O BRAZILIAN ENGLISH E O (G)LOCAL DA CULTURA: algumas implicações para o ensino de li no contexto brasileiro

Raulino Batista Figueiredo Neto

Resumo


O presente trabalho pretende discutir alguns dos aspectos relativos à expansão da Língua inglesa e, sobretudo, o processo de regionalização/glocalização linguo-cultural do inglês utilizado no Brasil. Apesar de não situar-se na esfera dos países anglocolonizados, observamos no Brasil a irrupção de uma regionalização materializada, principalmente, nas enunciações ocorridas no uso do inglês como língua franca (ILF). Normalmente associada ao círculo externo[1], a regionalização do inglês tem resultado nas mais diversas interações, ao mesmo tempo em que atende à miríade de funções sociais características da liquidez globalizante da pós-modernidade. Nesse sentido, objetivamos discutir o status do Brazilian English, as questões atinentes ao ensino de inglês como língua estrangeira e a postura ideológica deste em relação à variedade brasileira do inglês.

[1] Expressão cunhada por Kachru (1985) e que diz respeito aos países anglocolonizados nos quais a língua inglesa passou a ter status de língua oficial, juntamente com a língua ou línguas locais. Juntamente com essa expressão, Kachru ainda definiu o chamado “círculo interno”, o qual relaciona-se aos países cujos falantes são designados como falantes nativos do inglês, a exemplo dos Estados Unidos e Inglaterra e o “círculo em expansão”, esfera na qual situam-se todos os outros países nos quais a língua inglesa é ensinada/aprendida como língua estrangeira, a exemplo do Brasil.


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