Filosofias Africanas Contemporâneas: da desconstrução à construção de paradigmas
FILOSOFIAS AFRICANAS CONTEMPORÂNEAS: da Desconstrução à Construção de Paradigmas
Chamada para Submissão de Capítulos
Pensar as epistemologias contemporâneas exige uma consciência crítica das genealogias que legitimam o conhecimento, especialmente quando interrogadas por perspectivas contra-hegemônicas, como propõem os paradigmas atuais das disciplinas que pensam as África(s). As filosofias africanas contemporâneas, sobretudo no campo da educação, desestabilizam os modelos hegemônicos e reivindicam epistemologias plurais, enraizadas nas experiências históricas, culturais e espirituais dos povos africanos. Nesse movimento, afirmam-se como espaços de diálogo interdisciplinar, transitando entre saberes diversos e propondo uma (re)existência que valoriza o pensamento situado, a memória ancestral e a criação de mundos possíveis. As filosofias africanas e suas epistemologias, com destaque para o pensamento contemporâneo, em particular a filosofia da educação, convidam-nos a refletir sobre as condições de possibilidade epistêmica que estruturam e validam as categorias do pensamento daqueles que reivindicam relações de algum tipo com o continente africano, e que se nomeiam por “afro-brasileiro”, assim como das epistemologias africanas.
Assim sendo, este dossiê de África(s), intitulado “Filosofias Africanas Contemporâneas: da desconstrução à construção de paradigmas”, propõe-se a fomentar o debate interdisciplinar e intercontinental, promovendo o diálogo entre pesquisadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), do Brasil e outros pesquisadores falantes da língua portuguesa com o objetivo de repensar criticamente as formas de produção, circulação e apropriação do conhecimento (difusão de conhecimento). Nesse sentido, convidamos contribuições que se debrucem sobre os seguintes eixos temáticos: (i) a consciência histórica, ancorada na memória coletiva, nas filosofias contextuais e nas heranças da luta pelas independências e de resistência epistêmica e cultural; (ii) os métodos de investigação e ensino que considerem as normas epistêmicas do cotidiano, os saberes locais e os referenciais existentes entre os diversos povos que habitam o continente africano como fundamentais para a compreensão da produção contemporânea de conhecimento; (iii) as filosofias africanas contemporâneas: descontruindo paradigmas e preconceitos.
Serão bem-vindos artigos que dialoguem com os campos da filosofia da educação, pedagogias críticas, epistemologias do continente africano e daquelas que reivindicam algum tipo de relação entre África e o Brasil, estudos culturais, psicologia, sociologia do conhecimento e áreas afins. Espera-se que os trabalhos apresentem contribuições teóricas, metodológicas ou analíticas que iluminem os desafios e as possibilidades da construção de epistemologias plurais e comprometidas com a justiça epistêmica.
Convidamos para a submissão de artigos que ofereçam análises críticas e propositivas para a edição de dezembro de 2026 da Revista África(s). Os interessados devem enviar seus trabalhos até o dia 20/10/2026, por meio do portal da revista ou diretamente para os endereços eletrônicos antonioxtomo@yahoo.com.br e mgomane@unisave.ac.mz
Recomendamos que os autores consultem as diretrizes para submissão disponíveis no portal da revista em https://revistas.uneb.br/index.php/africas/about/submissions o quanto antes, para garantir a conformidade com os requisitos da publicação.
Os artigos devem, preferencialmente, ser redigidos em português.
Organização do dossiê
Prof. António Xavier Tomo – Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique)
Prof. Feliciano dos Santos Moreira Bastos – Universidade Agostinho Neto (Angola)
Prof. José Paulino Castiano – Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique)
Prof. Luís Kandjimbo – Universidade Agostinho Neto (Angola)
Prof. Manuel Cochole Paulo Gomane – Universidade Save (Moçambique)
Prof. Severino Elias Ngoenha – Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique)