Ludicidade no ensino de equações do 1º grau por meio de jogos adaptados

Conteúdo do artigo principal

Darlene Rieger Medeiros d Silva
Aldair Rodrigues dos Santos Júnior
Oberdan Miguel Rodrigues de Souza

Resumo

O presente estudo teve como objetivo compreender como a construção e a aplicação de jogos didáticos adaptados, como o ‘Dominó Algébrico’ e o ‘Labirinto Digital’, desenvolvidos juntamente com os alunos, contribuíram para a aprendizagem das equações do 1º grau a partir de uma abordagem lúdica. A pesquisa partiu do reconhecimento de que a Matemática ainda representa um dos maiores desafios da educação básica brasileira, especialmente diante dos baixos índices observados em avaliações como o PISA (2022), que indicou que 73% dos estudantes não alcançam o nível mínimo de proficiência. O estudo foi desenvolvido por meio da metodologia de pesquisa-ação, proposta por Thiollent (1994), caracterizada pela articulação entre investigação e intervenção em situações reais, com participação dos sujeitos envolvidos no processo. Participaram da intervenção proposta pela pesquisa um professor de Matemática, um de Educação Física e 52 alunos, com idades entre 12 e 13 anos, de duas turmas do 7º ano de uma escola pública do município de Mesquita (RJ). O processo foi organizado em três etapas: diagnóstico, construção dos jogos e aplicação das atividades, com registros de campo e fotográficos produzidos ao longo do desenvolvimento. Os resultados demonstraram que a construção e aplicação de jogos didáticos adaptados despertou nos alunos maior interesse, curiosidade e disposição para realizar as atividades. Além disso, foram estimuladas práticas de cooperação, responsabilidade compartilhada, negociação e comunicação, exigindo dos estudantes compreensão, organização e capacidade de lidar com divergências.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
Silva, D. R. M. d, Júnior, A. R. dos S., & Souza, O. M. R. de. (2026). Ludicidade no ensino de equações do 1º grau por meio de jogos adaptados. Revista Baiana De Educação Matemática, 7(1), e202619. https://doi.org/10.47207/rbem.v7i1.27092
Seção
Artigos - Fluxo Contínuo
Biografia do Autor

Darlene Rieger Medeiros d Silva, Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC).

Mestra em Educação Básica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Metodologias Ativas para Docência na Educação Básica pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), e em Matemática, suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Graduada em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Iguaçu (UNIG). Atualmente, é professora de Matemática da educação básica na Rede Estadual do Rio de Janeiro (SEEDUC) e Supervisora do PIBID-IFRJ.

Aldair Rodrigues dos Santos Júnior, UNIVERSIDADE DOS ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ

Mestre em Ensino em Educação Básica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Especialista em Pedagogia Crítica da Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Licenciado e Bacharelado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO).

Oberdan Miguel Rodrigues de Souza, Professor do Departamento de Matemática na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Doutor em Engenharia Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com mestrando em Engenharia Mecânica pelo Instituto Militar de Engenharia (2011), Bacharelado em Matemática Pura pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2009) e Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2009). Professor do Departamento de Matemática na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, na área de matemática aplicada. Com experiência na área de Engenharia Mecânica, com ênfase em Métodos Numéricos aplicados a Mecânica dos Fluidos, Motores de Combustão Interna. Atuando também na área de análise e reconciliação de dados.

Referências

AMARAL, J. D. Jogos cooperativos. 4ª ed. rev. e amp. São Paulo: Phorte, 2009.

BANDURA, A. A evolução da teoria social cognitiva. In: BANDURA, A.; AZZI, R. G.; POLYDORO, S. A. J. (Org.). Teoria social cognitiva: conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed, 2008. p. 15-41.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/](https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 jul. 2025.

BRASIL. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília, 2006.

BERGMANN, J.;Sams (2016). A Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Trad. Afonso Celso da Cunha Serra. 1ed. Rio de Janeiro: LTC.

CRUZ, Amanda Pasinato; PANOSSIAN, Maria Lucia. Jogos matemáticos: análise de propostas inclusivas para potencializar o cálculo mental. Revista Educação Especial, v. 34, p. 1-22, 2021.

CRUZ DO AMARAL, C. E.; CEZAR POZZOBON, M. C. A percepção dos professores de Matemática em relação a aprendizagem ou dificuldade dos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. RELACult - Revista LatinoAmericana de Estudos em Cultura e Sociedade, [S. l.], v. 5, n. 4, p. 1-11. 2019.

FELIPPE, Alana Cavalcante; DA SILVA MACEDO, Shirley. Jogos matemáticos e reciclagem: unificação com impactos. Proceeding Series oftheBrazilianSocietyofComputationalandAppliedMathematics, v. 8, n. 1, 2021.

FRESCKI, F. B.; PIGATTO, P.. (2009). Dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral na Educação Tecnológica: proposta de um Curso de Nivelamento. I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia, Ponta Grossa, p.910-917.

GRANDO, R.C. Recursos didáticos na Educação Matemática: jogos e materiais manipulativos. Revista Eletrônica Debates em Educação Científica e Tecnológica, Vitória, v. 5, n. 2, p.393-416, out. 2015.

LIMA, K. P. de; POERSCH, K. G.; EMMEL, R. Dificuldades de ensino e de aprendizagem em Matemática no oitavo ano do Ensino Fundamental. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, Bento Gonçalves, RS, v. 6, n. 1, p. 1–15. 2020.

MACEDO, L. de. (Org.). Jogos, psicologia e educação: teoria e pesquisas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2009.

MACEDO, L.; PETTY, A. L. S.; PASSOS, N. C. Quatro cores, senha e dominó: oficinas de jogos em uma perspectiva construtiva e psicopedagógica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2010.

MEIRIEU, P. O cotidiano da escola e da sala de aula: o fazer e o compreender. Porto Alegre: Artmed, 2005.

OECD. PISA 2022: Resultados – Volume I: O estado da aprendizagem e da equidade na educação. Paris: OECD Publishing, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1787/53f23881-en](https://doi.org/10.1787/53f23881-en. Acesso em: 22 mai. 2024.

OLIVEIRA, M. L. (Org.). O acolhimento do desejo na educação: um desafio para educadores. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008.

PONTES, Edel Alexandre Silva et al. O saber e o fazer matemático: um dueto entre a teoria abstrata e a prática concreta de matemática. Revista Psicologia & Saberes, v. 5, n. 6, p. 23-31, 2016.

PONTES,Edel Alexandre Silva et al. Investigação Experimental de um Produto Educacional: um jogo matemático desenvolvido a partir do conceito intuitivo de probabilidades. RACE-Revista de Administração do Cesmac, v. 7, p. 20-30, 2020.

Roldão, M. C. (2018). Pressupostos concetuais da articulação curricular (11-16). curricular. In M. J. Alves & M. C. Roldão (Org.), Articulação Curricular. O que é? Como se faz? Dos conceitos às práticas possíveis (pp.11-16). Fundação Manuel Leão.

SALTINI, C. J. P.; CAVENAGHI, D.B. Relação entre a Afetividade e a Inteligência no Desenvolvimento Mental da Criança. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2014.

SANTOS, S. M. S. Aprendizagem das funções polinomiais do 1º e 2º grau mediada pelo jogo “Trilha Matemática Criptografada”: uma abordagem sob a perspectiva Vygotskyana. 2019. 183f. (Dissertação de Mestrado) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Londrina, PR 2019.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 1994.