HISTÓRIA CONTADA:
SUBJETIVIDADE, RACISMO E PROFESSORALIDADE NA PRÁTICA DO CONTO DOS ITAN DOS ORIXÁS
Palavras-chave:
Contação de História. Racismo. Professoralidade. Infâncias Negras.Resumo
Este trabalho investigou como a contação de história, a partir dos itans das religiões de matriz africana, podem desenvolver a consciência racial e favorecer o diálogo para a afirmação identitária de crianças negras. Como objetivos específicos, buscou-se descrever experiências de construção de apego por meio da contação de histórias, discutir a construção da identidade docente de uma professora em formação, e refletir sobre os itans como prática pedagógica antirracista. A investigação adotou uma abordagem autobiográfica e antirracista, destacando a importância das narrativas orais e mitológicas dos orixás como ferramentas educativas e de resistência. Conclui-se que este artigo contribui para a efetivação da Lei 10.639/2003, promovendo a diversidade cultural e combatendo desigualdades raciais, com reflexões críticas sobre identidade e subjetividade no contexto educacional brasileiro.
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