Ana Maria Eugênio Da Silva: uma quilombola que venceu o câncer escrevendo e dançando com São Gonçalo

Fernada Ielpo da Cunha, Ana Maria Eugênio da Silva, José Gerardo Vanconcelos

Resumo


O processo da descoberta do câncer de mama, os impactos, as angústias, o medo e ainda a discriminação foram os assuntos discorridos nesta pesquisa. A autobiografia de uma mulher negra quilombola revela os caminhos percorridos para o tratamento realizado através do Sistema Único de Saúde e a importância da sua autobiografia e espiritualidade na superação de sua enfermidade. O estudo chama a atenção para a importância do recorte étnico-racial frente às políticas públicas de saúde destinadas à população negra, especialmente à mulher quilombola, cujas singularidades e particularidades não são compreendidas nem respeitadas por grande parte dos profissionais de saúde, o que repercute na fragmentação de ações pontuais se comparadas àquelas destinadas a mulheres brancas. A metodologia é exploratório-descritiva, com revisão de literatura e análise autobiográfica da autora em questão. Os resultados revelam o quanto foram importantes a autobiografia e a dimensão da espiritualidade para a autora, ressignificando a sua vida positivamente e fazendo-lhe protagonista de sua história.


Palavras-chave


Autobiografia. Câncer de mama. Dança de São Gonçalo. Espiritualidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2020.v5.n13.p277-293

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