Penny Dreadful: Rastros de clássicos góticos em palimpsesto televisivo de horror
DOI:
https://doi.org/10.69969/revistababel.v4i2.1406Palavras-chave:
Tradução intersemiótica, Literatura gótica, Televisão, Intertextualidade, AdaptaçãoResumo
A profícua tarefa de manipular diferentes sistemas semióticos, estabelecendo diálogos, mesclando intertextos, suplementado e reinterpretando um determinado texto de partida, possibilitou a comunhão e a cooperação entre produções artísticas distintas, não só entre o âmbito audiovisual e literário, mas também entre outros âmbitos de expressão artística. Narrativas clássicas de autores renomados como Mary Shelley, Oscar Wilde e Bram Stoker são exemplos de textos canônicos que há séculos pertencem ao domínio público, influenciando múltiplas gerações de escritores, cineastas e uma longa lista de tradutores intersemióticos. Em 2014 o roteirista americano John Logan reuniu o DNA de clássicos como Frankenstein (1818), The Picture of Dorian Gray (1891) e Dracula (1897) na série televisiva Penny Dreadful exibida no canal Showtime, mostrando que uma tradução não só revitaliza ecos do passado, mas também possibilita o acesso de clássicos para um determinado público que não teve a oportunidade de apreciá-los no universo literário. Os célebres personagens malditos, entre eles, vampiros, lobisomens, monstros e outros seres sobrenaturais são resgatados de seus enredos solitários e reunidos em uma única saga de horror e suspense. Resumidos, mesclados e enxertados na adaptação audiovisual, os clássicos Góticos se inserem como principais ingredientes de uma produção veiculada em um meio que incansavelmente já reproduz e se alimenta de outras artes. Embasado nos estudos sobre Intertextualidade do teórico Gerárd Genette (2006) e da autora Anna Balogh (2002) que trata da presença de intertextos audiovisuais inseridos em produções televisivas, o presente artigo pretende verificar rastros de diferentes intertextos inseridos na série de TV em questão.
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