(RE)PENSANDO TERRA, CORPO E TEMPO
algumas ferramentas analíticas anti-branquidade
DOI:
https://doi.org/10.38090/recs.2595-9980.2020.v3.n5.25-39Resumo
Este artigo apresenta algumas ferramentas analíticas para uma produção anti-branquidade, a partir de três eixos de reflexão: terra, corpo e tempo. No que diz respeito à terra, argumenta acerca da importância de considerar processos de remoção como banimento racial. Apresenta a ontologia combativa como concepção de corpo anti-branquidade. Por fim, apresenta o afrofuturismo como perspectiva de tempo confluente que reconhece a transfluência, nos termos de Bispo (2015).
Downloads
Referências
ABREU, Tenner Inauhiny de. Marcas da escravidão: condições físicas e saúde dos trabalhadores escravos nos anúncios de fuga nos Periódicos na Província do Amazonas. Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos, ano 14, n. 1, pp. 6-22 jan-jun 2014.
ALVES, Jaime. From necropolis to blackpolis: necropolitical governance and black spatial praxis in São Paulo, Brazil. Antipode, vol. 46, n. 2, 2014.
AMANTINO, Márcia. As condições físicas e de saúde dos escravos fugitivos anunciados no Jornal do Commercio (RJ) em 1850. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 14, n. 4, pp.1377-1399, out-dez 2007.
ANZALDÚA, Gloria. Borderlands/ La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987.
BENTO, Maria Aparecida Silva. “Branqueamento e branquitude no Brasil”. In: I. Carone e M. A. S. Bento (orgs.). Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2002.
BISPO, Antonio. Colonização, quilombos: modos e significações. Brasília: INCTI/ UnB/ INCT/ CNPq/ MCTI, 2015.
BORGES, Antonádia. Very Rural Background: os desafios da composição-terra da África do Sul e do Zimbábue à chamada Educação Superior. Revista de Antropologia. vol. 63 (3) –Set-Dez/ 2020.
BORGES, A.; COSTA, A. C.; COUTO, G.; CIRNE, M.; LIMA, N.; VIANA, T.; PATERNIANI, S.. Pós-Antropologia: as críticas de Archie Mafeje ao conceito de alteridade e sua proposta de uma ontologia combativa. Sociedade e Estado (UnB. Impresso), v. 30, 2015.
CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do Outro como Não-Ser como fundamento do Ser. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo: São Paulo, 2005.
CÉSAIRE, Aimé. [1955] Discurso sobre o colonialismo. Lisboa: Liv. Sá da Costa Ed., 1978.
CORRÊA, Mariza. As ilusões da liberdade: a Escola Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil. Bragança Paulista: Edusf, 1998.
DERY, Mark. Black to the future: Interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate, and Tricia Rose. 1994.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
FREITAS, Kênia; MESSIAS, José. O futuro será negro ou não será: Afrofuturismo versus Afropessimismo –as distopias do presente. Imagofagia – Revista de la Asociación de Estudios de Cine y Audiovisual, vol. 17, 2018.
FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos. Rio de Janeiro/Brasília: J. Olympio/INL, [1936] 1977.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio. Democracia racial: o ideal, o pacto e o mito. Anais do 25o Encontro Anual da ANPOCS, Caxambu, 2001.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio. Racismo e Anti-Racismo no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, vol. 43, nov 1995.
GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, vol. 92/93, pp. 69-82, jan-jun 1988.
HARRIS, Cheryl. Whiteness as Property. Harvard Law Review, vol. 106,n. 8, 1993.
HASENBALG, Carlos. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
IMARISHA, Walidah. Reescrevendo o futuro: usando ficção científica para rever a justiça. Trad. de jota mombaça. São Paulo: Oficina Imaginação Política/Fundação Bienal de São Paulo, 2015.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
MAFEJE, Archie. Africanity: a combative ontology. Codesria Bulletin, n. 3-4, 2008.
MARICATO, Ermínia. Habitação e cidade. São Paulo: Atual Editora, 1997.
MARTINS, José de Souza. [1978] O cativeiro da terra. São Paulo: Contexto, 2013.
MARX, Karl. [1867] A chamada acumulação primitiva. O capital. Crítica da economia política, vol. I. São Paulo: Edição Nova Cultural, 1996.
MBEMBE, Achille. Critique of Black Reason. Durham: Duke University Press, 2017.
MBEMBE, Achille. Necropolitics. Public Culture, vol. 15, n. 1, pp. 11-40, 2003.
MOURA, Clóvis. Brasil: raízes do protesto negro. São Paulo: Global, 1983.
NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
NASCIMENTO, Abdias do. Discurso pronunciado na Associação Brasileira de Imprensa, em 26/08/1950, Quilombo, Rio de Janeiro, ano II, no 10, jun-jul 1950.
PATERNIANI, Stella. São Paulo cidade negra: branquidade e afrofuturismo a partir de lutas por moradia. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Universidade de Brasília: Brasília, 2019.
PATERNIANI, Stella. Da branquidade do Estado na ocupação da cidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais (Online). v. 31, n. 91, 2016.
ROY, Ananya. Dis/possessive collectivism: Property and personhood at city’s end. Geoforum, vol. 80, pp. A1–A11, 2017.
SCHUCMAN, Lia. Entre o ‘encardido’, o ‘branco’ e o ‘branquíssimo’: raça, hierarquia e poder na construção da branquitude paulistana. Tese (Doutorado em Psicologia Social). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo: São Paulo, 2012.
SILVA, Mário Augusto Medeiros da. A descoberta do insólito: literatura negra e literatura periférica no Brasil (1960-2000). Tese (Dourado em Sociologia). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas: Campinas, 2011.
WAGLEY, Charles. Introduction. In: WAGLEY, Charles (org.). Race and Class in Rural Brazil, Nova York: Columbia University Press, 1952.
WYNTER, Sylvia. The Re-Enchantment of Humanism: An Interview with Sylvia Wynter (por David Scott). small axe8, setembro 2000, pp. 119-207.
WYNTER, Sylvia. On How We Mistook The Map for the Territory, and Re-Imprisoned Ourselves in Our Unbearable Wrongness of Being, of Désêtre – Black Studies Toward the Human Project. In: Gordon, L. e Gordon, J (orgs.). Not Only the Master’s Tools – African-American Studies in Theory and Practice. Boulder/Londres: Paradigm Publishers, 2006.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Stella Zagatto Paterniani

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que encaminham os textos para a submissão nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Ao encaminharem os textos para a revista implica na autorização dos autores para a publicação.
- A aceitação para a publicação implica na cessão de direitos de primeira publicação para a revista. Autores mantém os direitos autorais.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- A revista RECS estimula e permite que os autores publiquem e distribuam seu trabalho em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores dos textos assumem que são autores de todo o conteúdo fornecido na submissão e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.
- A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista é permitida desde que citada à fonte de publicação original.
O conteúdo dos artigos é de estrita responsabilidade de seus autores, os mesmos ao submeterem assumem a responsabilidade de todo o conteúdo fornecido na submissão, e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.
