Função de alteridade: o Cangume, a professora, a escola e a universidade

José Maurício Arruti

Resumo


Este texto investiga, por meio de uma pequena série de situações históricas e cenas etnográficas, a construção e a ressignificação da fronteira simbólica que marca a distância e a proximidade entre a comunidade quilombola do Cangume (Itaóca –SP) e a sociedade branca do seu entorno. Neste relato, que cobre desde a década de 1970 até o momento presente, ganha destaque o papel desempenhado por agentes, saberes e práticas escolares. Posto de observação, marcador da distância ou agência de aproximação, a escola serviu como espaço de reelaboração simbólica da fronteira cujos conteúdos e sentidos foram sendo alterados ao longo do tempo. Nosso objetivo é chamar atenção para a “função de alteridade” desempenhada por esta fronteira, iluminando com o caso do Cangume um dispositivo comum e mais geral que marca a relação entre outras comunidades quilombolas e as populações do seu entorno e,em especial, com a escola.


Palavras-chave


Racismo. Caridade. Política. Linguística. Africanismos

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2017.v26.n49.p21-33

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


e-ISSN: 2358-0194

 Classificação Qualis CAPES:

 Educação - A2

  Indexadores:

       

      

   

      

 

  Localização dos Acessos:


 

  Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0