Dossiê: ÁFRICA CENTRAL: HISTÓRIA, POLÍTICA E SOCIEDADE

África(s): Vol. 06, número 12

DOSSIÊ ÁFRICA CENTRAL: HISTÓRIA, POLÍTICA E SOCIEDADE

 

Data limite de Submissão: 15 de outubro de 2019

 

A Revista África(s) - Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos e Representações da África (UNEB DEDC II) - tem o prazer de convidar pesquisadores/as a submeter artigos científicos originais para contribuir para o "Dossiê da África Central: História, Política e Sociedade".

Considera-se, neste dossiê, a África Central os 11 Estados que compõem a Comunidade Econômica dos Estados da África Central (CEEAC), nomeadamente Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, RDCongo, Ruanda, São Tomé e Príncipe e Chade. A CEEAC tem uma área de 6,640,600 km2 para uma população estimada em 130 milhões. Focando nesta área geográfica, o “Dossiê África Central: História, Política e Sociedade” interessa-se na história desta região através da geopolítica, a fim de destacar as trocas culturais e a diversidade dos povos que a compõem. A abordagem multidisciplinar possibilita, assim, a recepção de trabalhos resultantes de pesquisas nas áreas das ciências humanas e sociais, que tratam, em particular, de temas como a formação de Estados nacionais, identidades nacionais e fronteiriças; o comércio nacional e regional e a economia de cada país no contexto africano e internacional; o debate sobre o desenvolvimento e a Agenda 2063 da União Africana em cada um dos seus países; eleições, democracia e movimentos sociais; direitos humanos, direitos das minorias étnicas, mulheres, jovens e crianças; segurança alimentar e nutricional; conflitos, guerras e processos de paz; a presença de missões das Nações Unidas na resolução de conflitos; migrações, conflitos territoriais e fronteiriços e acesso a recursos naturais; o debate sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável na região; juventude e empregabilidade; educação, profissionalização, tecnologia, TICs e mídias sociais na região; religião, espiritualidade e emancipação. De fato, a África Central está no coração do continente e cristaliza tanto a ganância quanto a rejeição. A ganância das potências estrangeiras e seu apetite por reservas minerais e florestais. Uma corrida para explorar que não deixa de impactar tanto o meio ambiente, ecossistemas, por um lado, e as vidas das pessoas, por outro. A África Central é também o ponto de partida do exílio. Como parar o fenômeno da migração? Tendo em conta as crises humanitárias causadas pela saída de jovens africanos no estrangeiro, não é correto pensar que a África rejeita os seus filhos? Quais são as políticas implementadas pelos 11 Estados para dar espaço aos jovens? Existe realmente uma sinergia nestes Estados para preservar recursos naturais e humanos na África Central? Quais são as expectativas dos jovens na África Central e que lugar ocupa nas dinâmicas econômicas, políticas e sociais? Existem pontes institucionais entre os Estados para promover o agrupamento das forças criativas de jovens e habilidades? A cooperação bilateral e multilateral permite à África Central aproveitar a sua soberania? Que resultados podemos extrair da ajuda externa e de outras organizações internacionais na África Central? Este Dossiê tentará entender as principais questões desta parte do continente. E a abertura da pesquisa sobre a heterogeneidade dos campos de atuação dos/as pesquisadores/as permitirá avançar no conhecimento dos dados históricos, políticos e sociais desta parte do mundo.

Orientações:

A revista aceita textos em português, inglês e francês. Todavia, os resumos e palavras-chave devem ser em português, além da outra língua escolhida para a escrita do artigo.

Normas de publicação

http://www.revistas.uneb.br/index.php/africas/index

Contato para envio de texto: escolaafricana@gmail.com

Data limite de Submissão: 10 de setembro de 2019

Organizadores do dossiê

Bas´Ilele Malomalo. Doutor em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquista/UNESP (2010), é docente de graduação e do Mestrado Interdiscipinar em Humanidades (MIH) do Instituto de Humanidades e Letras (IHL) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), coordenador do Grupo de Pesquisa África-Brasil: Produção de conhecimentos, sociedade civil, desenvolvimento e cidadania global, pesquisador associado do Centro dos Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra (CLADIN-UNESP); da Rede para o Constitucionalismo Democrático Latino-Americano e Member of United Nations - Harmony with Nature. É igualmente editor da Coleção “Novos Estudos Africanos” na Editora Fi.

