A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO RESISTÊNCIA ESTÉTICO-POLÍTICA EM GOIÁS

uma experiência em escolas pública em Goiás

Autores

Palavras-chave:

Contação de histórias, oralidade, decolonialidade, escolas goianas

Resumo

O artigo investiga a contação de histórias como prática de resistência estética e política em escolas públicas de Goiás, a partir da experiência do grupo Teatro Destinatários. Utiliza abordagem qualitativa, interpretativista e narrativa, com observação das ações em escolas públicas periféricas. Conclui que a prática promove formação crítica, fortalece identidades étnico-raciais, além de tensionar currículos eurocentrados, evidenciando seu potencial pedagógico e decolonial.

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Biografia do Autor

Jessika Hannder Borges, rograma de Pós-graduação em Artes, Culturas e Tecnologias (PPG ACT) da Universidade Federal de Goiás

Multiartista Goiana/ afroempreendedora - Atriz, performer, contadora de historia, produtora e arte-educadora, licenciada em Artes Cênica pela Universidade Federal de Goiás. Doutoranda do PPG em Artes, Culturas e Tecnologias, Mestre em Artes da Cena por esta mesma universidade. Pós graduada em Psicopedagogia institucional e clinica e Ensino de artes: técnicas e procedimentos , especialista em maquiagem, consultoria de imagem e Personal Stylist. Co-Fundadora e Integrante do grupo Teatro Destinatário desde 2011.No ano de 2019 atuou como professora Substituta no DEI (Departamento de Educação Infantil) CEPAE UFG -GO.De 2017 a 2021 esteve como professora de teatro na Escola do Futuro em Artes Basileu França, atuando no curso Técnico em Artes Dramáticas e no Curso de Formação Inicial Continuada, ministrando as disciplinas de opções e concepções estéticas do espetáculo (cenografia, figurino e maquiagem) e corpo, expressão, ritmo e movimento I e II.Diretora de estúdio na TV SAGRES GOIÂNIA (2023), dirigindo as video aulas do projeto SER GOIÁS e DESAFIO CRESCER.Membra ABRACE ( Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas ) e APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro).Colabora como parecerista ad hoc no periódicos da Área de Artes, artes visuais e arte-educação REBENTO, unesp. Curadora no cine clube Luluzinha.Indicada pelo programa de pós-gradução em artes da cena como egressa de destaque no formulário de avaliação do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da Plataforma Sucupira referente ao quadriênio 2021-2024, por sua atuação e produção em artes da cena.

Geyzon Rodrigues, PPGE-UFG

Doutorando (PPGE/FE/UFG). Mestre Educação (PPGE/FE/UFG). Bacharel em Serviço Social (PUC-GO/2016). Possui especialização em: Gestão da Educação Pública (UCDB/2019); em Instrumentalidade do Serviço Social (UCAM/2020); em Direito Constitucional Aplicado (Única/2023). Participou como membro-participante da pesquisa com o Título: As tendências do trabalho do Assistente Social na educação básica no Brasil - Financiamento: CNPq/MCTI/FNDCT N 18/2021 (2022-2025 em andamento). Tem experiência nas políticas de assistência social (SEMAS, Goiânia-2016), saúde (Residência Multiprofissional em Saúde-HC/UFG) e na docência universitária (Faculdade Noroeste/2020). Foi conselheiro do Conselho Regional de Serviço Social de Goiás (triênio 2017-2020). É membro do GT de Educação, ligado à comissão de Seguridade Social do Cress Goiás. Compõe o GT de Acesso e Permanência do Conselho Nacional de Dirigentes de Colégios de Aplicação das Instituições Federais de Ensino Superior (CONDICap). Desenvolve pesquisa no âmbito das seguintes temáticas: Serviço Social, Educação e Escola. É Assistente Social do quadro efetivo da Universidade Federal de Goiás, lotado no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae)

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Publicado

08.03.2026

Como Citar

Borges, J. H., & Cosme Santos Rodrigues, G. (2026). A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO RESISTÊNCIA ESTÉTICO-POLÍTICA EM GOIÁS: uma experiência em escolas pública em Goiás. Revista CHO - Contação De Histórias E Oralidade, 4(8), 8–26. Recuperado de https://revistas.uneb.br/cho/article/view/26734

Edição

Seção

Artigos