Metodologias no Ensino de Matemática para Alunos com Transtorno do Espectro Autista: uma revisão integrativa
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Este trabalho tem como objetivo compreender como os princípios da abordagem histórico-cultural têm sido mobilizados na prática pedagógica com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), contribuindo para o avanço da educação inclusiva no Brasil. O método da pesquisa consistiu em uma revisão integrativa realizada entre fevereiro e abril de 2025. A busca foi conduzida na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), garantindo acesso a produções acadêmicas recentes e relevantes, por meio dos descritores “ensino de Matemática", "ensino fundamental" e “inclusão”. Os resultados indicam que a amostra final, composta por cinco dissertações, permitiu identificar estratégias e ferramentas que podem facilitar o processo de aprendizagem de estudantes com TEA na disciplina de Matemática, como tecnologias assistivas, jogos e mediação lúdica. O uso desses materiais estão diretamente alinhando-se à teoria de Vygotsky. Essas ferramentas facilitam a compreensão dos conceitos matemáticos e permitem ao aluno participar do processo de aprendizagem, independente do seu diagnóstico. As considerações finais indicam que a educação inclusiva, sobretudo em matemática, ainda apresenta desafios, especialmente na formação docente, evidenciando a necessidade de capacitação contínua dos professores e de acesso a recursos adaptativos em toda a rede de ensino.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Uma nova publicação de artigo anteriormente publicado na Revista Baiana de Educação Matemática, fica sujeita à expressa menção da precedência de sua publicação neste periódico, seguindo as normas de referência. Autores que publicam na RBEM concordam com os seguintes termos:
-
O Conselho Editorial se reserva ao direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, sintática, ortográfica e bibliográfica com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais poderão ou não ser enviadas aos autores.
-
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY-NC-SA).
-
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista, exemplo: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro, com reconhecimento de autoria e publicação inicial na RBEM.
-
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online — em repositórios institucionais, página pessoal, rede social ou demais sites de divulgação científica.
Referências
ANJOS, Gilmar Ferreira; MOURA, Andréia Alves Berto; LIMA, André Luís de Souza. Educação especial e Teoria Histórico-cultural. In: SENPE – SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 4., 2024, Santa Catarina. Anais [...]. Santa Catarina: UFFS, 2024. Disponível em: https://portaleventos.uffs.edu.br/index.php/SENPE/article/view/22100/15394. Acesso em: 18 mar. 2025.
BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; MACEDO, Marcelo. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão & Sociedade, Belo Horizonte, v. 5, n. 11, p. 121–136, maio/ago. 2011. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/gestaoesociedade/article/view/1027. Acesso em: 29 abr. 2025.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 18 mar. 2025.
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Brasília, DF: Presidência da República, 2012.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF: Presidência da República, 2015.
CAMARGO, Erica Daiane Ferreira. Estratégias metodológicas para o ensino de matemática: inclusão de um aluno autista no ensino fundamental. 2020. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal Rural de Sergipe, Sergipe, 2020.
CANDIOTTO, William Casagrande; SPACK, Iuri Kieslarck; CARDOSO, Eloir Fátima Mondardo. Possibilidades de objetivação dos princípios didáticos que embasam uma aprendizagem desenvolvimental para a organização de um currículo na área de matemática. Obutchénie – Revista de Didática e Psicologia Pedagógica, Uberlândia, v. 5, n. 2, p. 304–327, 2021. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/61403/31737. Acesso em: 28 mai. 2025.
CARRARA, Kester et al. Introdução à psicologia da educação: seis abordagens. São Paulo: Avercamp, 2004.
FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia. Acesso em: 18 mar. 2025.
GUIMARÃES, Amália Bichara. O processo de construção de um material educacional na perspectiva da educação matemática inclusiva para um aluno autista. 2020. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020.
LOPES, Cjanna Vieira. Tecnologias assistivas no ensino de matemática para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos anos iniciais do ensino fundamental. 2023. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023.
MENDES, Marcelo Jamyson de Paulo; VASCONCELOS, Karla Colares; CAVALCANTE, Larisse Amorim. O ensino de matemática para estudantes com autismo do 3º ano do ensino fundamental. Revista Exitus, v. 14, e024056, 7 nov. 2024. Disponível em: https://periodicos.ifap.edu.br/index.php/revistaexitus/article/view/24056. Acesso em: 18 mar. 2025.
MUNHOZ, Ana Paula Gladcheff; MOURA, Manoel Oriosvaldo. Ações formadoras em atividade de formação contínua com professores que ensinam matemática nos anos iniciais da escolarização: uma iniciativa na perspectiva da teoria histórico-cultural. In: ARAÚJO, N. A.; SOUZA, F. D.; SOUSA, V. G. (Org.). Teoria histórico-cultural e educação matemática: diálogos com a pesquisa em movimento. Teresina, PI: EDUFPI, 2020. p. 119–138.
NASCIMENTO, João Pedro Oliveira. O uso de jogos durante o atendimento educacional especializado em estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA): contribuições à prática pedagógica no ensino da matemática. 2022. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Disponível em: https://www.un.org/en/about-us/universal-declaration-of-human-rights. Acesso em: 18 mar. 2025.
RADFORD, Luis. Cognição matemática: história, antropologia e epistemologia. São Paulo: Livraria da Física, 2011.
ROMAN, Arlete Regina; FRIEDLANDER, Maria Romana. Revisão integrativa de pesquisa aplicada à enfermagem. Cogitare Enfermagem, v. 3, n. 2, p. 109–112, 1998.
SOUSA, José Jorge. Mediação lúdica no Transtorno do Espectro Autista: desenvolvimento de conceitos científicos algébricos. 2020. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2020.
UNESCO. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Salamanca: UNESCO, 1994. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000139394. Acesso em: 18 mar. 2025.
VYGOTSKY, Lev Semionovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
VYGOTSKY, Lev Semionovich. Pensamento e linguagem. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.