GEOPATOLOGIA: DISCURSO ENTRE RAÇA, PSIQUE E CULTURA

Aleš Vrbata

Resumo


GEOPATOLOGIA:

DISCURSO ENTRE RAÇA, PSIQUE E CULTURA

 

GEOPATHOLOGY:

THE DISCOURSE BETWEEN RACE, PSYCHE AND CULTURE

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RESUMO: Este artigo traça e mapeia papel e conceito da imaginação e da fantasia no pensamento ocidental, nomeadamente na filosofia e na psicologia e – por extensão – nos estudos culturais. Tradicionalmente relegadas à religião ou à arte, a imaginação e a fantasia começaram a fazer parte do pensamento filosófico e psicológico desde Kant (Einbildungskraft) e do romantismo (Naturphilosophie). Assim, libertada da subjugação tradicional da razão, a imagem virou a conditio sine qua non do sujeito humano. Instigados pelas teses de Jung (“cada processo psíquico é a imagem e a imaginação”; “psique é a imagem”; “na essência a psique consiste em imagens”), os herdeiros dele fizeram da imagem o foco principal dos seus estudos, atribuíram-lhe a primazia epistemológica (James Hillman, Michael Vannoy Adams). Estudando as imagens psíquicas coletivas/mitos/mitologemas coletivos, a psicologia imaginal entrou no terreno das ciências sociais, e dos estudos multi- e trans-disciplinares. Assim, as categorias centrais de “imagem” (James Hillman: stick to the image) e do “inconsciente cultural” (J. L. Henderson, Michael Vannoy Adams) viraram novos critérios explicativos e ofereceram a nova perspectiva multi-disciplinar. Assim concebida a “imagem” nos estudos culturais, este estudo pretende propor as leituras possíveis dos “termos universais” como “cor”, “raça”, “cultura", “África” a partir da categoria de “geopatologia” (Una Chaudhuri) e “inconsciente cultural” (Michael Vannoy Adams). Assim, o estudo pode servir como introdução aos estudos contemporâneos pós-junguianos, às suas aplicações (por exemplo nas vidas e conceitos dos bem conhecidos intelectuais como C.G. Jung, A. Schweitzer, G. Freyre, R. Gambini) nas “cultural studies” e à importância do imaginário coletivo para a cultura particular.

 

Palavras-chave: Raça; Psique; Imaginário cultural.

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ABSTRACT:  This paper traces and maps the role and concept of imagination and fantasy in the western thought, especially in philosophy, psychology and – by extension – in cultural studies. Traditionally imagination and fantasy were considered quite suspicious and not very confidential instrument in terms of epistemology because they were thought as a mere and distorted reproduction of what was considered reality. It was with Kant (Einbildungskraft) and romanticism (Naturphilosophie) when the imagination was freed from the domination of reason and rationality (Paul Kugler, Michael Vannoy Adams, James Hillman). Like that human imagery became conditio sine qua non of human subject. Prompted by Jung (“every psychic process is an image and an ‘imagining’”,“psyche is an image”, “the psyche consists essentially of images”), his followers made of image the main theme of their studies and attributed it an epistemological primacy (James Hillman, Michael Vannoy Adams). Consequently new concepts of psyche appeared, with them also new approaches to culture(s) and cultural myths (cultural imagery) and to history. All these new approaches opened new field of interdisciplinary studies. This paper proposes not only introduction to this new field of study but its application to notions like “colour”, “race”, “culture” or “Africa” as well, using concept of geopathology (Una Chaudhuri, C. G. Jung, A. Schweitzer, G. Freyre, Roberto Gambini).

 

Key-words: Race; Psyche; Cultural Imagery.

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