Teoria de Van Hiele, Avaliação Externa e Base Nacional Comum Curricular (BNCC): implicações para o ensino de Geometria nos Anos Iniciais implicações para o ensino de Geometria nos Anos Iniciais
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Resumo
Resumo: Este artigo analisa as relações entre a Teoria dos Níveis de Pensamento Geométrico de Van Hiele, a avaliação externa em larga escala e os processos matemáticos previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com foco no ensino de Geometria nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O estudo constitui um recorte de uma pesquisa de mestrado e adota uma abordagem qualitativa, de natureza documental, centrada na análise de descritores e itens de Geometria do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Os itens foram classificados segundo os níveis de Van Hiele e analisados em articulação com os processos matemáticos da BNCC, tais como resolução de problemas, investigação matemática e argumentação. Os resultados evidenciam a predominância de itens que mobilizam o Nível 2 (Análise), com baixa incidência de demandas cognitivas associadas à dedução informal e à construção de relações entre conceitos geométricos. Essa configuração revela tensões entre as orientações curriculares da BNCC, que enfatizam práticas investigativas e formativas, e a lógica da avaliação externa, que tende a privilegiar o reconhecimento e a classificação de propriedades. Discute-se que tal desalinhamento pode influenciar a prática docente, reforçando uma pedagogia orientada pelo exame. Conclui-se que a Teoria de Van Hiele constitui um referencial teórico-metodológico potente para a leitura crítica das avaliações em larga escala e para a construção de práticas avaliativas e pedagógicas mais coerentes com os processos matemáticos e com o desenvolvimento progressivo do pensamento geométrico.
Palavras-chave: Ensino de Geometria. Avaliação Externa. Teoria de Van Hiele. BNCC.
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