Sociedades sem Empregos: Culpabilizar para Flexibilizar (o sujeito)

Paulo Marinho, Marinaide Freitas

Resumo


O presente artigo contextualiza-se na problemática das sociedades precarizadas na oferta de empregos aos seus cidadãos e, concomitantemente, no sentimento de culpa que estes internalizam conotando-se como “improdutivos e inúteis” (SENNETT, 2001). Assume como objetivo discutir e compreender a problemática referida numa plataforma interpretativa e argumentativa. Nessa base, consigna-se como intento contribuir para uma reflexão e análise referente ao assunto apresentado, no sentido de apoiar a discussão teórica e contribuir para a discussão de políticas educacionais, sociais e econômicas nestes contextos e cenários emergentes do século XXI, nos quais surgem mais indagações do que respostas. Indagações sobre um presente-futuro que exige das sociedades e de cada um de nós o (re) significar de conceitos e sentidos de trabalho e de emprego dentro de um quadro de lutas paradigmáticas da modernidade e pós-modernidade.


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Referências


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