A infância e o ser criança em uma comunidade moçambicana: dinâmicas de socialização, culturas e universos infantis a partir de uma vivência etnográfica

Marina Di Napoli Pastore, Denise Dias Barros

Resumo


Nos últimos anos, estudos com a infância buscam compreender os modos de ser criança através do cotidiano e contextos específicos das culturas e sociedades as quais pertencem, colocando-a como protagonista de sua história e buscando a desuniversalização do termo infância. As crianças africanas, por sua vez, são postas como “fora do lugar” por não seguirem os padrões e normas das crianças europeias e norte-americanas. Através do diálogo com autores da antropologia da infância, sociologia e educação, algumas indagações foram formuladas, trazendo para a questão o que é o ser criança em uma comunidade moçambicana. O objetivo aqui é discutir sobre a criança moçambicana na antropologia e o uso da etnografia enquanto metodologia de estudos com crianças. A pesquisa de campo ocorreu no bairro da Matola A, em Moçambique, durante um período de 5 meses. As narrativas utilizadas trazem experiências, atividades e espaços de significação das crianças neste trabalho, como suas casas, bairro e escola. Considera-se o uso da fotografia enquanto recurso articulador na etnografia com crianças, além da necessidade de pesquisas que desconstruam os modos como as infâncias são pensadas de maneira universalizante, mas pautadas em espaços-tempos específicos e contextualizados.


Palavras-chave


Infância; Antropologia; Criança; Narrativas; Moçambique

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