Educação do campo, escolas, ruralidades e o projeto do PNE

Maria Antonia Souza, Patrícia Correia de Paula Marcoccia

Resumo


Este artigo problematiza educação do campo, os aspectos da realidade das escolaspúblicas e as metas previstas no projeto do Plano Nacional de Educação (2011-2020).O trabalho, fruto de análise documental e bibliográfica, toma por referência a educaçãodo campo como derivada da experiência coletiva dos movimentos sociais detrabalhadores. Em meio ao debate da educação nacional é necessário reconhecer queo Brasil possui identidades e ruralidades que são determinadas por projetos políticosdiferenciados. A tensão entre latifúndio e terra como meio de vida e de trabalho épermanente na história brasileira. A partir do final da década de 1990, simpósios,seminários e conferências demonstraram o caráter público e coletivo da educaçãodo campo, em oposição ao caráter tecnicista e urbano que historicamente marcou aeducação rural no Brasil. Constata-se que a conjuntura política nacional foi favorávelà efetivação das demandas feitas pelos trabalhadores do campo, embora com muitoslimites e controles fiscais e jurídicos. O Projeto do Plano Nacional de Educação inserea educação do campo como uma ampla frente de necessidades a serem enfrentadas e realidades a serem reconhecidas.

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