FORMAÇÃO DOCENTE E A IMERSÃO NA “LUDICIDADE DECOLONIAL”
Resumo
Este artigo apresenta o curso de extensão Experimentação Lúdica: Letramento Literário e a Formação Docente na Brinquedoteca Brincança, desenvolvido no âmbito do Departamento de Educação – Campus XIII da Universidade do Estado da Bahia, com o objetivo de valorizar a ludicidade como direito fundamental da criança e ferramenta pedagógica essencial para seu desenvolvimento integral. A proposta parte da premissa de que o brincar é não apenas um direito, mas também um meio de fomentar a criatividade e a autoria na prática docente. A partir da articulação entre os conceitos de ludicidade e criatividade (Winnicott, 1975, 1982) e a perspectiva decolonial (Walsh, 2009), buscou-se ampliar o campo de atuação docente por meio de práticas críticas e interculturais. O curso propôs uma abordagem inovadora ao reconhecer o direito à ludicidade como elemento essencial da formação humana e da prática pedagógica, especialmente entre docentes em início de carreira ou em formação continuada. As discussões apresentadas neste trabalho destacam a relevância das práticas pedagógicas decoloniais na construção de uma educação mais inclusiva e reflexiva. Os resultados evidenciam a importância da extensão universitária como espaço formativo potente, capaz de ampliar o repertório profissional de docentes e futuros docentes, incentivando práticas educativas mais críticas, sensíveis e emancipatórias. Conclui-se que o curso constituiu uma experiência formativa inédita e transformadora, promovendo vivências teórico-práticas que valorizam o lúdico e o letramento literário, rompendo com modelos tradicionais de leitura e incentivando a inclusão cultural.
Palavras-chave: Criatividade. Lúdico. Decolonial. Prática docente.