EDUCAR EM TEMPOS LÍQUIDOS: PROBLEMATIZAÇÕES SOBRE O LUGAR DAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO À LUZ DE ZYGMUNT BAUMAN
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19835072Palavras-chave:
Modernidade Líquida, Educação, Tecnologias, Crítica, EmancipaçãoResumo
Vivemos em uma sociedade atravessada pela presença ubíqua das tecnologias e pela aceleração dos fluxos informacionais, características que reconfiguram as formas de interação e aprendizagem. À luz das reflexões de Zygmunt Bauman, este artigo analisa os impactos da chamada Modernidade Líquida sobre a educação contemporânea, marcada pela fluidez das relações e pela instabilidade das estruturas sociais. O estudo, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, fundamenta-se na hermenêutica reconstrutiva de Habermas (1987) para discutir criticamente o lugar das tecnologias nos processos formativos. Busca-se compreender como as dinâmicas da liquidez social se refletem na prática educativa e nas relações entre sujeitos, conhecimento e técnica. Os resultados evidenciam que, embora as tecnologias potencializem o ensino e ampliem possibilidades pedagógicas, seu uso acrítico pode intensificar processos de alienação e consumo, distanciando a educação de seu compromisso ético e emancipatório. Defende-se, portanto, a necessidade de uma postura reflexiva e solidária diante da técnica, que resgate a centralidade da experiência humana e valorize os vínculos e a formação crítica em meio às incertezas do tempo presente.
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