DESAPARECIDO OU DESERTOR?

UMA ANÁLISE CONSTITUCIONAL E INTERDISCIPLINAR DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 92 DA LEI Nº 880/1985 À LUZ DOS DIREITOS HUMANOS E DA EMOCIONALIDADE FAMILIAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52579/diapi.v7i1.26706

Palavras-chave:

Direitos humanos, Deserção, Dimensão Emocional, Corpo de Bombeiro Militar

Resumo

Este ensaio teórico objetiva a análise crítica do parágrafo único do artigo 92 da Lei nº 880/1985, Estatuto dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro (Brasil), à luz da Constituição Federal de 1988. O dispositivo estabelece que a condição de desaparecimento somente será reconhecida na ausência de indícios de deserção, mecanismo que inverte o ônus da prova e pode gerar graves impactos sociais e emocionais para militares e suas famílias. O estudo adota metodologia qualitativa e interdisciplinar, articulando direito penal militar, constitucionalismo e registros jornalísticos. A discussão se dá a partir de uma narrativa ficcional que demonstra hipótese real de acontecimento, associada a registros jornalísticos, estudos científicos e doutrina constitucional. O trabalho problematiza a compatibilidade da norma com o princípio da presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e o direito à honra. Propõe-se uma reflexão interdisciplinar entre direito, políticas públicas e emocionalidade, demonstrando como o enquadramento precoce como desertor pode produzir consequências jurídicas, econômicas e simbólicas, inclusive na exclusão de benefícios previdenciários e na estigmatização social. Em conclusão, são recomendados maiores subsídios normativos e robustecimento de arcabouço legal de práticas administrativas que assegurem ferramentas aos agentes administrativos para que, em face do princípio da legalidade estrita, possam desenvolver ações que convirjam para manutenção da honra da pessoa desaparecida e aos direitos fundamentais dos militares e de suas famílias.

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Biografia do Autor

Bruna Reis Monteiro, Universidade Federal Fluminense

Profissional com formação superior em Administração Pública pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e pelo Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). Graduanda em Direito pelaFaculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. Mestrado em Defesa e Segurança Civil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com dissertação já defendida e em fase de depósito. Atua como Analista Jurídica na Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Defesa Civil e do CBMERJ, com experiência no suporte à elaboração de pareceres jurídicos para a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, análise de processos administrativos e disciplinares para o CBMERJ e para a SEDEC, formulação normativa e assessoramento técnico, jurídico, administrativo e analítico de risco e tomada de decisão de agentes públicos e autoridades. Participa ativamente do desenvolvimento de instrumentos administrativos e acadêmicos voltados à gestão pública, à proteção da sociedade civil e ao desenvolvimento social. Possui produção acadêmica voltada à interseção entre Direito, Administração Pública, Gestão de Riscos e Desastres e Direitos Humanos, com ênfase em temas como presunção de inocência, honra funcional, gestão de recursos humanos, Processo de Hierarquia Analítica, tomada de decisão e responsabilidade estatal em cenários de desaparecimento e desastres.

Irineu Carvalho de Oliveira Soares, Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

Pós-Doutorado em Direito e Negócios pela Universidade Federal Fluminense (2023). Doutor em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (2019). Mestre em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (2014). Graduou-se em Direito pelo Centro Universitário da Cidade (2011), onde desde o 3 período foi bolsista de iniciação científica. Professor de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, desde 2014, e das Faculdades São José, desde 2013. Coordenador Adjunto dos Cursos de Segurança Pública e Gestão em Segurança Privada do Centro Universitário São José. Coordenador de Pesquisa no Curso de Direito das Faculdades São José (2013 - atual) e da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio (2014 atual). Professor do Curso de Direito do Centro Universitário Internacional Signorelli (2025 - Atual). Participou de projeto de pesquisa sobre mediação extrajudicial de conflitos, especificamente na favela de Rio das Pedras (2008-2014), onde prestou serviços de orientação jurídica gratuita e desempenhou a função de mediador comunitário. Integrante do Laboratório Fluminense de Estudos Processuais LAFEP/UFF (2012 - atual). Consultor do Jornal Comunitário A Voz de Rio das Pedras (2013 - 2014). Membro da Comissão de Mediação de Conflitos da OAB/RJ (2013 - 2018).

Isabelli Maria Gravatá Maron, Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

Doutora em Direito Político e Econômico na Universidade Presbiteriana Machenzie (São Paulo - campus Higienópolis). Mestre em Direito Público pela Universidade Estácio de Sá; Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Faculdade Cândido Mendes e graduada em Direito pela Faculdade Cândido Mendes. Autora da CLT Organizada da LTr Editora. Coordenadora Adjunta do curso de Direito e Responsável pelo Serviço de Atendimento de Egressos da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. Professora Assistente Mestre I de Direito do Trabalho, Processo do Trabalho dos cursos de Graduação em Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. Professora da Pós Graduação de Direito e Processo do Trabalho e Previdenciário da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-06-04

Como Citar

REIS MONTEIRO, B.; CARVALHO DE OLIVEIRA SOARES, I.; MARIA GRAVATÁ MARON, I. DESAPARECIDO OU DESERTOR? : UMA ANÁLISE CONSTITUCIONAL E INTERDISCIPLINAR DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 92 DA LEI Nº 880/1985 À LUZ DOS DIREITOS HUMANOS E DA EMOCIONALIDADE FAMILIAR. Diálogos e Perspectivas Interventivas, [S. l.], v. 7, n. 1, p. e26706, 2026. DOI: 10.52579/diapi.v7i1.26706. Disponível em: https://revistas.uneb.br/dialogos/article/view/26706. Acesso em: 5 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Educação, Intercultura e Emocionalidade: Diálogos em evolução