A CRISE ESTRUTURAL DO DESEMPREGO E A REFORMA TRABALHISTA NEOLIBERAL DO BRASIL

Tiago Assis Assis

Resumo


A crise estrutural do desemprego, no Brasil, incluso no cenário mais amplo a nível internacional, está relacionada à própria crise estrutural do modo de produção e reprodução do capital. A hipótese é que, se durante o período de expansão do capitalismo no período pós-guerra se pode compensar a perda de postos de trabalho com a geração de novos postos ou a manutenção dos anteriores em razão da abertura de mercados internacionais, com a eventual limitação objetiva e factual da expansão internacional, o capital se depara com uma contradição. Como crescer sem expansão de mercados? O objetivo é evidenciar que a economia internacional, na qual se inclui o Brasil, trabalha com a postergação do colapso pela execução da política internacional de concessão e expansão de crédito, criando bolhas financeiras e períodos de crise. Por meio de uma metodologia histórica, em retrospectiva dos fatos que marcaram a ascensão e derrocada da produção industrial fordista, pode se concluir pelo resultado do esgotamento ou limitação da expansão dos mercados e a financeirização da economia como sistema compensatório, através do crédito, induzindo à desindustrialização e ao consequente desemprego estrutural. Nesse ambiente econômico a defesa de reformas, dentre as quais a trabalhista, não tem finalidade de gerar mais emprego e crescimento, apenas de reduzir custos às corporações que deslocam seus investimentos ao setor financeiro, ampliando as taxas de lucro pela cobrança de juros e não pela venda de produtos.

Palavras-chave


Desenvolvimento tecnológico, Neoliberalismo, Reforma trabalhista, Setor financeiro

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Referências


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