A contação de histórias para crianças autismo como recurso pedagógico

Autores

Palavras-chave:

Autismo; TEA; Contação de Histórias; Estratégia pedagógica. Inclusão escolar

Resumo

Segundo a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM 5, 2013), o Transtorno do Espectro Autista (TEA), antes divido em diferentes categorias: “Transtorno Autista”, “Transtorno de Asperger”, “Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação”, etc., transformou-se em variações de um mesmo fenômeno: o autismo; logo um espectro, que pode se apresentar de modo diversificado em cada sujeito, descrevendo, ainda, três níveis de suportes necessários, para favorecer a autonomia e participação do sujeito autista, deslocando o foco da gravidade dos sintomas para as estratégias de apoio. O DSM 5 classifica o Transtorno do Espectro Autista enquanto um transtorno do neurodesenvolvimento que envolve dificuldades persistentes na comunicação e na interação social, bem como padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestando-se desde o início do desenvolvimento, ocasionando formas peculiares e singulares de funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas da vida. É notável a crescente inserção de crianças autistas nos ambientes escolares e em percentuais equivalentes nota-se o persistente despreparo dos/as educadores/as no que tange a metodologias educacionais, bem como a interação socioeducacional com estudantes com TEA. O objetivo deste estudo é indicar caminhos pedagógicos centrados na contação de histórias, como estratégias didáticas potentes para fomentar a linguagem e a inserção dessas crianças na sociedade. A análise deste tema partiu do levantamento de informações e leitura de artigos científicos que nos respaldaram em tal empreitada. Como metodologia optamos pela pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa, partindo da pesquisa bibliográfica. Acreditamos, por consequência, ser a contação de histórias uma estratégia pedagógica importante para a construção de conhecimentos, favorecendo a inclusão escolar.

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Biografia do Autor

Marcos Gomes , CEATEE Pestalozzi da Bahia

[1] Mestre em Crítica Cultural pelo programa de Pós-critica da UNEB, graduado em Letras Vernáculas pela universidade Católica de Salvador, Ba, pós-graduado em Educação Especial e Neurociências, Membro do grupo de formação de professores do CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado) Pestalozzi da Bahia, participante do grupo de estudos sobre TEA (Transtorno do Espectro Autista) do CAPE Pestalozzi da Bahia.

Loiola, Pestalozzi da Bahia

Doutora em educação pela Universidade Federal da Bahia, com pesquisas no campo da inclusão escolar; graduada em pedagogia pela UCSal; psicopedagoga clínica e Institucional; especialista em educação especial com foco em autismo; coordenadora pedagógica do CAPE Pestalozzi

Silvio , CAPE Pestalozzi

Graduado em História pela universidade Católica de Salvador, Ba, pós-graduado em Educação Especial. Membro do grupo de formação de professores do CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado) Pestalozzi da Bahia, participante do grupo de estudos sobre TEA (Transtorno do Espectro Autista) do CAPE Pestalozzi da Bahia.

Referências

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Publicado

08.12.2025

Como Citar

Gomes, M., Loiola , M., & Cabral , S. (2025). A contação de histórias para crianças autismo como recurso pedagógico. Revista CHO - Contação De Histórias E Oralidade, 3(5), 70–83. Recuperado de https://revistas.uneb.br/cho/article/view/26315

Edição

Seção

Artigos