Uma estética da existência
O duplo artifício da escrita em “Carta a um demônio” de Sylvia Plath
Palavras-chave:
critica biografica, escritas de si, duploResumo
A figura do autor nas “escritas de si” tem sido um tema de interesse para os estudos da crítica biográfica, bem como para a crítica genética, no que tange às relações entre vida e obra do autor moderno. Nessa complexa relação entre viver e escrever, autor e obra, a prática da “escrita do eu” torna essas relações ainda mais nebulosas do ponto de vista da verdade e sinceridade narrada. Isto é, os dados referenciais são recobertos por camadas ficcionais em um exercício de escrita ficcional na escrita íntima. Nessa breve reflexão em que se discutirá o texto “Carta a um demônio”, presente na obra Os diários de Sylvia Plath (1950-1962), propõe-se evidenciar duas ramificações presentes nele a partir das figurações do duplo na literatura. Busca-se, desse modo, observar a forma como o duplo “eu” é manifestado no texto em questão, bem como observar que, concomitantemente associado a isso, a autora elabora mecanismos à sua escrita às quais evidenciam um artifício da linguagem.
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