Michel Feugain. Doutor em civilização da Espanha contemporânea. Professor-pesquisador e Chefe do Departamento LEA (Foreign Languages Applied) da Universidade Católica de Lille. Ele é especialista em civilização da Espanha contemporânea, mais precisamente na história da Segunda República e da Guerra Civil Espanhola; seu trabalho trata da análise do discurso, do estudo icônico e iconográfico dos cartazes como meio de informação e propaganda. Aciona à lingüística textual e à semiótica para decifrar e compreender o mecanismo da propaganda e a retórica da imagem, a fim de dar conta da história tal como foi percebida pelos artistas e autores. Ao mesmo tempo, literatura e escrita são, respectivamente, um assunto ensinado e uma prática.

Abraham Wega Simeu. Doutora em Linguística Geral e Línguas Africanas, na Universidade de Yaoundé 1. Professora Pesquisadora e Chefe do Departamento de Letras Modernas Francesas do Instituto Superior de Formação de Professores da Universidade de Bamenda. Ele é especialista em descrição e documentação de línguas indígenas. Seu interesse de pesquisa inclui a descrição da linguagem, alfabetização e documentação de línguas indígenas em extinção. Ele é autor de um livro científico e muitos artigos e participou de muitos colóquios internacionais.

Normas editorais

  1. Os artigos poderiam ter entre 15 e 30 páginas em formato A4, inseridos em Time New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Justificado à direita e à esquerda. As citações de mais de 5 linhas devem ser um parágrafo (tamanho 11, espaçamento de linha única) precedido e seguido por uma quebra de linha. Com um encolhimento esquerdo de 3,0 cm e 2,0 cm de margem para a direita. Os artigos devem ser acompanhados de um resumo de no máximo 10 linhas, ou 140 palavras; entre 3 e 5 palavras-chave. Os resumos devem estar em português e inglês.
  2. Uma breve apresentação do pesquisador / onde aparecerá: título, instituição, endereço de e-mail e telefone.
  3. Quando o autor é citado no texto (NOME, ano).

Referências bibliográficas e fontes

  1. 1.       Livro

NOM, Prénom. Titre. Lieu de publication : Edition, année d’édition.

Exemples :

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

_____. Ce que parler veut dire : l’économie des échanges linguistiques. Paris: Fayard, 1982a.

BRAECKMAN, collette. Les nouveaux prédateurs : Politiques des puissances en Afrique centrale. 2 ed. Bruxelles: Aden, 2009.

  1. 2.      Capítulo de livro

NOM, Prénom. Titre de l’article ou du chapitre. In : NOM(s), Prénom(s) des organisateurs (Orgs). Titre. Lieu : précisez le n° d’Éd., année, p.

Exemples

ASANTE, SKB. O pan-africanismo e a integração regional. In: MAZRUI, Ali A. História Geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010, p. 874-896

MALOMALO, Bas´Ilele. Desafios da democracia e do desenvolvimento na África: um olhar sobre a República Democrática do Congo a partir da Diáspora negra brasileira. In: OLIVEIRA, Gledson Ribeiro de; RAMOS, Jeannette Filomena Pouchain; OKOUDOWA, Bruno (Orgs). Cá e Acolá: Experiências e debates multiculturais. Fortaleza: UFC, 2013, p. 134-157.

  1. 3.      Comunicação de um seminário

NOM, Prénom. Titre. In : Titre du séminaire. Lieu, année, pages. (Précisez si en ligne, site, et date de la dernière consultation).

  1. 4.      Tese de doutorado

NOM, Prénom. Titre. Thèse. (Doctorat précisez la spécialité) – Université, Lieu, année de soutenance.

Exemplos

FEUGAIN, Michel. Iconologie et Iconographie : analyse contrastive des affiches de propagande pendant le II République et la Guerre Civile espagnole 1931-1939. Thèse (Doctorat en civilisation de l’Espagne contemporaine) – Université d’Orléans, Orléans, 2008.

  1. 5.      Articles en ligne

NOM, Prénom. Titre. Disponible sur < http://www. />. Dernière consultation en : date (00 lll. 0000).

Exemples

LUBABU, Thitenge. Que veut Ne Muanda Nsemi. Disponível em: <http://www.jeune afrique.com/Article/LIN09038queveimesna0/>. Acesso em: 20 jan. 2014.

MEUNIER, Mariane. Bundu dia Kongo: L´ONU acuse. 22 jun. 2008b. Disponível em: <http://www.jeuneafrique.com/Article/ARCH-LIN22068bunduecilop0.xml/>. Acesso em: 22 jun. 2013.

Para saber mais

https://www.revistas.uneb.br/index.php/africas/about/submissions#authorGuidelines