A contação de histórias para crianças autismo como recurso pedagógico
Palavras-chave:
Autismo; TEA; Contação de Histórias; Estratégia pedagógica. Inclusão escolarResumo
Segundo a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM 5, 2013), o Transtorno do Espectro Autista (TEA), antes divido em diferentes categorias: “Transtorno Autista”, “Transtorno de Asperger”, “Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação”, etc., transformou-se em variações de um mesmo fenômeno: o autismo; logo um espectro, que pode se apresentar de modo diversificado em cada sujeito, descrevendo, ainda, três níveis de suportes necessários, para favorecer a autonomia e participação do sujeito autista, deslocando o foco da gravidade dos sintomas para as estratégias de apoio. O DSM 5 classifica o Transtorno do Espectro Autista enquanto um transtorno do neurodesenvolvimento que envolve dificuldades persistentes na comunicação e na interação social, bem como padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestando-se desde o início do desenvolvimento, ocasionando formas peculiares e singulares de funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas da vida. É notável a crescente inserção de crianças autistas nos ambientes escolares e em percentuais equivalentes nota-se o persistente despreparo dos/as educadores/as no que tange a metodologias educacionais, bem como a interação socioeducacional com estudantes com TEA. O objetivo deste estudo é indicar caminhos pedagógicos centrados na contação de histórias, como estratégias didáticas potentes para fomentar a linguagem e a inserção dessas crianças na sociedade. A análise deste tema partiu do levantamento de informações e leitura de artigos científicos que nos respaldaram em tal empreitada. Como metodologia optamos pela pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa, partindo da pesquisa bibliográfica. Acreditamos, por consequência, ser a contação de histórias uma estratégia pedagógica importante para a construção de conhecimentos, favorecendo a inclusão escolar.
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Referências
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