Tim Ingold e a Antropologia Orientada a Objetos
Palavras-chave:
Graham Harman, Tim Ingold, Interobjetividade, Ontologia, Antropologia orientada a objetosResumo
Tim Ingold, ao mesmo tempo em que amplia o empreendimento radical do vitalismo com sua matriz nietzschiana, coloca a descentralização empreendida por essa linhagem filosófica em uma base mais sólida, abrindo um novo espaço de relações interobjetivas. Em vez de um mergulho epistêmico nas categorias humanas, o objetivo é avançar em um espaço ontológico mais amplo, incluindo outras instâncias de sentido, como cadeiras, espíritos, animais, cestas e muitos outros. Diferentemente da antropologia mais clássica, com seu Anthropos bem delimitado como um horizonte transcendental inevitável, Ingold sugere um mundo em que os seres humanos não são protagonistas, mas negociadores provisórios em uma grande malha de experiências sem sujeito. O modelo proposto neste ensaio se distancia do plano da especulação (neo)-kantiana, convertendo seus contornos em algo menos ortodoxo, ao abrir espaço para uma possível Antropologia Orientada a Objetos (A.O.O.).