robusto e
			de grande qualidade. Entretanto, isto não impediu que os pesquisadores em Educação do
			Brasil encontrassem em periódicos estrangeiros espaços igualmente receptivos para a
			publicação de suas pesquisas. Neste sentido, podemos dizer que a comunidade científica
			da Área de Educação articula de modo saudável e maduro a busca pela internacionalização
			de sua produção científica com a valorização dos periódicos nacionais da área. Para
			isto, tem sido imprescindível a autonomia da área no que concerne aos instrumentos de
			avaliação da qualidade da produção científica, bem como dos periódicos científicos, da
			Área de Educação.</p>
		<p>Contudo, a subordinação que se anuncia das Ciências Humanas, e da Educação em especial, a
			critérios e procedimentos de avaliação sem tradição em nossa área e sem uma profunda e
			ampla discussão com nossa comunidade científica representa um grave perigo para a
			higidez do parque editorial científico brasileiro na Área de Educação. Não obstante a
			validade das razões manejadas por aqueles que defendem novos critérios para a avaliação
			da produção científica nacional - critérios normalmente fundamentados na tradição de
			suas áreas de conhecimento -, bem como a razoabilidade da preservação de instrumentos,
			critérios e procedimentos homogêneos para a avaliação de toda a produção científica
			brasileira, parece-nos indefensável o avanço de propostas de mudanças radicais no modo
			como os periódicos científicos são avaliados sem considerar o parecer dos pesquisadores,
			editores científicos e coordenadores de programas de pós-graduação de todas as áreas,
			dentre outros atores centrais do processo. A simples aprovação de mudanças tão
			estruturantes a partir de instâncias superiores nas quais as Ciências Humanas, e a
			Educação em especial, são tradicionalmente subrepresentadas, constitui-se em mera
			aparência de legitimidade.</p>
		<p>Importa também destacar o impacto que as mudanças aventadas terão na avaliação dos
			programas de pós-graduação da Área de Educação como desdobramento imediato da alteração
			do modo de avaliar a produção dos pesquisadores, sejam eles docentes, estudantes ou
			egressos dos programas de pós-graduação. Tais mudanças alterarão profundamente o
			equilíbrio da área, causando graves dificuldades a não poucos programas. Por óbvio, isto
			não quer dizer que o sistema atual não deva ser aperfeiçoado: a contínua revisão dos
			critérios e procedimentos de avaliação da produção e dos periódicos científicos é ponto
			pacífico na comunidade.</p>
		<p>Por tudo isto, parece-nos crucial chamar a atenção dos pares para a necessidade de uma
			ampla e profunda discussão sobre o modelo atual de avaliação dos periódicos científicos,
			bem como de um posicionamento da comunidade científica em relação à mudança radical que
			se anuncia e que, a nosso sentir, não reflete os melhores interesses e a tradição da
			Área de Educação.</p>
		<sig-block><sig>Emanuel do Rosário Santos Nonato<break/> Editor Chefe<break/> Universidade
				do Estado da Bahia</sig></sig-block>
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